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Primavera do Leste avança na proposta de novo hospital municipal para acompanhar crescimento da cidade

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Primavera do Leste vive um processo de crescimento acelerado, com aumento da população e, consequentemente, da demanda por serviços públicos. Na área da saúde, esse cenário amplia a necessidade de investimentos em estrutura hospitalar capaz de acompanhar o desenvolvimento do município e oferecer atendimento mais próximo e resolutivo à população.


É nesse contexto que a Prefeitura de Primavera do Leste trabalha na proposta de implantação de um novo Hospital Municipal, estruturado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A iniciativa busca fortalecer a rede pública de saúde e contribuir para enfrentar gargalos que atualmente exigem que parte dos moradores seja atendida em outras cidades.


Dados apresentados durante a discussão do projeto mostram que o município conta atualmente com 1,4 leito SUS por mil habitantes, enquanto o parâmetro apresentado no estudo é de 2,5 a 3 leitos por mil habitantes. Entre 2020 e junho de 2026, foram registradas 33.446 internações de moradores de Primavera do Leste, demonstrando o volume crescente da demanda hospitalar.


Outro ponto destacado é o número de pacientes que precisam buscar atendimento fora do município. No período analisado, foram registradas 5.132 internações de moradores de Primavera do Leste em Rondonópolis, evidenciando um dos gargalos que a ampliação da estrutura hospitalar local pretende ajudar a enfrentar.


Entre as áreas que devem ser contempladas pelo novo hospital está o atendimento materno-infantil, uma demanda especialmente importante para as famílias do município. A estrutura deverá contribuir para ampliar a assistência às gestantes e aos recém-nascidos, fortalecendo a oferta de atendimento para mães que atualmente precisam recorrer a outras unidades e municípios para determinados procedimentos, incluindo partos.


A proposta também considera as características estratégicas de Primavera do Leste, que está localizada às margens da BR-070, importante corredor de transporte e circulação de veículos pesados. O fluxo intenso da rodovia representa uma demanda adicional para os serviços de urgência e emergência, especialmente em casos de traumas decorrentes de acidentes.


O projeto prevê ainda o fortalecimento da assistência de maior complexidade, com demandas relacionadas a áreas como ortopedia, neurocirurgia, cardiologia e terapia intensiva, contribuindo para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios.


A implantação do hospital municipal, por meio da PPP, é apresentada como uma estratégia para ampliar a capacidade da rede pública, acompanhar o crescimento de Primavera do Leste e oferecer uma estrutura hospitalar compatível com as necessidades atuais e futuras da população.


Mais do que uma nova unidade de saúde, o projeto representa uma iniciativa de planejamento para que o município esteja preparado para continuar crescendo sem que a população precise enfrentar os mesmos gargalos assistenciais diante do aumento da demanda.

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Aegea reconhece falhas e apresenta soluções para abastecimento em Diamantino

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A Aegea Saneamento, grupo responsável pela concessionária Águas de Diamantino, reconheceu falhas no abastecimento de água no município e apresentou propostas de investimentos para ampliar a produção, reduzir vazamentos e melhorar a qualidade dos serviços. As medidas foram discutidas durante reunião entre o prefeito Chico Mendes e a diretoria da empresa, na quarta-feira (04.11), em São Paulo.

Para o Centro Histórico, as propostas incluem a construção de uma nova estação de tratamento, com capacidade de 25 litros por segundo, além da ampliação da capacidade de produção em outros 25 litros por segundo.

Também estão previstas a revisão do sistema de pressurização das redes de distribuição, com o objetivo de reduzir vazamentos, e melhorias nos laboratórios responsáveis pelo controle da qualidade da água.

Em Novo Diamantino, as intervenções apresentadas contemplam a captação de água no Rio Água Fria e a implantação de uma adutora com capacidade mínima de 50 litros por segundo, além da construção de uma estação de tratamento com a mesma capacidade. 

A empresa também propôs melhorias no laboratório da unidade, a ampliação da rede de esgotamento sanitário para alcançar 100% de cobertura e a implantação do sistema de esgotamento sanitário em Diamantino.

Durante a reunião, o prefeito Chico Mendes, reforçou a necessidade de soluções efetivas para os problemas enfrentados pela população e destacou que a administração municipal acompanhará o cumprimento dos compromissos apresentados pela concessionária.

“Cobramos da diretoria da Aegea soluções para as falhas que a população enfrenta no abastecimento. A empresa reconheceu os problemas e apresentou propostas de investimento. Agora, vamos exigir um cronograma de execução e acompanhar cada etapa, para que essas medidas se traduzam em água chegando com regularidade às casas.”

As cobranças da administração municipal são motivadas pelas interrupções no fornecimento de água e pelas constantes reclamações dos moradores. Um diagnóstico técnico realizado em setembro de 2026 apontou um índice de perdas de água de 68%, dado que também integrou as discussões sobre o desempenho da concessionária e o cumprimento das metas contratuais.

A reunião deu continuidade aos encaminhamentos da audiência pública realizada em 14 de outubro, quando foram debatidos os problemas no abastecimento, os investimentos realizados pela concessionária e as providências necessárias para garantir a regularidade dos serviços. Na ocasião, o município reforçou a necessidade de respostas concretas para a população.

Além das intervenções nos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário, as propostas apresentadas pela empresa também contemplam melhorias na conservação das instalações e nas condições dos espaços de descanso dos colaboradores, incluindo a unidade de tratamento de Novo Diamantino.

Paralelamente às cobranças por melhorias, a Prefeitura trabalha na proposta de atualização do contrato de concessão, firmado em 2014. A revisão contempla metas e indicadores de desempenho, planos e protocolos para situações emergenciais, além da adequação das metas de cobertura do esgotamento sanitário.

Conforme previsto no contrato, a concessionária é responsável pela operação, manutenção e execução dos investimentos nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A Prefeitura acompanha a execução contratual na condição de poder concedente, enquanto a Agência Intermunicipal de Regulação e Fiscalização (AGIRF) responde pela regulação e fiscalização dos serviços.

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