Cultura
Bloco Galinho de Brasília arrasta grande público na capital federal
Cultura
Nesta segunda-feira (16), o Galinho de Brasília, um dos mais tradicionais blocos da capital federal, arrastou um grande público para o Setor de Autarquias Sul. O bloco, criado por pernambucanos em 1992, leva o frevo para os foliões de Brasília acompanhado da orquestra Marafreboi, do maestro Fabiano Medeiros. O tema deste ano é “Frevando rumo ao hexa!”, torcendo pelo Brasil na Copa do Mundo.

Antes do início do desfile, a funcionária pública Maria Angélica já estava ansiosa pelo frevo:
“O Galinho já é tradição. Então, assim, o ano inteiro a gente já fica aqui na expectativa de participar, e, com certeza, este ano vai ser melhor ainda do que o ano passado. A gente sempre vem nessa expectativa, de um ano ser melhor do que o outro. Muito frevo, muita marchinha, muita família. É um bloco família, por isso que a gente marca presença aqui todo ano.”
Neste ano, o desfile do Galinho de Brasília voltou para seu trajeto de origem, no começo da Asa Sul. Romildo de Carvalho Jr., presidente do Galinho, destacou a importância de trazer a cultura pernambucana para os foliões:
“Quando você vê que tem uma turma nascendo, que começa a ouvir o frevo, que começa a dançar o frevo e vai se acostumando, ela passa, naturalmente, para o Galinho de Brasília. E aí é aquilo que a gente está buscando: incutir e mostrar na cultura do DF que existe uma cultura muito bonita lá fora. A cultura do Nordeste é muito bonita, ela é rica. Então, a gente tem que fazer o quê? Trazer essa cultura para cá e incorporar à cultura do Distrito Federal, que é uma síntese da cultura brasileira.”
O cortejo do bloco ocorreu com muito frevo, passistas e bonecos gigantes. Giannini Deschamps, coreógrafa do grupo, comenta a alegria de trazer o frevo para Brasília:
“Frevo é resistência, é acolhimento. Trazer o frevo para Brasília é a identificação que eu tenho também com a minha terra, eu sou de Pernambuco. Então, é uma alegria compartilhar com as pessoas aqui de Brasília toda essa cultura vasta, que é a cultura pernambucana, e trazer os passos que têm tanta história, tanta luta, tanta resistência. Então, é uma alegria muito grande levar isso para o meu grupo. É um prazer enorme.”
Infraestrutura e transporte gratuito
Neste ano, o Distrito Federal conta com três grandes polos para o Carnaval: o Gran Folia, na Esplanada dos Ministérios; a Plataforma Monumental, no Museu da República; e o Setor Carnavalesco Sul, no Setor Comercial Sul. Esses locais concentram dezenas de blocos, compartilhando uma infraestrutura para atender os foliões.
Lembrando que, neste carnaval, o transporte público é gratuito no Distrito Federal. Os ônibus e o metrô não vão cobrar passagens até esta terça-feira (17).
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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