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Nilson Leitão recebeu 61,9 mil votos e ficou na oitava posição entre todos os candidatos, mas não conseguiu mandato; Irajá Lacerda e Emanuelzinho também tiveram mais votos que Coronel Roveri e ficaram fora da bancada de MT
Por Marcos Lemos/Diário de Cuiabá
As eleições de 2026 produziram na disputa pelas oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara dos Deputados uma situação semelhante à registrada na Assembleia Legislativa: ter mais votos individualmente não significou necessariamente conquistar um mandato. Três candidatos que ficaram de fora receberam mais votos que pelo menos um dos deputados federais eleitos.
Não foi o que aconteceu.
Também ficaram sem mandato Irajá Lacerda (PSD), com 57.887 votos, e Emanuelzinho (PSD), com 50.951. Eles ocuparam, respectivamente, a nona e a décima posições entre os candidatos mais votados do Estado.
Os três tiveram desempenho superior ao de Coronel Roveri (Podemos), eleito com 47.195 votos e dono da menor votação nominal entre os oito novos representantes de Mato Grosso.
No caso de Nilson Leitão, a diferença chegou a 14.709 votos: ele recebeu 61.904, contra 47.195 de Roveri.
LEITÃO É O OITAVO MAIS VOTADO
A situação de Nilson Leitão é a que mais chama atenção porque o candidato aparece exatamente na oitava colocação na lista geral de votos, número equivalente às vagas disponíveis para Mato Grosso.
A eleição para deputado federal, entretanto, não é majoritária. Isso significa que as cadeiras não são simplesmente entregues aos oito candidatos individualmente mais votados.
Leitão disputou pela Federação União Progressista. Dentro do grupo, ficou atrás de Fábio Garcia (União Brasil), que recebeu 139.777 votos, e Virginia Mendes (União Brasil), com 102.120. O desempenho eleitoral da chapa e as regras de distribuição das cadeiras impediram que a votação de Leitão fosse convertida em mandato.
Situação diferente ocorreu com Coronel Roveri. Embora tenha recebido menos votos individualmente, o desempenho do Podemos permitiu que a legenda conquistasse uma cadeira, ocupada por ele como o candidato mais votado do partido.
PSD FICA SEM CADEIRA
O resultado também penalizou dois candidatos do PSD.
Irajá Lacerda conquistou 57.887 votos e Emanuelzinho chegou a 50.951. Ambos superaram Roveri na votação individual, mas o PSD não conseguiu transformar seu desempenho eleitoral em uma das oito vagas destinadas ao Estado.
Com isso, Irajá terminou como o nono candidato mais votado de Mato Grosso e Emanuelzinho, como o décimo, mas nenhum dos dois integrará a bancada que toma posse em fevereiro de 2027.
QUEM FOI ELEITO
A maior votação para deputado federal foi de Coronel Fernanda (PL), com 205.064 votos. Professora Rosa Neide (PT) ficou em segundo lugar, com 140.351, seguida por Fábio Garcia (União Brasil), com 139.777.
Também foram eleitos Coronel Assis (PL), com 128.697 votos; Virginia Mendes (União Brasil), 102.120; Juarez Costa (Republicanos), 83.728; Thiago Boava Hey Roy (PL), 72.375; e Coronel Roveri (Podemos), com 47.195.
POR QUE MAIS VOTOS NÃO GARANTEM MANDATO?
A explicação está no sistema proporcional utilizado nas eleições para a Câmara dos Deputados.
Os votos dados aos candidatos e às legendas são considerados para definir a quantidade de cadeiras conquistadas por cada partido ou federação. Somente depois dessa distribuição é que as vagas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada grupo, respeitando as demais exigências previstas pela legislação eleitoral.
É por isso que o ranking dos oito candidatos mais votados não corresponde necessariamente à lista dos oito deputados eleitos.
O resultado de 2026 oferece um exemplo claro: Nilson Leitão foi o oitavo candidato mais votado de Mato Grosso, mas ficou sem cadeira, enquanto Coronel Roveri, que aparece atrás dele, de Irajá Lacerda e de Emanuelzinho na votação nominal, garantiu uma vaga.
Na eleição proporcional, portanto, o candidato depende de seus próprios votos, mas também do desempenho coletivo de seu partido ou federação. E, desta vez, essa matemática deixou três candidatos com mais votos do lado de fora da Câmara.
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Assessroria
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.
O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.
Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres
Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.
“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.
Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar
Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.
Reconhecimento e Fortalecimento Regional
O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.
A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.
“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
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