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Grande público se reúne em Cáceres para apoiar campanhas do Coronel Assis e Zé Medeiros

Publicado em

Cáceres

Assessoria/Redação

Mato Grosso se aproxima de 4 milhões de habitantes e

concentra mais de 23% da população do Centro-Oeste

        Estimativa populacional de 2026 indica que o estado alcançou 3,95 milhões de moradores; Cuiabá segue como o maior município mato-grossense e a quarta maior população da Região Centro-Oeste.

A população de Mato Grosso chegou a 3.950.330 habitantes em 1º de julho de 2026, segundo as novas estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE e publicadas no Diário Oficial da União.

Em relação a 2025, o estado ganhou 56.671 moradores, o equivalente a um crescimento de 1,46% no período. O resultado coloca Mato Grosso como o 16º estado mais populoso do país e o segundo mais populoso da Região CentroOeste, atrás apenas de Goiás.

Os dados integram as Estimativas da População 2026 para os 5.570 municípios brasileiros e as 27 unidades da Federação.

No cenário regional, Mato Grosso concentra aproximadamente 23% da população do Centro-Oeste, que reúne 17.401.676 habitantes distribuídos entre Goiás (7.495.033 habitantes), Mato Grosso (3.950.330), Distrito Federal (3.009.996) e Mato Grosso do Sul (2.946.317).

A população brasileira estimada para 2026 é de 214.211.951 habitantes. Mato Grosso registrou o maior crescimento populacional da Região Centro-Oeste e o terceiro maior entre as unidades da Federação, atrás apenas de Roraima (3,01%) e Santa Catarina (1,54%).

A taxa estadual de 1,46% também superou amplamente o crescimento nacional estimado em 0,37% entre 2025 e 2026

Comparativo nacional reforça peso demográfico de Mato Grosso

Com cerca de 1,8% da população brasileira, Mato Grosso ocupa a 16ª posição entre as unidades da Federação. São Paulo permanece como o estado mais populoso do país, com 46,2 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais (21,5 milhões) e Rio de Janeiro (17,2 milhões).

Na outra extremidade está Roraima, com 761 mil habitantes, a menor população estadual do Brasil.

Entre os municípios brasileiros, Cuiabá ocupa a 31ª posição no ranking populacional, com 698.917 habitantes. A capital mato-grossense permanece como a quarta cidade mais populosa do Centro-Oeste.

Nacionalmente, São Paulo (SP) lidera o ranking, com 11,9 milhões de habitantes, seguida por Rio de Janeiro (RJ), com 6,7 milhões, e Brasília (DF), com 3 milhões de habitantes.

Na outra ponta da distribuição populacional, o menor município brasileiro é Serra da Saudade (MG), com 857 habitantes. Em seguida aparecem Anhanguera (GO), com 906 moradores, e Borá (SP), com 935.

Cuiabá se mantém como maior município do estado

Entre os 142 municípios mato-grossenses, Cuiabá lidera o ranking populacional com 698.917 habitantes, seguida por Várzea Grande (323.172), Rondonópolis (268.202) e Sinop (231.452).

Esses quatro municípios concentram, juntos, mais de 1,5 milhão de moradores, o equivalente a aproximadamente 39% da população estadual.

Além de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop, completa o grupo dos 10 mais populosos municípios do Estado, Sorriso (128.727); Tangará da Serra (116.637); Lucas do Rio Verde (99.291)), Primavera do Leste (99.053), Cáceres (91.908) e Barra do Garças (75.524).

Na outra extremidade do ranking estadual estão Araguainha (989 habitantes), Reserva do Cabaçal (1.978), Serra Nova Dourada (1.981), Novo Santo Antônio (2.041) e Ponte Branca (2.119), os cinco menores municípios de Mato Grosso em população estimada para 2026.

Entre os municípios mato-grossenses, as maiores taxas de crescimento populacional foram registradas em Campo Verde (5,94%), Vale de São Domingos (5,22%), Querência (4,08%), Lucas do Rio Verde (3,65%) e Nova Mutum (3,48%).

