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Cáceres

CÂMARA DE CÁCERES APROVA MOÇÃO DE APLAUSOS AO ESCRITOR RAFAEL VANGELLES RODRIGUES DE JESUS E À ESCRITORA KAROLAYNNE NUNES DA SILVA SANTOS

Vereador Franco Valério homenageia autores da obra A Cidade Dentro do Casco de um Caramujo pelo impacto cultural e educacional no município

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Cáceres

A Câmara Municipal de Cáceres, no Estado de Mato Grosso, registrou nos anais da Casa Legislativa, em 08 de maio de 2026, uma Moção de Aplausos ao escritor e educador Rafael Vangelles Rodrigues de Jesus e à escritora, educadora e Mestra Karolaynne Nunes da Silva Santos. A propositura, de autoria do Vereador Franco Valério Cebalho da Cunha, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), reconhece a relevante contribuição cultural, educacional e literária prestada ao Município de Cáceres-MT e ao Distrito de Santo Antônio do Caramujo, por meio da autoria da obra literária A Cidade Dentro do Casco de um Caramujo.

O livro, publicado pelo Selo Editorial Corvo da Lua, VanROD P&M, contou com emenda do deputado Beto Dois a Um. A obra combina literatura infantil e educação patrimonial, sendo voltada à valorização da memória coletiva, da identidade cultural e das tradições populares do povo caramujense. A narrativa se estrutura em duas camadas simultâneas: uma fantástica, ambientada em uma cidade imaginária sobre o casco de um caramujo, e outra documental, que registra a história real do distrito de Santo Antônio do Caramujo, localizado a aproximadamente 30 km de Cáceres, às margens da BR-174.

Entre os temas abordados pelo livro, destacam-se a origem da comunidade, o desenvolvimento local, a agricultura familiar, a Festa da Pamonha, celebração incluída no Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso pela Lei Estadual n.º 9.461, de 2010, a valorização da coletividade e o legado de lideranças comunitárias como Luiz da Guia Cintra de Alcântara, idealizador do evento e homenageado na dedicatória da obra. A publicação foi pensada para ser lida em família, utilizada em ambiente escolar e preservada como registro vivo da memória de uma comunidade.

Rafael Vangelles Rodrigues de Jesus é Licenciado em Letras Português e Literaturas pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), especialista em Método Montessori, Ludicidade e Pedagogia do Brincar pela Faculdade Metropolitana, e atualmente cursa pós-graduação em Neurociência e Educação. Além de escritor, atua como fundador da VanROD Soluções Estratégicas em Comunicação e do Selo Editorial Corvo da Lua.

Karolaynne Nunes da Silva Santos, Licenciada em Letras Português e Literaturas pela Universidade Federal de Mato Grosso, Mestra em Estudos de Linguagem pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGEL/UFMT) e professora da rede básica de ensino do estado. Vencedora do I Prêmio Rodivaldo Ribeiro de Literatura com o conto O Fantasma e uma das autoras da obra Flores de Taquara (2025).

O documento legislativo aprovado pelo Vereador Franco Valério ressalta que a obra representa um importante instrumento de fortalecimento da cultura regional, utilizando linguagem acessível, sensível e educativa para retratar a história, os costumes e as tradições do povo caramujense. A homenagem reconhece, ainda, o compromisso dos autores com a preservação da memória histórica e com o incentivo à leitura entre crianças, jovens e famílias. Nas palavras do vereador proponente, ao transformar a história local em literatura acessível, o autor promove o pertencimento cultural e eterniza elementos da tradição regional mato-grossense.

A recepção crítica da obra já apontou seu mérito literário e pedagógico. O Prof. Jonathan Taques, especialista em Neuropsicopedagogia Escolar, destacou que o livro combina a acessibilidade da linguagem infantil com a profundidade da literatura clássica, com características do microconto e da prosa poética. Para o especialista, a narrativa explora temas universais como legado, amizade e a importância da comunidade, servindo como porta de entrada para a literatura clássica e refinando o paladar literário de crianças e adultos.

O Distrito de Santo Antônio do Caramujo, que inspira a obra, começou a ser povoado na década de 1970 e construiu ao longo dos anos uma identidade marcada pelo trabalho coletivo, pela solidariedade e pela preservação das tradições populares. A Festa da Pamonha, criada em 2007 por Luiz da Guia de Alcântara, tornou-se o principal símbolo dessa identidade, chegando a reunir cerca de 50 mil visitantes em 12 anos de história e atraindo cobertura nacional, entre elas uma reportagem especial do programa Globo Rural. O livro A Cidade Dentro do Casco de um Caramujo surge, portanto, como um instrumento de preservação e projeção dessa memória viva.

A Moção de Aplausos foi assinada eletronicamente pelo Vereador Franco Valério Cebalho da Cunha, que solicitou o apoio dos demais membros do Plenário para apreciação e aprovação da propositura. O documento integra os anais da Câmara Municipal de Cáceres como registro oficial do reconhecimento institucional à produção literária e ao trabalho cultural de Rafael Vangelles Rodrigues de Jesus e Karolaynne Nunes da Silva Santos em benefício da comunidade cacerense.

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5º Encontro dos Caiaqueiros do Pantanal reúne 20 pescadores e celebra a força feminina na pesca em caiaque

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Estudantes do 1º ano da E.M. Dom Máximo Biennés vivenciaram a tradição e a educação patrimonial através da memória e das receitas de Dona Regina.

Esdras Crepaldi I Assessoria

Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.

A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.

Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.

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A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.

A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.

Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.

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O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.

Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”

O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”

A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.

A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.

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