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Boi de Mato Grosso reage mais que em São Paulo e arroba bate R$ 340 em Lucas do Rio Verde, Cáceres e Tangará

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Boi de Mato Grosso – Reprodução/CenárioMT

Quem tem boiada pronta no pasto ou no cocho em Mato Grosso começou o mês de junho com uma das melhores janelas de negociação do ano. Em uma reviravolta que mexe com o tabuleiro da pecuária nacional, o boi gordo mato-grossense registrou uma resiliência impressionante no fechamento de maio, caindo apenas 2,58% frente ao tombo de 4,01% na praça de São Paulo. Essa reação diminuiu drasticamente o chamado Diferencial de Base MT-SP para 3,39%, estreitando a distância histórica de preços entre os dois estados e injetando fôlego financeiro nas fazendas locais.

A sustentação do mercado se consolidou logo nos primeiros dias de junho. Dados consolidados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que a média estadual da arroba do boi gordo reagiu para R$ 337,68, enquanto a vaca gorda avançou para R$ 309,44. No entanto, o pecuarista deve congelar as vendas automáticas: o preço médio esconde uma disparidade regional que passa de R$ 7,00 por arroba, premiando quem negocia com os dados atualizados de cada praça na mão.

O mapa da arroba: Lucas, Cáceres e Tangará no topo

A radiografia das praças mato-grossenses aponta um mercado firme, mas fragmentado. No topo da tabela de cotações, os municípios de Lucas do Rio Verde, Cáceres e Tangará da Serra lideram com a arroba cotada a R$ 340,00. Logo atrás, polos como Sorriso (R$ 338,67), Rondonópolis (R$ 338,50), Sinop (R$ 338,00) e Cuiabá (R$ 338,00) exibem forte estabilidade. Na outra ponta do balcão, regiões que vinham sofrendo com preços defasados registraram as maiores valorizações diárias de ajuste, lideradas por Campo Verde (+0,60%), Cuiabá (+0,59%), Querência (+0,51%) e Canarana (+0,51%).

Essa diferença regional é crucial porque centavos por arroba se transformam em milhares de reais quando o lote vai para a balança. Enquanto no Centro-Sul a média beira os R$ 339,91 e no Médio-Norte chega a R$ 338,82, o Noroeste e o Nordeste do estado registram as menores referências, a R$ 333,35 e R$ 334,87, respectivamente. O produtor que possui lotes padronizados e logística favorável nas regiões valorizadas consegue forçar contratos acima do placar geral.

Escalas curtas revelam onde apertar o frigorífico

O grande segredo para o pecuarista decidir se trava o negócio ou segura os animais no pasto está no monitoramento das escalas de abate das indústrias. A média de Mato Grosso subiu levemente para 10,0 dias, indicando que os frigoríficos possuem um conforto relativo, mas a leitura regional muda completamente o tom da conversa no telefone. Nas regiões Centro-Sul (8,7 dias) e Sudeste (8,9 dias), os prazos estão apertados e as indústrias estão operando no limite.

Confira o comportamento das escalas de abate por macrorregião no estado:

Centro-Sul: 8,7 dias — É a escala mais curta de Mato Grosso, dando alto poder de barganha ao produtor;

Sudeste: 8,9 dias — Indústria com prazo apertado e forte necessidade de compra para cumprir programações;

Norte: 9,1 dias — Cenário equilibrado, combinando preços firmes e escalas abaixo da média estadual;

Médio-Norte: 10,1 dias — Escala confortável, acompanhando o ritmo de grandes plantas processadoras;

Nordeste e Noroeste: 11,3 e 12,1 dias — Prazos alongados. Onde a indústria está folgada, as negociações enfrentam maior seletividade e pressão de preço.

Margem da indústria melhora com carne no atacado

O balanço econômico de maio também trouxe alívio para a rentabilidade dos frigoríficos instalados em Mato Grosso. A margem do Equivalente Físico (EF) — indicador que mede a diferença entre a receita obtida com a venda da carne com osso no atacado e o custo de compra do boi gordo — registrou média de -4,47%. O resultado representa um avanço de 0,75 ponto percentual em relação a abril, ficando muito próximo da média histórica de -4,62%, sinalizando um ambiente de negócios altamente equilibrado.

A melhora operacional ocorreu porque os preços da carne bovina no atacado conseguiram se distanciar dos valores pagos pela matéria-prima nas fazendas. Embora o avanço das escalas de abate em maio (+5,72% ante abril, com média de 10,35 dias no fechamento do mês) e a concorrência com proteínas mais baratas como frango e suíno tenham limitado altas explosivas no mercado interno, a eficiência da indústria se manteve preservada.

Cenário para junho: Copa do Mundo, festas e oferta restrita

As perspectivas para o decorrer de junho permanecem amplamente favoráveis para o bolso do pecuarista mato-grossense. Pelo lado da demanda doméstica, o consumo de carne bovina deve receber um empurrão extra com o início das festividades tradicionais do meio de ano e a realização da Copa do Mundo, eventos que naturalmente estimulam churrascos e confraternizações. Paralelamente, o mercado de exportação segue operando em ritmo acelerado, garantindo o escoamento firme da produção.

A grande cartada do produtor para manter os preços sustentados será a porteira. O Imea prevê uma menor disponibilidade de bovinos prontos para o abate nas próximas semanas, limitando a oferta de lotes comerciais. Essa escassez programada de animais terminados deve funcionar como um escudo contra pressões baixistas das indústrias, mantendo o mercado firme e favorável para quem vende com a estratégia certa.

Fonte: CenárioMT

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.

O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.

Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres

Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.

“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.

Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar

Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.

Reconhecimento e Fortalecimento Regional

O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.

A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.

“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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