Por outro lado, as maiores reduções populacionais ocorreram em General Carneiro (-6,43%), Jauru (-4,56%), Cotriguaçu (-3,64%), Guiratinga (-2,70%) e Alto Paraguai (-2,52%).

Os resultados evidenciam a diversidade demográfica de Mato Grosso, que reúne desde grandes centros urbanos em expansão até municípios com menos de mil habitantes.

Dados subsidiam repasses e políticas públicas

As estimativas populacionais do IBGE constituem uma das principais referências para o planejamento e a gestão pública no Brasil.

Os dados são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE), além de subsidiarem a formulação, a implementação e a avaliação de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social, infraestrutura e planejamento territorial.

Produzidas anualmente pelo IBGE desde 1975, as Estimativas da População informam o total de habitantes dos municípios e das unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de cada ano.

Desde 1992, os resultados são publicados no Diário Oficial da União, atendendo a determinações legais e fornecendo uma base oficial para a administração pública em todas as esferas de governo.

A divulgação anual dessas informações atende ao artigo 102 da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992, alterado pela Lei Complementar nº 143, de 17 de julho de 2013, que determina a publicação das populações municipais e estaduais pelo órgão competente do Poder Executivo Federal.

Como o IBGE calcula as estimativas

Segundo a nota metodológica do IBGE, as estimativas municipais para 2026 foram produzidas a partir das Projeções da População do Brasil e das Unidades da Federação, Revisão 2024, incorporando os resultados do Censo Demográfico 2022 e informações provenientes dos registros de nascimentos e óbitos.

Para os municípios, o instituto utiliza o método AiBi, desenvolvido em 1972, que combina as projeções populacionais mais recentes para o Brasil e as unidades da Federação com as tendências de crescimento observadas entre os dois últimos Censos Demográficos.

Os cálculos também incorporam atualizações da divisão político administrativa do país, refletindo alterações territoriais ocorridas após os censos utilizados como base.

O IBGE ressalta que não produz projeções populacionais para os municípios. As projeções oficiais são elaboradas apenas para o Brasil e para as unidades da Federação, com horizonte até 2070.

As estimativas municipais são derivadas dessas projeções estaduais e ajustadas para garantir que a soma das populações dos municípios corresponda ao total projetado para cada unidade da Federação.

Relevância para Mato Grosso

O fato de Mato Grosso se aproximar da marca de 4 milhões de habitantes reforça a posição estratégica do estado no Centro-Oeste brasileiro.

As informações integram as Estimativas da População 2026 do IBGE, disponíveis juntamente com a nota metodológica e as tabelas completas para municípios e unidades da Federação.

Os resultados constituem uma das principais fontes oficiais sobre a distribuição territorial da população brasileira.

 

 

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Baile da Rainha elege novas Realezas da 56ª Expocáceres

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Juína, Cáceres e Tangará da Serra serão incorporados à concessão do principal aeroporto do Distrito Federal

Por: EDUARDO GOMES | Diário de Cuiabá

Três aeroportos de Mato Grosso serão incluídos no novo leilão do Aeroporto Internacional de Brasília, marcado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para 17 de dezembro.

Os terminais de Juína, Cáceres e Tangará da Serra fazem parte de um grupo de dez aeroportos regionais que será incorporado ao contrato de concessão do aeroporto da Capital Federal.

Para Mato Grosso, o ponto central do processo não está na troca de controle do terminal de Brasília, mas na estratégia adotada pelo Governo Federal para atrair investimentos privados para aeroportos de menor movimento.

Os três terminais mato-grossenses serão vinculados a um dos maiores aeroportos do país, para tornar economicamente viável sua operação e modernização.

INFO aviação regional aeroporto cáceres juína

A iniciativa faz parte do AmpliAR, programa federal destinado a ampliar e modernizar a infraestrutura de aeroportos regionais, especialmente em áreas com maior deficiência de infraestrutura, como a Amazônia Legal.

Além dos três terminais de Mato Grosso, entrarão no contrato Alto Paraíso e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul; Ponta Grossa, no Paraná; e Barreiras, na Bahia.

