Cultura
Carnaval no Recife e em Olinda começa hoje; confira a programação
Cultura
A partir desta quinta-feira (12), Pernambuco já respira Carnaval. Em Olinda, epicentro da folia, a abertura dos festejos de Momo começa às 16h com o cortejo de brincantes “Tá Todo Mundo Aqui”, que vai desfilar pelas ladeiras do sítio histórico ao som da orquestra Henrique Dias. A programação de shows tem início às 18h30, no polo Erasto Vasconcelos, que fica na Praça do Carmo, onde está montado o palco Pernambuco Meu País. A animação deste primeiro dia de folia fica por conta de artistas como Priscila Senna, Alceu Valença e Nação Zumbi.

Com o tema “A Gente É Festa”, o Carnaval de Pernambuco homenageia este ano os cantores João Gomes e Nena Queiroga, além do Maestro Duda e Chico Science (em memória). Uma das maiores representantes do frevo pernambucano, Nena Queiroga, fala da felicidade de ser homenageada:
“Foi muito importante para mim quando eu recebi a notícia dessa homenagem, porque mais uma vez estou honrando o nome da minha mãe e de todas as cantoras, principalmente de frevo e de carnaval. Reverencio mais, mais ainda, esse fato de receber essa homenagem me dá isso e, além de tudo, servir de inspiração para outras cantoras como minha filha, que está seguindo aí a estrada, e tantas outras cantoras maravilhosas que se eu fosse citar o nome aqui, posso esquecer alguém, mas todas elas que eu fico muito feliz de ver trilhando esse caminho. Então essa homenagem foi de extrema importância porque é reconhecimento e prestígio para uma mulher, compositora e cantora”.
Na capital pernambucana, a abertura do Carnaval será marcada pelo espetáculo Tumaraca, que reúne 13 nações de maracatu em uma apresentação marcante no palco do Marco Zero, principal polo de animação do Carnaval do Recife. Por lá, hoje também se apresentam nomes como João Gomes, com o projeto Dominginhos e Lenine. O Carnaval do Recife vai contar com 13 polos de animação espalhados por toda a cidade e mais de três mil apresentações gratuitas.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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