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Cáceres: Projeto Gonçalinho seleciona três alunas da Unemat para intercâmbio na Alemanha

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Estudantes atuarão no Projeto Gonçalinho em Cáceres e em Metzingen na Alemanha

As alunas selecionadas são Luana Utzig Ribeiro, da Enfermagem, Samella Almeida Vieira, da Ciência da Computação, e Iara Infantes Cardoso, do Direito (Foto: Nataniel Zanferrari)

Por Nataniel Zanferrari

 

Na tarde desta quarta-feira (8), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) recebeu a equipe do Projeto Gonçalinho, que apresentou as três alunas do Câmpus de Cáceres selecionadas para participar do projeto em 2026 e realizar um intercâmbio cultural em Metzingen, na Alemanha. As alunas são Luana Utzig Ribeiro, da Enfermagem, Iara Infantes Cardoso, do Direito, e Samella Almeida Vieira, da Ciência da Computação.

Projeto Gonçalinho apresentou à Reitoria da Unemat as três alunas selecionadas para participar do projeto em 2026 e realizar um intercâmbio cultural em Metzingen, na Alemanha (Foto: Nataniel Zanferrari)

A iniciativa é resultado de um termo de cooperação entre a Unemat, a Sociedade Educadora e Cultural de Integração Brasil-Alemanha (Seciba) e a Escola Dietrich-Bonhoeffer-Gymnasium. O projeto desenvolve ações para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica no bairro Cavalhada III, em Cáceres, priorizando a troca de experiências culturais e sociais.

As selecionadas desenvolverão projetos ligados ao reforço escolar e à socialização de jovens na Cavalhada III. Os planos de trabalho abrangem segurança alimentar e hortas comunitárias, educação política para cidadania e os riscos do uso de jogos on-line e internet por crianças. Em uma segunda etapa, as jovens passarão 25 dias na Alemanha.

O diretor do Escritório de Relações Internacionais da Unemat, Anderson Marques do Amaral, destaca que o acordo oportuniza o contato com intercambistas europeus e a realidade internacional. “Elas não vão lá para fazer disciplinas, esse intercâmbio tem um aspecto de trocas culturais”, explica Amaral.

“Eu acho que vai ser muito benéfico para as crianças. É abranger a classe social das crianças e entender a importância da nutrição alimentar e do acesso, a questão da horta, a questão dos alimentos”, declarou Luana Utzig Ribeiro, aluna da Enfermagem.

Iara Infantes Cardoso ressalta o impacto social da ação. “Dar o conhecimento para eles, porque, às vezes, eles tomam decisões erradas por falta de conhecimento. E o conhecimento abre novas portas, muda novas ideias e dá a oportunidade de fazer um projeto de vida diferente”, conta a aluna de Direito.

Já Samella Almeida Vieira focará na conscientização digital. “O meu tema é o perigo dos jogos on-line e vamos expandir para os perigos da internet. São muitos assuntos interessantes que vão complementar o dia a dia das crianças, porque o celular está na nossa mão o dia todo”, concluiu a aluna de Ciência da Computação.

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Ex-alunas do Colégio Imaculada Conceição, de Cáceres, se reencontram após 50 anos

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Por: REPÓRTERMT

Amigas que estudaram juntas em Cáceres retomaram o contato pelas redes sociais e transformaram a amizade virtual em um encontro presencial realizado em Cuiabá, cinco décadas depois de dividirem salas de aula, provas, recreios e confidências no Colégio Imaculada Conceição (CIC), em Cáceres.

O reencontro ocorreu em Cuiabá na última quinta (23) e reuniu mulheres que estudaram na instituição durante as décadas de 1970 e 1980, período em que o colégio era exclusivamente para meninas.

A aproximação começou por meio das redes sociais e de aplicativos de mensagens. Antigas amigas que haviam perdido contato conseguiram reconstruir os vínculos da época escolar.

As primeiras conversas deram origem a um grupo de WhatsApp batizado de “Meninas CHIC’S”. O espaço passou a ser utilizado diariamente para compartilhar lembranças, fotografias, histórias de familiares e acontecimentos da vida atual de cada integrante.