A lógica do modelo é associar aeroportos pequenos, que, isoladamente, despertariam menor interesse econômico das concessionárias, a uma operação de grande porte.

Assim, quem assumir Brasília também ficará responsável pelas obrigações de investimento e operação nos dez aeroportos regionais.

TRÊS CIDADES DE MT – A inclusão de Juína, Cáceres e Tangará da Serra amplia a participação de Mato Grosso no processo de concessões da aviação regional e pode abrir uma nova etapa para terminais localizados em regiões economicamente importantes, mas ainda com oferta limitada de voos comerciais regulares.

Os três municípios funcionam como polos regionais.

Cáceres atende o Oeste de Mato Grosso e está inserida na região de fronteira com a Bolívia.

Tangará da Serra é um dos principais centros econômicos do Médio-Norte, enquanto Juína exerce influência sobre municípios do Noroeste do Estado, região distante dos principais aeroportos com voos regulares.

A entrada desses terminais no bloco não significa, por si só, a criação imediata de novas rotas aéreas.

A operação de voos comerciais dependerá também do interesse das companhias, da demanda de passageiros e das condições técnicas e econômicas de cada ligação.

O que o leilão estabelece é a incorporação dos aeroportos ao contrato e a atribuição ao futuro concessionário das obrigações previstas para infraestrutura e operação.

BRASÍLIA SUSTENTA MODELO – O ativo central do bloco será o Aeroporto Internacional de Brasília, atualmente administrado pela Inframerica.

O novo leilão decorre de uma repactuação da concessão conduzida pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O processo prevê a venda da totalidade das ações da concessionária e a realização de uma disputa competitiva para definir quem permanecerá responsável pelo aeroporto e, a partir do novo contrato, pelos dez terminais regionais.

A Inframerica terá participação obrigatória no processo, mas poderá perder a concessão caso outra empresa apresente proposta superior.

Segundo a concessionária, o pedido de repactuação ocorreu em razão da baixa demanda registrada no Aeroporto de Brasília nos últimos anos.

A nova concessionária terá de fazer um pagamento de R$ 628,8 milhões, definido como preço de compra.

O valor será corrigido diariamente pela taxa CDI acumulada até o pagamento. A Infraero possui atualmente 49% de participação na Inframerica.

O piso da contribuição variável incidente sobre as receitas brutas da concessão foi estabelecido em 5,13%.

INVESTIMENTOS – Além dos aeroportos regionais, a repactuação prevê novos investimentos em Brasília.

Em abril, o Ministério de Portos e Aeroportos estimava aproximadamente R$ 1,2 bilhão em aportes no terminal durante o período restante da concessão.

Entre as intervenções previstas estão um novo terminal internacional, edifício-garagem, nova via de acesso e aquisição de equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens.

A Anac informou que promoveu alterações nas minutas do edital e do termo aditivo, após receber mais de 140 manifestações durante a consulta pública.

As contribuições envolveram temas como aeroportos regionais, infraestrutura, modelagem econômica, indenizações, governança e divisão de riscos.

Para a agência, a solução pretende recuperar a sustentabilidade econômico-financeira da concessão de Brasília e, simultaneamente, levar investimentos a terminais regionais que teriam menor capacidade de atração de capital se fossem oferecidos separadamente.

DISPUTA SERÁ EM DEZEMBRO – Pelo cronograma, empresas interessadas poderão solicitar esclarecimentos complementares sobre o edital até 23 de outubro.

A documentação e as garantias das propostas deverão ser apresentadas nos dias 9 e 10 de dezembro.

O leilão ocorrerá no dia 17 de dezembro.

Para Mato Grosso, o resultado definirá qual grupo privado passará a responder pelos aeroportos de Cáceres, Tangará da Serra e Juína e pelas obrigações de investimento estabelecidas para cada terminal.

A expectativa em torno do processo estará justamente no alcance dessas intervenções.

A concessão da infraestrutura é apenas a primeira etapa: o impacto efetivo para as três regiões mato-grossenses dependerá dos investimentos realizados, da capacidade dos terminais de receber operações regulares e, posteriormente, da atração de companhias aéreas e novas ligações.

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