Cidades
Prefeitura de Sinop intensifica fiscalização e atua para solucionar descarte irregular de esgoto no Residencial Vila Lobos
Cidades
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, em atuação conjunta com a Vigilância em Saúde e a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, está realizando ações de fiscalização e intervenção no Residencial Vila Lobos para solucionar um problema de descarte irregular de esgoto na rede de drenagem de águas pluviais.
A situação, registrada em uma via do bairro, envolve o despejo inadequado de águas provenientes de pias, tanques e lavanderias diretamente na rede destinada exclusivamente ao escoamento da água da chuva. Além de comprometer a infraestrutura urbana, o descarte irregular provocou acúmulo de água, mau cheiro, sujeira e risco sanitário para os moradores da região.
A demanda chegou à Prefeitura por meio de reclamações da população e mobilização de lideranças locais. Diante da denúncia, equipes da Prefeitura foram acionadas para realizar vistoria técnica, identificar as causas do problema e iniciar as medidas corretivas.
Segundo o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Lindomar Guida, o município prontamente iniciou as ações para conter os impactos e solucionar o problema de forma definitiva. “O município foi procurado pelos moradores e, imediatamente, mobilizamos nossas equipes em conjunto com outras secretarias para atuar no local. Já iniciamos o bloqueio das saídas irregulares que estavam despejando resíduos na via pública, para conter o problema e permitir que a água acumulada seque. Paralelamente, também vamos executar as intervenções necessárias para corrigir o acúmulo de água e restabelecer as condições adequadas do local”, destacou Guida.
A Vigilância em Saúde reforça que bocas de lobo e redes de drenagem pluvial não são estruturas destinadas ao descarte de esgoto doméstico. O lançamento inadequado desse tipo de resíduo representa risco à saúde pública, favorecendo a proliferação de insetos, larvas e vetores de doenças, como a dengue.
Durante a fiscalização, foram identificados indícios de contaminação no local, incluindo resíduos orgânicos e condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor da dengue. Equipes de endemias também foram acionadas para atuar preventivamente.
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Jorge Beviláqua, o descarte irregular é proibido por lei e pode resultar em penalidades. “O descarte de água de pia, tanque, lavanderia ou qualquer outro resíduo doméstico em vias públicas é irregular e passível de multa. Nosso objetivo inicial é orientar e educar, dando a oportunidade para que os responsáveis regularizem a situação. Porém, se o problema persistir, as medidas legais serão aplicadas com rigor”, afirmou.
O vereador Celsinho do Sopão, que acompanhou a situação de perto, destacou que a demanda chegou por meio dos próprios moradores da região, preocupados com o agravamento do problema e os riscos à saúde.
“Essa é uma situação que já vem se arrastando há algum tempo e que vinha gerando muita preocupação entre os moradores, principalmente daqueles que convivem diariamente com esse problema. Fomos procurados pela comunidade, especialmente por moradores mais diretamente afetados, que relataram o acúmulo constante de água e todos os transtornos causados por essa situação. Diante disso, buscamos apoio junto à Secretaria de Obras, Meio Ambiente e Vigilância Sanitária para que uma solução fosse encontrada. O mais importante agora é que o problema seja resolvido, porque são famílias que estão sendo prejudicadas, convivendo com água parada e com riscos à saúde, inclusive com a presença de larvas do mosquito da dengue. Com essa mobilização conjunta, acreditamos que a situação será solucionada o mais rápido possível”, afirmou.
A Prefeitura reforça que o descarte correto deve ser feito por meio de fossas regulares ou da rede de esgoto, quando disponível. A orientação é para que toda a população esteja atenta às normas sanitárias e ambientais, evitando práticas que comprometam a saúde coletiva e a qualidade de vida nos bairros.
Cáceres
Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres
Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.
Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado
Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.
Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.
Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.
Um dos últimos casos noticiados pelo
foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.
Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.
Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.
Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.
Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.
Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.
Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.
Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
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