Cáceres
Vigilância Sanitária pune anexo do Hospital Regional de Cáceres por irregularidades
Cáceres
Vigilância Sanitária julgou procedentes dois autos de infração contra o Anexo 1 do Hospital Regional e cobrou correção de irregularidades classificadas como persistentes

A Coordenadoria de Vigilância Sanitária de Mato Grosso julgou procedentes dois autos de infração lavrados contra o antigo Hospital São Luiz, que funciona como Anexo 1 do Hospital Regional de Cáceres, e aplicou à unidade a penalidade de advertência. A decisão, assinada pela coordenadora Sonia Cristina Figueiredo Oliveira, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (20) e reúne dois processos administrativos sanitários abertos em 2023 e 2024.
Além da advertência, a Vigilância determinou que o hospital promova a regularização imediata e definitiva de todas as não conformidades apontadas como persistentes em manifestação técnica da própria secretaria. O descumprimento pode caracterizar reincidência e levar à aplicação de sanções mais severas, conforme registra a decisão. A unidade tem quinze dias úteis, contados da ciência ou da publicação, para apresentar recurso administrativo, que deve ser protocolado no escritório regional de Cáceres.
A escolha da advertência, e não de multa ou medida mais dura, foi justificada pela existência de circunstância atenuante, com base no artigo 68 da Lei Estadual nº 7.110/1999, o código sanitário mato-grossense. A decisão não detalha quais irregularidades foram constatadas nem qual atenuante foi considerada.
A situação tem uma particularidade: o estabelecimento punido é público e integra a estrutura da própria Secretaria de Estado de Saúde. O CNPJ registrado na decisão pertence ao Estado de Mato Grosso. A Vigilância Sanitária, que aplicou a penalidade, é vinculada à mesma secretaria que responde pela unidade autuada.
O Hospital São Luiz foi assumido pelo Estado em março de 2022, por requisição administrativa, quando a unidade ameaçava encerrar as atividades e não cumpria o pactuado com o Sistema Único de Saúde. Na época, o governo justificou a medida pelo risco de descontinuidade no atendimento à população da região, especialmente em obstetrícia e gestantes de alto risco. Com a incorporação, o complexo de Cáceres passou a somar cerca de 320 leitos e virou o maior hospital público de Mato Grosso, referência para 22 municípios das macrorregiões oeste e sudoeste.
Desde fevereiro deste ano, a administração do Hospital Regional de Cáceres está a cargo da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde, a Agir. Os autos de infração julgados agora foram lavrados antes dessa transição, quando a unidade era gerida diretamente pelo Estado.
Cabe recurso da decisão.
Cáceres
Prefeito de Vila Bela se manifesta após ambulância do município ser apreendida com drogas

O prefeito de Vila Bela da Santíssima Trindade, André Bringsken, se manifestou nesta quarta-feira (9) após uma ambulância pertencente ao município ser apreendida com vários fardos de drogas na região de fronteira com a Bolívia.
O veículo foi abordado pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) durante uma ação na comunidade Ponta do Aterro, distrito de Santa Clara de Monte Cristo, em Vila Bela. Duas pessoas que estavam na ambulância foram presas.
Em um pronunciamento divulgado após tomar conhecimento do caso, o prefeito afirmou que a administração municipal repudia qualquer envolvimento com atividades ilícitas e que pretende colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação.
“Fomos surpreendidos hoje pela manhã com a notícia, pela imprensa, de uma ambulância do município de Vila Bela da Santíssima Trindade apreendida com entorpecente. Nós repudiamos veementemente e confiamos que as autoridades policiais façam a investigação do ocorrido”, declarou André.
O prefeito também afirmou que, caso sejam identificados servidores ou outras pessoas ligadas ao município entre os envolvidos, serão adotadas medidas administrativas.
“Não coadunamos com o ilícito. Nós temos transparência e estaremos acompanhando o processo pelas autoridades policiais na investigação, ajudando no que for preciso, disponibilizando câmeras onde tiver, para que todo o fato seja rigorosamente apurado”, afirmou.
Ambulância seguia por estrada rural
Segundo o Gefron, os agentes receberam informações de que uma carga de drogas sairia de Vila Bela com destino a Pontes e Lacerda.
Durante o acompanhamento, os policiais perceberam que a ambulância estava seguindo por uma rota diferente da utilizada normalmente, passando por estradas rurais. O veículo foi abordado e os fardos encontrados no compartimento destinado ao transporte de pacientes.
O comandante do Gefron, tenente-coronel Airton Araújo, confirmou que a ambulância pertence à Prefeitura de Vila Bela e atende moradores da região, incluindo comunidades rurais próximas à Ponta do Aterro.
Ainda conforme o Gefron, a pessoa que dirigia o veículo no momento da abordagem não era o servidor escalado para conduzir a ambulância e não integra o quadro de servidores do município.
As duas pessoas encontradas no veículo foram presas e deverão ser encaminhadas para a delegacia. A identidade dos suspeitos e outros detalhes da ocorrência não foram divulgados.
A quantidade e o tipo de droga apreendida ainda serão identificados e pesados. O Gefron informou que parte das informações está sendo preservada porque a ocorrência poderá levar a novas investigações e à identificação de outros envolvidos.
Prefeito promete acompanhar investigação
Durante a manifestação, André Bringsken reforçou que a Prefeitura pretende manter contato com os órgãos responsáveis pela apuração, incluindo a Polícia Civil e o Gefron.
“Não podemos tolerar esse tipo de atitude. Então eu conto contigo na divulgação da verdade e nós estaremos em contato com as autoridades policiais, com a Polícia Civil, com o Gefron, para que todos os fatos sejam rigorosamente apurados”, afirmou.
Segundo o Gefron, quase 25 toneladas de drogas já foram apreendidas em 2026 pelas equipes que atuam na região de fronteira de Mato Grosso.
Até o momento, não há informação oficial que indique o envolvimento de servidores da Prefeitura no transporte da droga. A investigação deverá esclarecer como a ambulância foi utilizada e quem são os responsáveis pela carga.
Por: Página Press
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