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Cuiabá

Cuiabá implanta programa inédito de limpeza de bocas de lobo contra alagamentos

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Cuiabá

Pela primeira vez em sua história, Cuiabá conta com um programa contínuo e estruturado de limpeza de bocas de lobo em toda a cidade, resultando até o momento em aproximadamente 2.600 limpas em diversas regiões. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, atende a uma determinação do prefeito Abilio Brunini e rompe com práticas adotadas por gestões anteriores, que se limitavam a ações paliativas e emergenciais.

Segundo a secretaria, o programa atual é inédito e abrangente. O serviço era feito de forma pontual, geralmente após reclamações da população, com caminhões hidrojato simples, voltados apenas para situações emergenciais. Ou seja, não havia um plano permanente de limpeza e manutenção da rede de drenagem.

O programa agora em execução prevê a limpeza de todas as bocas de lobo de Cuiabá, com prioridade para os pontos críticos de alagamento. Entre as áreas já atendidas estão a Avenida Barão de Melgaço, a região central e a Avenida Carmindo de Campos, onde o serviço está prestes a ser finalizado, além de diversos bairros da capital.

Especialmente na Avenida Carmindo de Campos, comerciantes relataram que nunca haviam presenciado uma ação desse tipo, mesmo após 10, 15 ou até 20 anos de atividade, o que indica que várias bocas de lobo estavam há décadas sem qualquer limpeza.

O trabalho vai além da retirada de resíduos das caixas de captação. A ação inclui a desobstrução completa da rede de drenagem, com limpeza das manilhas e tubulações, que em alguns casos estavam entre 80% e 95% obstruídas. Com isso, a vazão da água da chuva, que antes operava com apenas cerca de 10% da capacidade, foi restabelecida. Em média, são retiradas entre 5 e 7 toneladas de lixo por boca de lobo, resultado do acúmulo de resíduos sólidos ao longo dos anos. Da Avenida Carmindo de Campos, estima-se a retirada de 300 toneladas, sendo cerca de 100 bocas de lobo ao longo da via.

Com a limpeza das caixas e da rede, há que se destacar que as manilhas passaram a operar com vazão plena. O próximo passo do programa será a limpeza das trincheiras, etapa considerada fundamental para eliminar alagamentos que têm sido recorrentes nessas áreas.

Após a conclusão da limpeza geral, o programa entra em fase permanente de manutenção, uma vez que novos entupimentos podem surgir, especialmente em regiões com grande fluxo de pessoas, devido ao descarte irregular de lixo. A secretaria ressalta que, graças à limpeza profunda realizada agora, os resultados tendem a perdurar por um longo período, fortalecidos pela manutenção contínua.

Readequação das bocas de lobo

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras também planeja uma segunda etapa do programa, que prevê a substituição e readequação das caixas e tampas das bocas de lobo, seguindo os padrões de engenharia. Um novo modelo de caixa, já utilizado em outras cidades, deverá ser implantado gradualmente, começando pelas vias mais importantes de Cuiabá.

Essas novas estruturas contarão com sistemas de grelha para reter o lixo antes que ele chegue à rede de drenagem. Um processo licitatório está em fase de planejamento para aquisição do material. As novas caixas serão encaixadas nas estruturas existentes, facilitando a substituição e a manutenção.

Muitas das tampas existentes que estão em uso são excessivamente pesadas e muitas delas foram fabricadas sem critérios técnicos adequados, o que dificulta tanto o trabalho das equipes como encarece a manutenção. A proposta é padronizar medidas e materiais, adequando o sistema às normas de engenharia.

Conscientização ambiental

Durante os trabalhos na Avenida Carmindo de Campos, as equipes encontraram vestígios de caixas de óleo, resíduos químicos e fiações de telecomunicações dentro da rede de drenagem. Esse tipo de material não deveria ser descartado no sistema de águas pluviais, que escoa diretamente para o rio Cuiabá. Além disso, a rede de drenagem não é preparada para receber produtos químicos e muito menos para escoar entulhos. A rede de drenagem é exclusivamente para escoamento das águas pluviais.

Diante da situação de possível crime ambiental, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras acionou os órgãos competentes responsáveis pela fiscalização ambiental para acompanhamento dos casos, em conjunto com órgãos estaduais, para encaminhamento das medidas cabíveis, entre elas a legalização do descarte correto desse óleo. Além da autuação, os responsáveis estão passíveis de multas, mediante a comprovação das irregularidades.

A gestão municipal reforça que, apesar do investimento em equipamentos modernos e da mobilização permanente das equipes, o sucesso do programa depende também da consciência ambiental da população. Cada boca de lobo limpa chega a retirar cerca de três toneladas de resíduos por metro, evidenciando o impacto do descarte inadequado de lixo.

“A prefeitura está fazendo sua parte, mas a cidade limpa depende de todos nós”, destacou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.

Além do programa de limpeza, a administração municipal também executa ações de recapeamento asfáltico e manutenção viária, por meio da operação tapa-buracos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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