Várzea Grande
Vereadora Gisa Barros cobra transparência e questiona gastos milionários com merenda escolar em Várzea Grande — Câmara Municipal
Várzea Grande
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Várzea Grande, realizada nesta terça-feira (25), a vereadora Gisa Barros utilizou a tribuna para cobrar transparência da gestão municipal e questionar os gastos com a merenda escolar. A parlamentar destacou que, embora o discurso oficial trate a alimentação dos alunos como prioridade, as ações administrativas recentes apontam para um cenário preocupante de despesas elevadas e descumprimento de normas.
Gisa Barros chamou atenção para a adesão a uma ata no valor de R$ 32 milhões, com vigência de apenas seis meses, e questionou como um contrato dessa proporção pode ser compatível com o contexto de calamidade financeira do município. Segundo a vereadora, trata-se de um volume expressivo de recursos empenhado em um curto período, o que exige explicações mais detalhadas por parte do Executivo.
A parlamentar também cobrou o cumprimento da lei municipal que garante alimentação aos profissionais da educação. De acordo com ela, apesar da existência da norma, o direito não vem sendo assegurado na prática. Gisa afirmou ainda que há relatos de desperdício de alimentos, o que, além de representar prejuízo ao erário, evidencia falhas na gestão dos insumos públicos.
Outro ponto criticado pela vereadora foi a escolha pela dispensa de licitação em vez da conclusão de um pregão eletrônico que já estaria em fase avançada. Para ela, a opção por esse modelo tende a resultar em preços mais altos para o município, agravando ainda mais a situação financeira de Várzea Grande.
Ao final do pronunciamento, Gisa Barros reforçou seu papel fiscalizador e disse que continuará cobrando esclarecimentos formais da Secretaria responsável sobre os contratos e sobre a aplicação dos recursos públicos destinados à merenda escolar.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande
Várzea Grande
Câmara aprova projeto de Carlinhos Figueiredo que cria a Carteira da Mãe Atípica — Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Várzea Grande aprovou, por 16 votos favoráveis, o projeto de lei de autoria do vereador Carlinhos Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como finalidade garantir o reconhecimento formal e a identificação de mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que exijam cuidados permanentes e contínuos.
A iniciativa busca assegurar maior dignidade, respeito e segurança, facilitando a identificação da cuidadora principal e o acesso a atendimento prioritário e diferenciado em órgãos públicos municipais e instituições privadas, evitando constrangimentos no cotidiano.
Segundo o texto aprovado, a carteira conterá nome completo, fotografia, número de documento oficial, dados de identificação da pessoa assistida e prazo de validade. A comprovação da condição será feita mediante laudo médico ou relatório multiprofissional.
Durante a discussão em Plenário, a vereadora Rosy Prado elogiou a sensibilidade da matéria e declarou apoio à proposta. Ela destacou o acolhimento às mães atípicas de Várzea Grande e ressaltou que a medida reforça a inclusão e a dignidade de famílias que, muitas vezes, enfrentam desrespeito a direitos já garantidos em lei.
O vereador Caio Cordeiro também enfatizou os desafios enfrentados por quem convive diariamente com barreiras e preconceito. Ele defendeu o amparo às cuidadoras e chamou atenção para a necessidade de cuidado na formulação das políticas de inclusão.
O vereador Bruno Rios declarou apoio ao projeto e compartilhou experiência pessoal ao mencionar o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ele relembrou as dificuldades enfrentadas na infância, destacou os avanços da medicina e da ciência no diagnóstico precoce e no tratamento, e parabenizou o autor da proposta.
Para ampliar a cobertura da legislação, o vereador Raul apresentou emenda estendendo o benefício não apenas às mães, mas também aos demais responsáveis legais e cuidadores principais, como avós, outros parentes ou profissionais responsáveis pelos cuidados diários.
O parlamentar justificou a alteração ao destacar a realidade de famílias em que as mães precisam trabalhar e deixam os cuidados cotidianos sob a responsabilidade de outros familiares ou profissionais.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande
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