Search
Close this search box.

Cáceres

Eleições 2026 – População se manifesta, mas as 12 candidaturas a deputado estadual estão mantidas

Publicado em

Cáceres


Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

O editorial desta semana continua repercutindo entre leitores e eleitores de Cáceres, diante das várias manifestações recebidas, a maioria corroborando aquilo que está latente neste momento decisivo da vida política de nossa cidade. Infelizmente, porém, quase nada se ouviu daqueles que mantêm suas candidaturas.

O silêncio demonstra, até aqui, a disposição de levar os nomes às urnas nas eleições de quatro de outubro, mesmo diante do risco de aprofundar o enfraquecimento político que Cáceres vem experimentando nos últimos anos. Em muitos casos, projetos pessoais e candidaturas eleitoralmente frágeis acabam se sobrepondo à necessidade coletiva de recuperar a representatividade do município.

As doze candidaturas aprovadas pela Justiça Eleitoral ampliam a pulverização dos votos. Na prática, quanto mais dividido estiver o eleitorado local, maiores são as dificuldades para as candidaturas de Cáceres alcançarem votação suficiente, enquanto candidatos de outras regiões podem se beneficiar dessa fragmentação.

Há ainda outro aspecto que merece ser discutido: o papel das direções partidárias nesse processo. Em vez de trabalharem pela construção de candidaturas regionalmente competitivas, muitas legendas estimulam o lançamento do maior número possível de nomes.

Oficialmente, isso pode ser justificado pela estratégia eleitoral de cada partido. Politicamente, entretanto, cabe perguntar: a quem interessa uma cidade como Cáceres chegar às urnas com seu eleitorado dividido entre tantas candidaturas?

Existe a percepção, inclusive entre setores da política local, de que dirigentes e grupos já consolidados podem ser beneficiados pela pulverização das candidaturas municipais. Quanto mais dividida estiver a força eleitoral das cidades do interior, menores podem ser as chances de surgirem novas lideranças capazes de ameaçar espaços ocupados há anos pelos mesmos grupos.

Se essa lógica estiver presente nas estratégias partidárias, o excesso de candidaturas deixa de ser apenas falta de organização local e passa também a funcionar como instrumento de preservação de poder.

É justamente por isso que dirigentes partidários locais e candidatos deveriam questionar se estão construindo representação para Cáceres ou simplesmente participando de estratégias eleitorais definidas por estruturas partidárias que possuem outros interesses e prioridades.

Lamentavelmente, ainda não se chegou ao bom senso de compreender que aquilo que está em jogo deveria ser maior que vaidades pessoais, interesses particulares ou eventuais incentivos proporcionados pelas estruturas partidárias.

Há quem diga que determinados candidatos estão apenas propagando seus nomes e construindo capital político para futuras eleições municipais. Isso pode até fazer parte de algum planejamento pessoal, mas está longe de resolver o problema fundamental: quem representará Cáceres na Assembleia Legislativa?

É inadmissível que interesses individuais possam contribuir para manter Cáceres sem uma representação política autêntica. Enquanto municípios politicamente organizados trabalham para concentrar forças e ampliar sua presença parlamentar, Cáceres pulveriza seu patrimônio eleitoral em uma dúzia de candidaturas, muitas delas sem demonstração concreta de competitividade para disputar uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa.

A política exige projeto, estratégia e capacidade de compreender que algumas decisões individuais produzem consequências coletivas.

Sem autocrítica e organização, essa enxurrada de candidatos poderá contribuir novamente para que Cáceres continue sem voz própria no Parlamento estadual. Até quando vaidades pessoais, interesses partidários e estratégias de manutenção de poder falarão mais alto que a necessidade de Cáceres recuperar sua representatividade política?

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cáceres

Mesmo com divisão entre partidos 5 nomes já se despontam para disputa da presidência da Câmara de Cáceres

Publicados

em

Assessroria

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.

O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.

Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres

Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.

“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.

Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar

Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.

Reconhecimento e Fortalecimento Regional

O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.

A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.

“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA