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Cultura

Centro Dragão do Mar celebra 27 anos com programação gratuita

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Em Fortaleza, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que faz parte da Secretaria de Cultura do Ceará, celebra 27 anos com programação gratuita até domingo (26). O aniversário do espaço reúne cinema, teatro, música e grupos de tradição que lançam o olhar sobre a cultura cearense.

Localizado na Praia de Iracema, o Centro Dragão do Mar leva o nome do jangadeiro Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar, que foi um líder abolicionista, símbolo da luta contra o trabalho escravo no Brasil Império. Neste ano, o espaço celebra o aniversário com uma homenagem à mãe do Dragão do Mar, Matilde Maria da Conceição.

Camila Rodrigues, Superintendente do Centro Dragão do Mar, fala sobre o foco na figura de uma mulher negra invisibilizada que foi fundamental para o senso de justiça do filho abolicionista:

“Neste ano, o tema é ‘Não existe Chico sem Matilde’, que coloca em evidência as raízes que sustentam essa história, trazendo à tona a força da Matilde Maria da Conceição, mãe do Chico da Matilde, e de tantas outras mulheres que atravessam e constroem nosso tempo.”

Programação

Entre as atrações musicais desta sexta-feira (24) estão o Forró Briseira e a cantora Priscila Senna com sucessos do brega romântico; o show de Tâmara Lacerda e Felipe Costta, expoentes da nova geração da música nordestina; e ainda a acordeonista baiana Lívia Mattos.

No sábado (25), o show Iracema Sounds reúne nomes locais como Mumutante, Zabeli, Ayla Lemos e Joana Lima; a artista não-binária Buhr, que lança o disco “Feixe de Fogo”; e o grupo Cidadão Instigado, que surgiu há 30 anos em Fortaleza. Tem ainda o metal cearense de Haru e a Corja e o hardcore dos pernambucanos do Devotos.

A Mostra Fortalezas apresenta a produção audiovisual cearense e os espetáculos cênicos “RamaDança”, “Vazante” e “Vozes Bárbaras”, que fecha a programação no domingo em uma homenagem a mulheres que lutaram pela independência do país, como Joana Angélica, Maria Quitéria e Bárbara de Alencar.

A programação é gratuita e os detalhes estão no site dragaodomar.org.br.


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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