Cáceres
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Cáceres
Legenda: Prefeitura de Cáceres
A Prefeitura de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Educação, vem a público prestar esclarecimentos sobre a denominação da Escola Municipal de Educação Infantil localizada na Avenida Nossa Senhora do Carmo, no bairro Junco, que será entregue à comunidade.
Durante os procedimentos relacionados à conclusão e inauguração da unidade, foi identificada a existência de dois atos oficiais, editados em momentos distintos, atribuindo denominações diferentes ao mesmo estabelecimento de ensino.
Em 7 de dezembro de 2018, foi sancionada lei municipal estabelecendo que a creche que estava sendo construída na Avenida Nossa Senhora do Carmo, no bairro Junco, passaria a denominar-se “Creche Municipal Professora Izabel da Cruz Pinheiro”.
A homenagem, proposta à época pela então vereadora Elza Basto, reconheceu a trajetória da professora Izabel da Cruz Pinheiro, educadora que construiu uma história de compromisso, dedicação e relevantes serviços prestados à educação, especialmente junto à comunidade do bairro Junco, onde residiu e criou fortes vínculos.
Posteriormente, em 2022, diante da necessidade de formalização e criação da unidade de Educação Infantil, foi editado decreto municipal criando no mesmo endereço a Escola Municipal de Educação Infantil Professora Filomena Maria de Alcântara Silva, denominação decorrente de indicação apresentada pela vereadora Valdeníria Dutra e acolhida pela administração municipal.
A professora Filomena Maria de Alcântara Silva também possui uma trajetória digna de todo reconhecimento. Professora, ex-vereadora e cidadã profundamente ligada à comunidade cacerense, prestou importantes serviços à educação, ao Poder Legislativo e ao município de Cáceres. Sua história foi interrompida em decorrência da Covid-19, deixando um legado de dedicação à vida pública e à educação.
Em razão do longo período de execução da obra da unidade do bairro Junco, iniciada em gestão anterior, posteriormente paralisada e retomada na administração da prefeita Eliene Liberato Dias, os atos legais expedidos em momentos diferentes acabaram gerando o equívoco quanto à denominação definitiva da escola.
Após a identificação da situação, a Prefeitura buscou uma solução pautada no respeito à legislação, no diálogo e, principalmente, na preservação da memória e da importância das duas educadoras.
Dessa forma, será respeitada a legislação municipal de 7 de dezembro de 2018, mantendo-se para a unidade localizada na Avenida Nossa Senhora do Carmo, no bairro Junco, o nome da saudosa Professora Izabel da Cruz Pinheiro.
Ao mesmo tempo, a Prefeitura de Cáceres reafirma que a homenagem à Professora Filomena Maria de Alcântara Silva está integralmente preservada.
Uma nova unidade escolar que está sendo construída na região localizada aos fundos da Rodoviária, entre os bairros Junco e Santo Antônio, será denominada em homenagem à professora Filomena. Trata-se de uma importante escola, projetada com 13 salas de aula e estrutura para atendimento em tempo integral, que representará mais um significativo avanço para a Rede Municipal de Ensino.
A Prefeitura Municipal de Cáceres registra, de maneira especial, o diálogo respeitoso e a compreensão da família da professora Filomena, especialmente de seu filho, Lauro Alcântara, que compreendeu a necessidade de se preservar o ato legal anteriormente existente e acolheu com grandeza a definição de que o nome de sua mãe será dado à nova unidade escolar.
A administração municipal reconhece que Izabel da Cruz Pinheiro e Filomena Maria de Alcântara Silva são duas mulheres que ajudaram a construir a história da educação e da vida pública de Cáceres. São trajetórias distintas, mas igualmente marcadas pelo compromisso com as pessoas, com o conhecimento e com o desenvolvimento do município.
Por isso, mais do que solucionar uma questão administrativa, a Prefeitura considera fundamental garantir que as duas homenagens sejam realizadas com a dignidade e o respeito que merecem.
A escola do bairro Junco perpetuará o nome e a contribuição da Professora Izabel da Cruz Pinheiro, educadora com profunda ligação com aquela comunidade.
E a nova escola que está sendo construída entre os bairros Junco e Santo Antônio perpetuará o nome, a história e o legado da Professora Filomena Maria de Alcântara Silva.
Duas educadoras. Duas histórias de dedicação. Duas justas homenagens da população de Cáceres.
Esdras Crepaldi / DRT 940 MT
Cáceres
Alunos da Escola Municipal Dom Máximo vivenciam saberes e sabores da cultura cacerense em aula de campo na casa da Dona Regina
Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.
A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.
Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.
A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.
A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.
Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.
O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.
Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”
O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”
A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.
A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.
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