Search
Close this search box.

Cáceres

Diálogo garante consenso entre eventos tradicionais no Distrito do Caramujo

Publicado em

Cáceres

O vice-prefeito de Cáceres, Luiz Laudo Paz Landim, se reuniu na manhã desta segunda-feira (1º de junho) com representantes da comunidade do Caramujo, organizadores da Festa da Pamonha e da tradicional Festa de Santo Antônio, padroeiro do distrito. O encontro também contou com a presença do vereador Isaias Bezerra e da secretária municipal de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho.

A reunião teve como objetivo ajustar a realização de dois importantes eventos comunitários que estavam programados para o mesmo período no Distrito do Caramujo. A 13ª edição da Festa da Pamonha está marcada para os dias 5 e 6 de junho, enquanto a Festa de Santo Antônio estava inicialmente prevista para os dias 6 e 7.

Em um ambiente de diálogo, respeito e bom senso, os organizadores chegaram a um consenso para garantir a valorização das duas celebrações, evitando a sobreposição das programações e preservando a importância cultural, religiosa e comunitária de cada evento.

Com o entendimento firmado, foi mantida a programação da 13ª Festa da Pamonha, um dos eventos culturais e gastronômicos mais aguardados da zona rural de Cáceres. A festa contará com feira gastronômica, comidas típicas, brinquedos, apresentações culturais e shows nacionais e regionais, fortalecendo as tradições do homem do campo, a produção agrícola local e a economia da comunidade.

Já a programação sociorreligiosa da tradicional Festa de Santo Antônio será realizada no dia 7 de junho, com torneio de futebol, almoço com churrasco e a celebração da Santa Missa, mantendo viva a devoção ao padroeiro do distrito e o espírito de confraternização entre as famílias da comunidade.

Para o vice-prefeito Luiz Landim, o diálogo foi fundamental para que todos chegassem a uma decisão equilibrada. “O ideal seria que o distrito pudesse realizar as duas festas em datas totalmente distintas, pela importância que ambas têm para a comunidade. Como houve esse choque de programação, convocamos uma reunião entre a Prefeitura, a OMDECA e representantes do Caramujo. Com bom senso, respeito e maturidade, todas as partes construíram uma solução que preserva os dois eventos e valoriza a comunidade”, destacou Landim.

Esdras Crepaldi  / DRT 940 MT

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cáceres

Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

Publicados

em

Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA