Várzea Grande
Ex-vice fala em falta de diálogo, evita rótulos e afirma que vereadores devem “defender o povo” acima de disputas políticas.
Várzea Grande
Depois da renúncia, Tião da Zaeli falou sem muito filtro e deixou vários recados no ar. Disse que o momento teve emoção, que acabou sendo meio “destemperado”, mas garantiu que tudo o que falou foi verdadeiro e necessário.
Sobre a reação do partido, ele contou que não teve surpresa. Segundo Tião, o grupo já o conhece de longa data, desde a época do antigo PR, e entende bem o seu posicionamento. “Eu tenho um alinhamento só, um alinhamento verdadeiro”, afirmou. Ele disse ainda que, ao explicar a situação, ficou claro que vai continuar na política, lutando pelo partido e por Várzea Grande.
Quando o assunto foi a Câmara, Tião evitou entrar em jogo de base ou oposição. Preferiu jogar a responsabilidade para os vereadores e deixou um recado direto: “Defender o povo. Acima de qualquer divergência política, está o povo.” A fala veio no contexto de votações recentes, como o PCCS, que ele disse ter acompanhado com satisfação.
Apesar disso, não poupou críticas à situação da cidade. Segundo ele, Várzea Grande ainda enfrenta problemas sérios de infraestrutura e falta articulação política para avançar. Tião citou, por exemplo, a dificuldade de conseguir emendas, apontando que isso passa pela construção de grupo político, algo que, na visão dele, não aconteceu como deveria.
Questionado se a renúncia poderia significar o fim da sua trajetória política, ele descartou. Disse que política, para ele, não é carreira, mas missão. “Eu trato política como missão. Por isso que eu não tenho dificuldade de renunciar ou de candidatar de novo.”
No fim, o tom foi de quem sai do cargo, mas não do jogo. Entre críticas, recados e justificativas, Tião deixou claro que pretende continuar ativo e que a saída da vice-prefeitura é só mais um capítulo dessa trajetória.
Várzea Grande
Câmara aprova projeto de Carlinhos Figueiredo que cria a Carteira da Mãe Atípica — Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Várzea Grande aprovou, por 16 votos favoráveis, o projeto de lei de autoria do vereador Carlinhos Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como finalidade garantir o reconhecimento formal e a identificação de mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que exijam cuidados permanentes e contínuos.
A iniciativa busca assegurar maior dignidade, respeito e segurança, facilitando a identificação da cuidadora principal e o acesso a atendimento prioritário e diferenciado em órgãos públicos municipais e instituições privadas, evitando constrangimentos no cotidiano.
Segundo o texto aprovado, a carteira conterá nome completo, fotografia, número de documento oficial, dados de identificação da pessoa assistida e prazo de validade. A comprovação da condição será feita mediante laudo médico ou relatório multiprofissional.
Durante a discussão em Plenário, a vereadora Rosy Prado elogiou a sensibilidade da matéria e declarou apoio à proposta. Ela destacou o acolhimento às mães atípicas de Várzea Grande e ressaltou que a medida reforça a inclusão e a dignidade de famílias que, muitas vezes, enfrentam desrespeito a direitos já garantidos em lei.
O vereador Caio Cordeiro também enfatizou os desafios enfrentados por quem convive diariamente com barreiras e preconceito. Ele defendeu o amparo às cuidadoras e chamou atenção para a necessidade de cuidado na formulação das políticas de inclusão.
O vereador Bruno Rios declarou apoio ao projeto e compartilhou experiência pessoal ao mencionar o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ele relembrou as dificuldades enfrentadas na infância, destacou os avanços da medicina e da ciência no diagnóstico precoce e no tratamento, e parabenizou o autor da proposta.
Para ampliar a cobertura da legislação, o vereador Raul apresentou emenda estendendo o benefício não apenas às mães, mas também aos demais responsáveis legais e cuidadores principais, como avós, outros parentes ou profissionais responsáveis pelos cuidados diários.
O parlamentar justificou a alteração ao destacar a realidade de famílias em que as mães precisam trabalhar e deixam os cuidados cotidianos sob a responsabilidade de outros familiares ou profissionais.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande
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