Cultura
Cia Baiana de Patifaria estreia “A Vida é um Cabaré” em Salvador
Cultura
Umas das principais companhias de teatro da Bahia, reconhecida por suas montagens humorísticas, começa neste fim de semana, em Salvador, a celebração dos seus 40 anos de fundação.

A Companhia Baiana de Patifaria estreia nesta sexta a peça “A Vida é um Cabaré”.
O texto, escrito por Vini Morais e Lelo Filho, com direção de Daniel Marques, utiliza a rivalidade entre duas irmãs gêmeas, Dalva Aguilar, interpretada por Lelo, e Dolores Aguilar, vivida pelo ator Rodrigo Villa, para retratar o significado do fechamento de um teatro para cada uma delas. As duas herdaram dos pais o decadente Teatro Pindorama e, com ele, muitas dívidas.
Em entrevista para a Rádio Educadora FM da Bahia, parceira da Rede Nacional de Comunicação Pública, Lelo Filho, reforçou que a narrativa sobre o possível fechamento do teatro funciona como uma crítica à diminuição dos espaços de arte no país.
“E aí eu peguei a história dessas duas irmãs gêmeas, da Alba Aguilar e Dolores Aguilar, e adaptei para essa realidade que a gente está vivendo, que há essa resistência de nós artistas perante tudo. Eu acho que A Vida é um Cabaré representa muito isso. Somos nós artistas tentando continuar caminhando mesmo com todos os os problemas que a gente enfrenta.”
Outros três atores da Companhia que integram o elenco são: Maurício Martins, Daniel Marques e João Victor Sobral. Lelo Filho também relembra a importância da Companhia Baiana de Patifaria que, durante seus 40 anos de história, contribuiu com o fortalecimento do teatro autoral do estado.
“Nós fizemos parte de uma espécie de movimento, de revolução, de trazer o público baiano de volta para assistir produções locais. E que as pessoas realmente passem a valorizar o artista, as artes e principalmente valorizar o teatro que é feito aqui.”
A temporada seguirá até 29 de agosto, todas as sextas e sábados, sempre a partir das 20 horas, no Teatro Sesi Casa Branca, na capital baiana. Informações e ingressos estão disponíveis no Instagram da trupe teatral, @ciabaianadepatifaria.
*Com produção de Luciene Cruz.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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