Cuiabá
Servidores completam 30 anos de serviço público no Legislativo cuiabano
Cuiabá
Neste mês de março, 16 servidores da Câmara Municipal de Cuiabá celebram um marco importante em suas trajetórias profissionais: três décadas de dedicação ao serviço público e ao funcionamento do Legislativo da capital mato-grossense.
Entre eles, a servidora Fabiana Orlandi Eduardo, que ingressou na Câmara após ser aprovada em primeiro lugar no concurso público de 1996 para o cargo de taquígrafa legislativa, função responsável por registrar as falas dos parlamentares durante as sessões. A profissão, hoje praticamente extinta devido ao avanço da tecnologia e dos sistemas de gravação digital, teve papel fundamental na preservação dos debates e decisões do Parlamento.
Segundo ela, a experiência de atuar diretamente nas sessões plenárias permitiu compreender, ainda muito jovem, o funcionamento do processo legislativo e a importância do registro histórico das discussões parlamentares.
Ao longo das três décadas de trabalho, Fabiana passou por diversos setores ligados à produção legislativa. Depois da taquigrafia, atuou na assessoria da Mesa Diretora, foi chefe de registro dos debates legislativos, secretária de Apoio Legislativo por mais de 15 anos e também trabalhou na Secretaria de Comissões. Atualmente, está lotada na Corregedoria da Câmara.
Para a servidora, o compromisso com o serviço público vai além das atribuições técnicas. “Quando entendemos que servidor vem de servir no sentido mais digno e nobre, conseguimos perceber qual é o nosso espaço na sociedade. Se nós, servidores, não dermos respaldo ao trabalho dos vereadores, esse trabalho não será realizado com excelência para a população”, destaca.
Outra história que representa a dedicação de décadas ao Legislativo cuiabano é a do servidor Inamar Ramos da Silva, ou melhor, o Seo Ramos, como todos conhecem, que neste ano completa 33 anos de serviço público na Câmara Municipal. Atualmente auxiliar legislativo em serviços diversos e lotado na Secretaria de Informação e Transparência, ele construiu uma trajetória marcada pela experiência em diferentes setores da Casa.
Seo Ramos conta que sua chegada ao Legislativo ocorreu após incentivo do então vereador Paulo Borges, figura histórica do Parlamento cuiabano. Na época, ele trabalhava como garçom em um restaurante no centro da cidade, e após muita insistência do vereador, começou a trabalhar no Parlamento. Relutou em prestar o primeiro concurso público da Câmara, mas acabou participando do processo seletivo e sendo aprovado.
“Hoje, a Câmara é praticamente minha primeira casa, porque passamos mais tempo aqui do que em casa. Tenho uma paixão muito grande por este lugar”, afirma.
Durante sua trajetória, o servidor passou por setores como plenário, planejamento, arquivo, protocolo, comunicação e outras áreas administrativas, acumulando conhecimento sobre o funcionamento interno da instituição.
Para Inamar, o atendimento ao público sempre foi uma prioridade em sua carreira. Com formação na área de hotelaria, ele afirma que o bom relacionamento com as pessoas é essencial no serviço público. “Sempre fiz questão de atender bem. Se eu sou bem atendido, também tenho que atender bem quem procura a Casa”, disse.
Valorização do servidor
Ramos destaca o avanço na valorização dos servidores efetivos nos últimos anos, principalmente na atual gestão da presidente Paula Calil (PL). Ele garante que melhorias estruturais e investimentos em equipamentos demonstram a preocupação da administração com as condições de trabalho dos servidores.
“Hoje existe uma valorização maior. Não é ainda do tamanho que a gente gostaria, mas melhorou bastante. Estruturalmente a Câmara avançou muito, temos equipamentos melhores e a gestão tem buscado melhorar as condições de trabalho”, afirmou.
Ele ainda enfatiza que a estrutura da Câmara evoluiu significativamente ao longo das últimas décadas. “Nos anos 90 enfrentávamos muitas dificuldades. Hoje melhorou muito, principalmente em termos de estrutura e equipamentos. Ainda há pontos que podem avançar, mas já houve uma grande evolução”, avalia.
O servidor também ressaltou o diálogo da presidência com os funcionários da Casa e o empenho em atender demandas antigas do quadro efetivo. “A presidente tem procurado sensibilizar e entender as necessidades dos servidores. Aos poucos, conforme as condições da Casa permitem, ela tem buscado melhorar. Existe interesse em valorizar não só os servidores antigos, mas todos que trabalham aqui”, completou.
Para ele, independentemente do setor em que esteja atuando, o compromisso com o atendimento à população sempre foi um princípio em sua carreira. Com formação na área de hotelaria, ele afirma que o bom atendimento deve ser uma marca do serviço público. “Se a gente recebe um bom atendimento, também precisa oferecer isso para quem procura a Casa. Sempre fiz questão de atender bem”, concluiu.
Reforçando as ações de valorização dos servidores, o Parlamento cuiabano aprovou na quinta-feira (12), com 26 votos favoráveis, o projeto de lei que concede a Revisão Geral Anual (RGA) de 3,89% aos efetivos da Casa.
A proposta foi apresentada pela Mesa Diretora, e contempla servidores ativos, inativos e pensionistas com a recomposição inflacionária referente ao ano de 2025. O percentual aplicado tem como base a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e terá efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026.
Além da revisão anual, o projeto também prevê a quitação de perdas inflacionárias referentes ao ano de 2020, período em que o reajuste não foi concedido. Para viabilizar a correção sem comprometer o orçamento do Legislativo, o pagamento será realizado de forma escalonada, em duas parcelas de 2,85%, programadas para os meses de junho e outubro deste ano.
De acordo com a justificativa da Mesa Diretora, a medida cumpre o preceito constitucional de preservação do poder de compra dos servidores, sem representar aumento real de salário e respeitando os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Cuiabá
Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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