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Primavera do Leste acompanha entrega de 754 moradias e reforça compromisso com a redução do déficit habitacional

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A Prefeitura de Primavera do Leste participa, nesta sexta-feira (26), de mais um momento histórico para o desenvolvimento do município com a entrega de 754 moradias do Residencial Jardim dos Ipês I. O empreendimento representa um importante avanço na política habitacional, proporcionando mais qualidade de vida, segurança e dignidade para centenas de famílias primaverenses.


O Residencial Jardim dos Ipês I é resultado de uma parceria entre a Pacaembu Construtora, o Governo Federal, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida – modalidade FGTS, do Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, o Governo de Mato Grosso, por meio do programa Ser Família Habitação, executado pela MT Participações e Projetos (MTPAR), além da Prefeitura de Primavera do Leste. O empreendimento conta ainda com a parceria local da Campo Incorporadora.


A cerimônia de entrega das chaves acontece no próprio residencial, a partir das 9h, reunindo autoridades do Governo Federal, do Governo do Estado, da Caixa Econômica Federal, da Prefeitura de Primavera do Leste e representantes da diretoria da Pacaembu Construtora.


Com investimento superior a R$ 150 milhões, o empreendimento também contribuiu significativamente para a economia local, gerando mais de 2.300 empregos diretos e indiretos durante sua construção, fortalecendo o setor da construção civil e movimentando diversos segmentos econômicos do município.


As unidades habitacionais foram destinadas a famílias com renda a partir de R$ 2.600, que tiveram acesso a subsídios de até R$ 45 mil por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, além de até R$ 25 mil concedidos pelo programa Ser Família Habitação, do Governo de Mato Grosso. O financiamento foi realizado pela Caixa Econômica Federal, com prazo de até 420 meses e condições facilitadas.


A participação da Prefeitura de Primavera do Leste reforça o compromisso da gestão municipal em apoiar iniciativas que ampliem o acesso à moradia, promovam inclusão social e contribuam para o crescimento ordenado da cidade. A entrega das novas residências representa mais do que a realização do sonho da casa própria: simboliza um novo começo para centenas de famílias que passam a construir suas histórias em um ambiente planejado e estruturado.

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Cáceres

Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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