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Editorial – Cáceres: candidaturas demais estratégias de menos

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Editorial

Cáceres: candidaturas demais estratégias de menos

Por – Sinézio Alcântara

Quando projetos pessoais valem mais que a representatividade, a cidade inteira paga a conta.

Cáceres parece empenhada em repetir um dos erros mais primários da política: confundir quantidade de candidatos com força eleitoral. Numa disputa em que concentração territorial de votos tem enorme importância, lançar muitos nomes a Deputado Estadual não fortalece o município. Pulveriza votos, enfraquece quem realmente tem possibilidade de eleição e ajuda candidatos de fora.

O direito de disputar uma eleição é democrático. Mas democracia não pode servir de biombo para projetos pessoais, vaidades, interesses menores ou até não republicanos. O que está em jogo é maior que qualquer candidatura: Cáceres precisa recuperar representação efetiva na Assembleia Legislativa do Estado.

Política exige cálculo, renúncia, espírito público e prioridade. Quem realmente coloca o município acima do próprio nome deveria responder: minha candidatura aumenta ou diminui a possibilidade de Cáceres eleger um deputado?

Essa pergunta deveria ser feita por candidatos, partidos, vereadores, empresários, entidades e também pela maior liderança política local, a prefeita Eliene Liberato, que defende e, escancaradamente, pede votos para candidatos de fora do município, em detrimento aos locais.

Depois das eleições, se ninguém for eleito, será fácil lamentar. Difícil será admitir que a derrota pode ter sido construída dentro da própria cidade por lideranças que poderiam ter trabalhado pela concentração de forças.

Enquanto municípios politicamente organizados buscam ampliar sua representação, Cáceres pulveriza seu patrimônio eleitoral. E voto é patrimônio político. Cada voto destinado a uma candidatura sem possibilidade concreta de eleição poderá fazer falta ao nome que efetivamente tenha condições de romper anos de ausência de representação.

Não se trata simplesmente de defender “voto útil”. Trata-se de estratégia municipal e regional. Uma cidade que pretende recuperar protagonismo precisa estabelecer prioridades. Não é possível transformar cada desejo pessoal em candidatura e depois responsabilizar Cuiabá pelo isolamento político da região.

O mais grave é que Cáceres tem possibilidade real de voltar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Desperdiçar essa oportunidade por vaidade, interesses partidários ou incapacidade de construir unidade será irresponsabilidade política com o futuro do município.

Se Cáceres novamente ficar sem deputado estadual pela fragmentação dos próprios votos, a responsabilidade estará também entre aqueles que preferiram preservar suas candidaturas em vez de priorizar a representatividade da cidade. Quem divide uma força eleitoral já limitada não fortalece Cáceres: ajuda a eleger candidatos de fora.

São apenas 24 vagas para deputado estadual diante de 258 candidatos em Mato Grosso. Numa disputa desse tamanho, chega a ser constrangedora a falta de autocrítica de candidaturas que sabem não possuir condições reais de eleição, mas insistem em permanecer no jogo.

Se Cáceres estivesse realmente acima dos projetos pessoais, algumas candidaturas sequer existiriam. Mas ainda há tempo para um gesto político de grandeza: renunciar em favor da representatividade do município. A pergunta final é simples e incômoda: quem terá coragem de colocar Cáceres acima do próprio nome?

 

 

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.

O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.

Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres

Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.

“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.

Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar

Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.

Reconhecimento e Fortalecimento Regional

O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.

A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.

“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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