 

Caminhos diferentes

Depois de deixarem o colégio algumas permaneceram em Cáceres, enquanto outras se mudaram para diferentes localidades e até fora do país.

Ao longo dos anos, construíram carreiras, formaram famílias e acompanharam as transformações sociais e tecnológicas ocorridas desde o período em que estudavam juntas.

Apesar da distância, as lembranças da escola permaneceram como um ponto de ligação entre elas. Além da rotina nas salas de aula, o grupo recorda os tradicionais bailes de debutantes, as regras da instituição administrada por religiosas e as brincadeiras vividas nos corredores do colégio.

Durante o encontro, as participantes trocaram abraços, relembraram antigas histórias e homenagearam os laços que sobreviveram à passagem do tempo.

Força dos vínculos

Integrante do grupo, a psicóloga e assistente social Marimar Michels Carvalho destacou a importância emocional de reencontrar pessoas que fizeram parte de uma fase marcante da vida.

Encontros como este são raridades que deveriam nos inspirar sempre. Eles provam que, não importa o quão longe a vida nos leve ou quantas marcas o tempo nos deixe, sempre haverá um lugar seguro para onde voltar”, afirmou.

Para Marimar, a reunião demonstra que a amizade construída durante a juventude permaneceu mesmo depois de décadas de afastamento.

Vencemos o tempo, vencemos a distância e tiramos uma lição inestimável: o uniforme do colégio pode ter sido guardado há cinquenta anos, mas a irmandade criada sob ele nunca deixará de vestir a alma de cada uma”, completou.

A professora aposentada Milene Alves Garcia de Oliveira também ressaltou que, apesar das mudanças provocadas pelo passar dos anos, a essência das antigas estudantes continua presente.

Meio século se passou desde os nossos tempos de escola. O que acho mais belo e emocionante em nossa trajetória é perceber que, apesar de cinco décadas, a essência daquelas garotas sonhadoras continua viva em cada olhar e gargalhada que compartilhamos hoje; às jovens de ontem e às mulheres extraordinárias de hoje, um brinde à nossa história.

Passado e presente

A advogada Marley Paesano da Cunha Grelmann definiu o reencontro como uma oportunidade de unir as lembranças da juventude às experiências acumuladas ao longo da vida.

Olhar para cada colega foi ver o passado e o presente se abraçarem com profunda gratidão. Mudamos, amadurecemos, mas a essência daquela amizade continua exatamente a mesma”, disse.

Segundo ela, o encontro mostrou que os vínculos verdadeiros podem permanecer mesmo diante da distância.

Foi um encontro inesquecível, que provou que os anos passam, mas o que é verdadeiro dura para sempre”, completou.

A reunião foi realizada na residência da pedagoga Cristianne Torres Fontes Roder, ex-aluna que mora em Cuiabá e que abriu as portas de casa para receber as antigas colegas.

Em um mundo cada vez mais conectado pelas telas, mas distante nos encontros, reencontrar pessoas que fizeram parte da nossa história é um presente. Nada substitui um abraço, uma boa conversa e a alegria de reviver lembranças com quem marcou a nossa vida”, afirmou.

Para Cristianne, receber o grupo também foi uma forma de transformar em realidade a convivência que havia sido retomada no ambiente virtual.

Estou muito feliz por abrir as portas da minha casa para receber minhas amigas de infância e proporcionar esse encontro”, acrescentou.

Memórias preservadas

Para marcar o reencontro, as participantes usaram camisetas personalizadas com a frase “Memórias que o tempo não apaga”.

A mensagem resume o sentimento das integrantes do grupo, que deixaram Cáceres, construíram suas próprias trajetórias e ganharam o mundo, mas conservaram a amizade iniciada nos corredores do Colégio Imaculada Conceição.

O reencontro também abriu caminho para novas reuniões. Agora, as “Meninas CHIC’S” pretendem continuar fortalecendo os vínculos e escrevendo novos capítulos de uma amizade iniciada há cerca de 50 anos.

 

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