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Dos pré candidatos de Cáceres, Ricardo Castella é o único que aparece em pesquisa

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O Instituto Euvaldo Lodi de Mato Grosso (IEL-MT) promove, na próxima terça-feira (30 de junho), das 8h às 11h, mais uma edição do “Dia E” (Dia de Emprego) no município de Cáceres (225 km de Cuiabá). O feirão de empregabilidade concentrará recrutadores de grandes indústrias que realizarão entrevistas técnicas presenciais e imediatas na Casa da Indústria, localizada na Rua Coronel Ponce, nº 632, no Centro.

Ao todo, serão disponibilizadas 19 vagas de emprego formais, com carteira assinada, abrangendo o mercado de Cáceres e de municípios vizinhos da Região Oeste.

Indústrias Recrutadoras e Cargos Disponíveis

A edição foca no preenchimento de posições logísticas, operacionais e do setor de vendas. De acordo com a supervisora de Empregabilidade do IEL-MT, Aurelia Souza, o diferencial da ação é a oportunidade de o candidato conversar diretamente com o contratante sem passar pelas etapas tradicionais de triagem digital.

As empresas parceiras e os respectivos postos com inscrições abertas são:

Solar Coca-Cola (Femsa): Oferta vagas de Vendedor para atuação em Mirassol d’Oeste. Para o polo de Cáceres, o recrutamento é para as funções de Operador de Execução e Vendas, Desenvolvedor de Mercado, Auxiliar de Expedição, Auxiliar de Entrega, Motorista de Entrega e Empilhador Manobrista;

Empresa Grupo Jales: Disponibiliza oportunidades para o cargo de Eletricista, com postos de trabalho distribuídos entre as cidades de Cáceres, Pontes e Lacerda, Rio Branco e São José dos Quatro Marcos.

Regras de Atendimento e Distribuição de Senhas

A coordenação do “Dia E” emitiu um alerta importante aos candidatos quanto ao horário limite de chegada. O atendimento ao público e as sabatinas ocorrerão até as 11h, porém a distribuição de senhas para as entrevistas será encerrada rigorosamente às 9h30 da manhã.

Os interessados devem comparecer munidos de documentos pessoais e levar impressas cópias atualizadas do currículo profissional.

Para esclarecer dúvidas sobre os requisitos técnicos de cada função (como exigência de Carteira Nacional de Habilitação para motoristas e empilhadores ou cursos técnicos para eletricistas), o IEL-MT disponibilizou o canal de atendimento via WhatsApp pelo número (65) 99662-5089. A organização orienta os moradores a compartilharem a ação com familiares e trabalhadores que estejam fora do mercado de trabalho para garantir o preenchimento de todo o banco de vagas.

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Médico desiste de candidatura a deputado por problemas de saúde

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Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

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