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Filme “Mãe Bonifácia”, dirigido por Salles Fernandes estreia nesta terça-feira (31), no Cine Teatro Cuiabá

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O cinema sorrisense vive um momento histórico com a estreia do longa-metragem “Mãe Bonifácia”, primeiro filme de longa duração produzido em no município e também a estreia do diretor Salles Fernandes no formato. O lançamento oficial acontece nesta terça-feira, 31 de março, às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá, situado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, 247, centro de Cuiabá. A entrada é gratuita e a classificação indicativa da obra que tem duração de 1 hora e 24 minutos, é de 10 anos.

Realizado pela produtora Artimagem, o longa foi viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio de edital da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) e apoio da Prefeitura de Sorriso através da Secretaria Municipal de Cultura.

Protagonizado pelas atrizes Zezé Motta e Elina Souza, o filme narra a trajetória de Mãe Bonifácia, figura histórica de Mato Grosso. Mulher negra que viveu no final do século XIX, ela se destacou pela coragem ao cuidar de pessoas escravizadas na região onde hoje está localizada a Avenida Lavapés, em Cuiabá, área que atualmente abriga o Parque Mãe Bonifácia.

Reconhecida como símbolo de resistência, Bonifácia utilizava estratégias para proteger aqueles que buscavam refúgio, como caminhar por córregos para despistar capitães do mato, tornando-se uma liderança importante em seu tempo.

Com seu talento e sua potência artística marcante, Zezé Motta dá vida à personagem com profundidade e sensibilidade, trazendo para a tela a força, a espiritualidade e a resistência de Mãe Bonifácia. “Na minha juventude, com exceção de Chica da Silva, eu fiz muitas mulheres submissas, serviçais. E a Mãe Bonifácia é uma mulher empoderada!” disse a atriz.

As gravações ocorreram entre abril e junho de 2025, em uma chácara no município de Sorriso, reunindo elenco e equipe técnica com participação de artistas regionais, além de profissionais de outras regiões do país.

À frente do projeto está o diretor Salles Fernandes, cineasta com importante trajetória no audiovisual independente e reconhecido em festivais nacionais e internacionais. Antes do longa, o diretor acumulou premiações com curtas-metragens exibidos em festivais no Brasil e no exterior, como “Tereza de Benguela” e “Minhocão do Pari – a origem da lenda”, que conquistaram reconhecimento em países como Canadá, Espanha e Chile.

Para Salles Fernandes, levar a história para a tela é um sonho que nasce no interior e ganha o mundo. “Mãe Bonifácia é um filme que carrega identidade e resistência. A expectativa é muito grande para esse primeiro encontro com o público”.

A estreia também gera expectativa quanto à presença da atriz protagonista. A participação de Zezé Motta ainda não está confirmada, em razão de compromissos profissionais, mas existe a possibilidade de que ela prestigie a exibição junto ao elenco e equipe do filme.

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Escritores locais participam de roda de conversa com Bráulio Bessa

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Um momento recheado de delicadeza, acordes de violão e vida jorrando em poesia declamada. Assim foi a roda de conversa do escritor e poeta Bráulio Bessa com os pratas da casa de Sorriso – mais de 30 escritores locais e de municípios vizinhos como Cláudia, União do Sul, Ipiranga do Norte e Sinop ouviram os relatos recheados de cotidiano e de um viver poético de Bráulio e trocaram experiências.

“Fizemos questão desse momento único dos nosso escritores com o Bráulio que é uma referência além fronteiras na escrita, na declamação e no viver a literatura com alma”, destaca a secretária de Cultura, Marisa Netto. “Não conseguimos reunir todos os escritores sorrisenses, conseguimos catalogar mais de 60 escritores locais, mas ter parte deles vivenciando esse momento foi inspirador”, avalia a organizadora da roda de conversa, Carmem Welter.

Além de receber os escritores locais, Bráulio também ouviu e atendeu as 30 crianças finalistas do Festival Cultural de Poesia, 30 jovens poetas, como destacou o escritor.

“Para mim viver momentos de troca, ouvir escritores locais é de uma riqueza sem tamanho”, pontua o autor. “Digo sempre que é necessário valorizar a cultura local, ler o autor loca, o do estado, o brasileiro e ler de modo geral”, acrescentou o poeta que contou um pouco de sua jornada e confessou viver em estado poético. “Minha infância foi em uma cidade pequena onde a vida era em outro ritmo, contemplativa, vive uma infância e vivo uma vida mergulhada, dentro da poesia e quero trazer isso para o universo do outro, de alguma forma”, salientou.

Todas as ações integram o V Fórum Municipal de Cultura e a Feria do Livro de Sorriso em andamento na Praça da Juventude.

Clique aqui e confira a programação completa do evento.

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