Várzea Grande
Gisa Barros denuncia publicação de vetos pela Prefeitura sem apreciação da Câmara — Câmara Municipal
Várzea Grande
A vereadora Gisa Barros denunciou, durante a sessão ordinária de terça-feira (3), a publicação de vetos a projetos de lei pela Prefeitura de Várzea Grande sem a devida devolução das matérias à Câmara Municipal para apreciação do Plenário.
Integrante da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), a parlamentar afirmou que o Poder Executivo descumpriu o trâmite processual, violou o princípio constitucional da legalidade e desrespeitou regras da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Casa de Leis.
Pelo rito legislativo, os projetos de lei aprovados pelos vereadores seguem para sanção ou veto do Prefeito. Em caso de veto, o texto deve retornar obrigatoriamente à Câmara, cabendo exclusivamente aos parlamentares a votação final para manter ou derrubar a decisão do Executivo.
Gisa Barros pontuou que a Prefeitura tem publicado vetos diretamente no Diário Oficial, sem formalizar o envio dos processos à Câmara. Segundo ela, a situação gera insegurança jurídica e trava o andamento das matérias sob sua relatoria.
“Somente comigo, tenho aproximadamente dez vetos. Não sei quantos são do vereador Raul”, declarou a vereadora.
A parlamentar também questionou a pressão por votações de pedidos de inclusão na Ordem do Dia sem o devido conhecimento técnico e jurídico do conteúdo. Ela ressaltou que há falhas em diversos projetos e cobrou mais diálogo entre a liderança do governo, a antiga liderança do Poder Executivo na Câmara e o Plenário.
Para buscar uma solução, Gisa Barros informou que procurou o vereador Sardinha, vice-líder do Poder Executivo na Câmara, que se comprometeu a dialogar sobre o problema. A vereadora destacou que oficializará a notificação ao Município, pois não há previsão nem amparo legal para o procedimento adotado pela Prefeitura.
A vereadora também acionou a Diretoria Legislativa para notificar formalmente o Município sobre o descumprimento das regras constitucionais e solicitou parecer para verificar se a conduta da gestão configura ato de improbidade administrativa.
Em aparte, o vereador Alessandro Moreira informou que o impasse envolvendo as matérias acumuladas persiste desde março e abril, reunindo entre 16 e 19 projetos paralisados.
A comissão já solicitou parecer da Procuradoria da Câmara sobre seis vetos pendentes, para definir as medidas legais cabíveis.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande
Várzea Grande
Câmara aprova projeto de Carlinhos Figueiredo que cria a Carteira da Mãe Atípica — Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Várzea Grande aprovou, por 16 votos favoráveis, o projeto de lei de autoria do vereador Carlinhos Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como finalidade garantir o reconhecimento formal e a identificação de mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que exijam cuidados permanentes e contínuos.
A iniciativa busca assegurar maior dignidade, respeito e segurança, facilitando a identificação da cuidadora principal e o acesso a atendimento prioritário e diferenciado em órgãos públicos municipais e instituições privadas, evitando constrangimentos no cotidiano.
Segundo o texto aprovado, a carteira conterá nome completo, fotografia, número de documento oficial, dados de identificação da pessoa assistida e prazo de validade. A comprovação da condição será feita mediante laudo médico ou relatório multiprofissional.
Durante a discussão em Plenário, a vereadora Rosy Prado elogiou a sensibilidade da matéria e declarou apoio à proposta. Ela destacou o acolhimento às mães atípicas de Várzea Grande e ressaltou que a medida reforça a inclusão e a dignidade de famílias que, muitas vezes, enfrentam desrespeito a direitos já garantidos em lei.
O vereador Caio Cordeiro também enfatizou os desafios enfrentados por quem convive diariamente com barreiras e preconceito. Ele defendeu o amparo às cuidadoras e chamou atenção para a necessidade de cuidado na formulação das políticas de inclusão.
O vereador Bruno Rios declarou apoio ao projeto e compartilhou experiência pessoal ao mencionar o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ele relembrou as dificuldades enfrentadas na infância, destacou os avanços da medicina e da ciência no diagnóstico precoce e no tratamento, e parabenizou o autor da proposta.
Para ampliar a cobertura da legislação, o vereador Raul apresentou emenda estendendo o benefício não apenas às mães, mas também aos demais responsáveis legais e cuidadores principais, como avós, outros parentes ou profissionais responsáveis pelos cuidados diários.
O parlamentar justificou a alteração ao destacar a realidade de famílias em que as mães precisam trabalhar e deixam os cuidados cotidianos sob a responsabilidade de outros familiares ou profissionais.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande
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