Search
Close this search box.

Cultura

Cidade mineira mantém tradição de 300 anos na produção de queijos

Publicado em

Cultura

A vida no Serro passa devagar e para que ter pressa, se a história dessa cidade de pouco mais de 20 mil habitantes, começou há mais de 300 anos? A historiadora Zara Simões, explica que o município do Serro nasceu da exploração do ouro.

“Essa região, era chamada pelos indígenas de Ibitirui, que quer dizer serras dos morros dos ventos frios. Daí veio o nome Serro. A primeira bateada de ouro, né, o primeiro encontro do ouro, foi feito por uma mulher negra, é a Jacinta Siqueira, ela vem da Bahia e ela vai encontrar quatro vinténs de ouro.”, conta.

Foi em torno do córrego Quatro Vinténs que a cidade se organizou. Zarinha, como é conhecida por aqui, conta que a chegada dos portugueses na região trouxe diversas tradições lusitanas. Uma delas, a receita do queijo Minas artesanal.

“A gente tem o queijo, né? Que é uma receita que veio na bagagem dos portugueses e é uma receita que traz o leite cru, o pingo e o nosso queijo, que é muito parecido com o queijo dos Ilhéus portugueses, que são daquela região de Açores, Madeira, porque eles usavam o mesmo que se usou aqui no princípio, que é fazer o coalho a partir do bucho do animal. Outra herança muito grande pra gente aqui é dos escravizados, né? Os africanos deixaram aqui, né? Eles tinham uma força muito grande, a gente vê desde 1716, né? A gente tem aqui três grandes grupos de congado, que são catopês, marujos e caboclos”, explica.

Após anos de exploração, a produção de ouro diminuiu e a comunidade passou a viver da comercialização dos produtos agrícolas. Tropeiros iam e vinham trazendo as cargas em lombos de burros e mulas. Quem revela, é o Marcos Felipe, violeiro local e um apaixonado pela tradição do tropeirismo.

“O tropeirismo, ele foi pioneiro na época do império e foi até há pouco tempo. Tudo era transportado no Serro no lombo do muar ou algumas em algumas regiões no lombo do cavalo. No dia 2 de maio, nós fizemos a tropeada, a tropeada nós reunimos em torno de 220 muares, foi uma festa muito bonita, voltada justamente para resgatar a tradição”, diz.

Montados em jumentos, eles cruzam as ruas do Serro até o centro histórico, embalados por rezas e cânticos em gratidão a Santa Rita, padroeira dos tropeiros. Marcos se orgulha desse modo caipira de ser e viver e que está enraizado na produção de queijo e na cultura local.

“O modo artesanal de fazer o queijo do Serro, mas a caipira na raiz. E essa forma de ser caipira na raiz, ela vem justamente pelo cancioneiro caipira. Uma das coisas que me fez gostar da viola e especial da música caipira é retratar essa versão caipira”, fala.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Fortaleza recebe o 12º Festival Internacional de Circo do Ceará

Publicados

em

Fortaleza convida visitantes e a população local a celebrar a milenar arte circense, a partir desta sexta-feira (6), com a abertura da primeira etapa do 12º Festival Internacional de Circo do Ceará.

Ao todo, o Festival terá 11 dias e passará por outras quatro cidades do estado, reunindo 45 companhias e artistas vindos de oito países e 11 estados brasileiros, além de dez atividades formativas

Na capital cearense, a programação acontece até o dia 10 de novembro em espaços como o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a Vila das Artes e o Parque Estadual do Cocó. A abertura, nesta sexta-feira, fica por conta da companhia mexicana Cabaret Capricho e o espetáculo “El Folk Chou”, que apresenta ao público o folclore e as tradições do país. 

Até a próxima terça-feira (10), os três locais receberão grupos artísticos que farão uma viagem pela diversidade das artes circenses. Entre as atrações estão acrobacias no palo chinês, trapézio, mágica, ilusionismo, malabarismo, charangas circenses e, claro, palhaçaria.

Entre as atividades educativas e formativas, esta edição traz o Festival Internacional de Circo do Ceará na Escola, que leva a arte circense aos estudantes da rede pública e de instituições sociais, e a Mostra Escolas de Circo, dedicada ao intercâmbio entre artistas e instituições de formação do Brasil e do exterior.

Após a passagem por Fortaleza, a trupe circense se apresentará ao longo do mês de novembro nos municípios de Paracatu, Itapipoca, Aquiraz e Aracati. Os detalhes da programação dia a dia estão disponíveis no instagram do Festival, @festivalcircoceara.

 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA