Cáceres
NOTA ORIENTATIVA “CARAMUJO” AFRICANO – INFORMAÇÕES SOBRE A ESPÉCIE, MANEJO CORRETO E CONTROLE
Cáceres
A Prefeitura Municipal de Cáceres, por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde/Vigilância Ambiental, traz, através deste, orientações a toda a população cacerense a respeito do “Caramujo Africano”.
Achatina fulica, que é conhecido popularmente em nossa região como caramujo africano, é um molusco gastrópode terrestre, uma espécie exótica e invasora em nosso território, tendo sido introduzido no Brasil, de forma ilegal, na década de 80.
Esse molusco tem como hábito alimentar a ingestão de folhas, flores e frutos (herbívoro generalista), é hermafrodita e altamente resistente, o que permite que se adapte com facilidade a diversos locais do meio urbano, mas apresenta predileção por jardins vegetais, margens de brejos, hortas, pomares, terrenos baldios e quintais com alta concentração de umidade e sombreamento. Por ser parcialmente arborícola, também pode ser encontrado em árvores e muros.
De acordo com a Nota Técnica nº 30/2022-CGZV/DEIDT/SVS/MS, ele pode ser hospedeiro potencial de nematódeos do gênero Angiostrongylus sp., que podem causar parasitismo em humanos (há poucos registros no Brasil), e essa infecção está associada, normalmente, à ingestão acidental do muco do caramujo africano em verduras, legumes e frutas sem higienização adequada.
A densidade populacional desse caracol tende a aumentar durante o período das chuvas. Ele pode realizar de 2 a 5 posturas no ano, variando de 50 a 400 ovos por postura. Embora sua ocorrência seja relativamente comum, é importante que a população adote medidas simples de manejo ambiental e higiene, contribuindo para o controle da espécie, e uma das medidas para redução da densidade populacional desses moluscos é o manejo, controle e descarte adequado dos espécimes encontrados.
A catação manual é a forma mais eficaz para o controle da presença desse gastrópode. Os “caramujos” e os ovos devem ser recolhidos para descarte adequado, pois esse descarte não deve ser feito em lixos comuns sem tratamento prévio. O responsável por realizar a catação deve fazer uso de equipamentos de proteção individual, como luvas e botas de borracha.
Após coletados, os moluscos devem ser esmagados e imersos em uma solução com cloro. Essa solução deve conter 3 partes de água para 1 parte de cloro, e os caramujos e ovos devem ficar imersos nessa solução por 24 horas. Depois desse tempo, podem ser descartados.
Outra opção para o controle populacional seria coletar e esmagar esses gastrópodes com o auxílio de um martelo ou pisoteá-los e enterrá-los em cova/vala revestida de cal virgem. Essa cova/vala deve conter profundidade de 80 cm a 1,5 m e estar longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos.
Além das duas maneiras citadas acima, existe ainda a técnica de incineração, mas essa técnica requer maior cuidado para evitar acidentes. Para realizá-la, é preciso local apropriado, como, por exemplo, um tonel ou lata.
Para não afetar espécies de moluscos da fauna local e evitar um desequilíbrio ecológico, a correta identificação da espécie A. fulica é de suma importância para que o controle seja efetivo (figura 1). É importante se atentar que, ao eliminar os caramujos, é preciso também destruir suas conchas para que elas não sirvam de criadouro do mosquito Aedes aegypti.
O uso de produtos químicos/venenos não é recomendado, pois pode causar impactos ambientais, desequilíbrios ecológicos e impactos à saúde de outros animais e também da população.
Lembramos à população que a principal forma de controle é a prevenção da proliferação, por meio de cuidados com o ambiente, mantendo quintais e terrenos limpos, sem acúmulo de lixo, entulhos ou restos de vegetação; evitando acúmulo de materiais que possam servir de abrigo; armazenando corretamente o lixo doméstico e reduzindo a umidade excessiva em jardins e áreas externas.
Ademais, é necessária ainda uma correta higienização dos alimentos no dia a dia, pois, com o cuidado ambiental e a higienização, é possível minimizar os riscos.
É importante ressaltar que o correto manejo, identificação, controle e descarte do caramujo-africano são cruciais para a manutenção ecológica do ambiente onde há infestação deste molusco, principalmente em períodos de chuvas.
A Vigilância em Saúde do município se coloca à disposição da população para as orientações adicionais que se fizerem necessárias.
Cáceres
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Assessroria
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.
O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.
Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres
Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.
“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.
Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar
Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.
Reconhecimento e Fortalecimento Regional
O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.
A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.
“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
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