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Turismo cumpre agenda em Cuiabá para alinhamento de políticas e parcerias

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Entre encontros com representantes estaduais e do trade turístico, equipe alinhou presença no maior evento de turismo do Centro-Oeste

Na quarta-feira, 05 de fevereiro, a equipe da Secretaria Adjunta de Turismo de Sorriso cumpriu uma agenda intensa em Cuiabá, com o objetivo de fortalecer a participação do município na 33ª edição da Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal), evento marcado para ocorrer de 4 a 7 de junho de 2026, no Centro de Eventos do Pantanal.

A FIT Pantanal, tradicional vitrine do turismo mato-grossense, é reconhecida como um dos principais encontros do setor no Centro-Oeste e Norte do Brasil, reunindo destinos, operadores, agentes de viagens, expositores e instituições para rodada de negócios, debates e promoção de produtos turísticos. A edição de 2026 tem projeção de atrair cerca de 100 mil visitantes, com programação diversificada: experiências culturais, gastronômicas, fóruns técnicos para conexões entre o mercado nacional e internacional.

Representando Sorriso, a comitiva liderada pelo secretário adjunto de Turismo, Nelson Eduardo Pereira da Costa, esteve com Diego Orsini, responsável pelo Programa de Regionalização do Turismo (PRT) em Mato Grosso, para atualizar a participação de Sorriso no Mapa do Turismo Brasileiro e tratar de temas relativos à Instância de Governança Regional (IGR), espaço de articulação entre municípios, Estado e trade para desenvolvimento do turismo.

O grupo também se encontrou com o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Mato Grosso, Luis Carlos Nigro, para alinhar ações conjuntas com os meios de hospedagem voltadas à promoção de Sorriso como destino turístico.

Outro encontro da agenda foi com a empresa Proplan, contratada para elaborar o projeto de sinalização turística de Sorriso, que tem prazo até fim de março para entrega. O projeto faz parte da estratégia de melhoria da infraestrutura turística do município facilitando a orientação de visitantes nos principais pontos da cidade.

Sobre a participação na FIT Pantanal, Nelson Eduardo Pereira da Costa destacou o potencial do novo produto turístico que está nascendo em Sorriso, o “Turismo Agro Sustentável”. Segundo ele, a iniciativa busca “mostrar ao mundo o caráter produtivo da Capital Nacional do Agronegócio e a responsabilidade com a produção e a preservação ambiental.” O objetivo, segundo ele, é tornar Sorriso referência em turismo Agro Sustentável com experiências que unam natureza, produção rural e sustentabilidade.

Para ampliar ainda mais a visibilidade dessa proposta, uma equipe especializada em audiovisual de Cuiabá estará em Sorriso nos próximos dias para captar imagens e conteúdos sobre o turismo Agro Sustentável que integrarão o banco de dados oficial do Estado e o portal Descubra Mato Grosso, de promoção turística estadual.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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