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Cultura

Brasil tem uma nova pizzaria a cada duas horas

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No dia de 10 de julho é comemorado o Dia da Pizza, uma das iguarias mais populares entre os brasileiros. Pesquisa divulgada por uma associação do setor aponta que, neste ano, 13 novas unidades foram abertas por dia, o equivalente a uma nova pizzaria a cada 2 horas.

São Paulo é a segunda cidade que mais consome pizza no mundo, ficando atrás apenas de Nova York. Inclusive, a primeira pizzaria brasileira foi aberta na capital paulista, em 1910, no bairro do Brás. A receita chegou por aqui pelas mãos de imigrantes italianos. 

A pizza, como é conhecida hoje, tem sua origem na cidade de Nápoles, na Itália, onde a arte do pizzaiolo foi reconhecida como patrimônio da humanidade. 

O estado de São Paulo concentra cerca de 30% das pizzarias do país e o número de estabelecimentos na capital já supera o número de cidades no Brasil. 

Segundo a Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra) a abertura de novas pizzarias no país, entre janeiro e maio, teve um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram quase 2 mil novos estabelecimentos. No total, mais de 40 mil pizzarias estão em operação, e mais de 2,7 milhões de pizzas são produzidas todos os dias no Brasil.  

De acordo com a pesquisa, São Paulo concentra o maior número de pizzarias e de novos estabelecimentos no país. Mas o mercado tem se expandido de forma descentralizada: cerca de três em cada quatro novas pizzarias no país foram inauguradas fora do estado. Os estados com maior número de pizzarias em funcionamento, depois de São Paulo, são Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.
 


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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