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Prefeitura de Sinop destaca impacto positivo da Rota da Copa no comércio local

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, tem impulsionado a movimentação econômica do município com a realização da “Rota da Copa – Sinop Torce Junto”. A iniciativa reúne bares, restaurantes e estabelecimentos parceiros que oferecem espaços de lazer e confraternização durante os jogos da Copa do Mundo. Além de ampliar as opções de entretenimento para moradores e visitantes, a ação tem refletido positivamente no comércio local, especialmente nos segmentos de alimentação, bebidas e serviços.

De acordo com levantamento realizado pelo Centro de Informações Socioeconômicas (CISE) da Unemat, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Sinop, 64% dos 101 empresários entrevistados estão realizando ou ainda pretendem promover ações especiais durante a Copa do Mundo, enquanto 61% esperam aumento nas vendas ao longo do período. Apenas 32% acreditam que o movimento permanecerá estável e 4% projetam queda nas vendas.

A pesquisa também ouviu 190 consumidores e revelou que 62% pretendem fazer compras durante a competição. Entre os produtos mais procurados estão bebidas e alimentos (41%), seguidos por outros itens (22%), vestuário (18%), acessórios (9%) e televisores (6%). Quanto ao valor das compras, a maior parte dos consumidores pretende gastar entre R$ 100 e R$ 200.

Bares e restaurantes

Na prática, o cenário já é percebido pelos empresários. O responsável pelo Jaca Bar e pela Hampi Pizzaria, Marcelo Duarte, afirma que o período da Copa representa um importante incremento para o setor de bares e restaurantes, principalmente quando os jogos da Seleção Brasileira acontecem durante a semana.

“Para os bares, é um período importante, pois as pessoas saem para assistir aos jogos e confraternizar. Aos finais de semana, acaba não gerando aumento de colaboradores, pois já há alta demanda, e os estabelecimentos trabalham com equipe completa e colaboradores extras. Mas, em datas como hoje, durante a semana, isso representa um aumento de 50% do faturamento dos restaurantes. E, com vitória da Seleção Brasileira, o pessoal acaba animando ainda mais e continuando no bar para comemoração”, destacou Duarte.

Segundo o empresário, para oferecer uma melhor experiência ao público, muitos estabelecimentos precisaram investir em estrutura. “Os bares precisaram investir, sim, não só com televisões, mas alguns também com telões, sistemas de áudio e músicos para animar antes do jogo, durante o intervalo e no pós-jogo. Estamos focando na qualidade do atendimento e no audiovisual para os clientes aproveitarem”, completou.

A diretora de Turismo, Leidiane Viegas, destaca que a Rota da Copa foi criada justamente para fortalecer o comércio e transformar os jogos em uma oportunidade de movimentar a economia local. “A proposta da Rota da Copa vai além de oferecer locais para acompanhar os jogos. Queremos incentivar que moradores e visitantes aproveitem a cidade, conheçam os estabelecimentos participantes e movimentem a economia local. É uma ação que fortalece o turismo, gera oportunidades para os empresários e contribui para o desenvolvimento de diversos segmentos comerciais”, afirmou.

A Rota da Copa reúne estabelecimentos que transmitem os jogos da competição com estrutura diferenciada, oferecendo ambientes preparados para receber o público durante as partidas. A iniciativa segue até o encerramento da Copa do Mundo, no dia 19 de julho, fortalecendo o setor de serviços e consolidando Sinop como destino de lazer e entretenimento durante o período esportivo.

 

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Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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