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Agricultura

Balança comercial tem superávit de quase R$ 12 bilhões em dezembro

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Agricultura

O Brasil fechou a terceira semana de dezembro de 2025 com superávit de R$ 11,6 bilhões na balança comercial, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado reforça o bom desempenho do comércio exterior brasileiro no fim do ano.

Entre os dias 15 e 21 de dezembro, as exportações somaram cerca de R$ 41,0 bilhões, enquanto as importações alcançaram R$ 29,7 bilhões, considerando a taxa de câmbio de R$ 5,50 por dólar. Com isso, a corrente de comércio no período chegou a R$ 70,4 bilhões.

No acumulado do mês de dezembro até a terceira semana, as exportações atingiram aproximadamente R$ 118,8 bilhões, e as importações, R$ 90,2 bilhões, o que resultou em um saldo positivo de R$ 28,6 bilhões. A corrente de comércio mensal já soma R$ 209 bilhões.

No acumulado de 2025, o desempenho segue robusto. De janeiro até a terceira semana de dezembro, o Brasil exportou cerca de R$ 1,87 trilhão e importou R$ 1,52 trilhão, garantindo um superávit comercial de aproximadamente R$ 347 bilhões. A corrente de comércio no ano alcançou R$ 3,39 trilhões, refletindo a força das vendas externas ao longo de 2025.

As médias diárias também mostram avanço significativo. A média diária das exportações em dezembro de 2025 está em torno de R$ 7,7 bilhões, alta de 21,6% em relação ao mesmo período de 2024. Já as importações registram média diária próxima de R$ 6,1 bilhões, crescimento de 13,1% na mesma comparação.

Com isso, a corrente de comércio média diária alcançou cerca de R$ 13,9 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em torno de R$ 1,9 bilhão, aumento de 17,8% frente a dezembro do ano passado.

Pelo lado das exportações, a Secex aponta crescimento nos principais setores da economia. A agropecuária liderou a expansão, com aumento médio diário de cerca de R$ 446 milhões (+42,8%). A indústria extrativa avançou aproximadamente R$ 693 milhões por dia (+52,1%), enquanto a indústria de transformação registrou alta média diária de R$ 265 milhões (+6,5%).

As importações também cresceram, impulsionadas principalmente pela indústria de transformação, que ampliou as compras externas em cerca de R$ 645 milhões por dia (+13,1%). A indústria extrativa teve incremento médio diário de R$ 52 milhões (+24,5%), e a agropecuária, de aproximadamente R$ 8 milhões (+6,4%).

O resultado confirma um encerramento de ano marcado por fluxo intenso de comércio exterior, com o agro e a indústria mantendo papel central tanto nas exportações quanto na demanda por insumos e produtos industriais.

Fonte: Pensar Agro

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Agricultura

Soja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio

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A soja segue sustentando o protagonismo do agronegócio no Piauí. Em maio, a oleaginosa respondeu por 83,9% de todas as exportações realizadas pelo estado, movimentando aproximadamente R$ 460,5 milhões e confirmando a importância do Cerrado piauiense como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. No total, o estado exportou cerca de R$ 549 milhões no período e manteve saldo positivo na balança comercial, mesmo diante de uma desaceleração dos embarques em relação ao ano passado.

O desempenho reforça o peso crescente do agro na economia estadual. Atualmente, as lavouras de soja ocupam cerca de 1,2 milhão de hectares no Piauí, concentradas principalmente na região sul do estado, integrante do Matopiba — fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A expansão da cultura transformou o Cerrado piauiense em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.

A produção está fortemente concentrada em municípios que se destacam nacionalmente pela produtividade e escala de cultivo. Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena respondem por cerca de 75% da produção estadual de soja. Alguns deles figuram entre os maiores produtores brasileiros de grãos, impulsionados pela adoção de tecnologia, mecanização e agricultura de precisão.

Apesar da retração de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve sua capacidade de geração de divisas. O resultado foi favorecido também pela queda expressiva das importações, que recuaram 75% no período, contribuindo para um superávit comercial próximo de R$ 496 milhões no mês.

Além da soja em grão, a pauta exportadora do estado inclui produtos de maior valor agregado, como farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e derivados agroindustriais. Esse movimento demonstra uma gradual diversificação da produção e amplia as oportunidades de geração de renda dentro da própria cadeia produtiva.

A China continua sendo o principal destino dos produtos piauienses, absorvendo cerca de dois terços das exportações realizadas em maio. Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito também figuram entre os principais compradores, evidenciando a inserção crescente do estado em mercados estratégicos para o agronegócio mundial.

O avanço da produção agrícola no Cerrado piauiense tem sido acompanhado por investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores vêm permitindo ganhos de competitividade e consolidando a região como uma das áreas mais promissoras para a expansão sustentável da produção de grãos no país.

Com mais de um milhão de hectares cultivados e participação dominante na pauta exportadora estadual, a soja permanece como a principal fonte de geração de riqueza do agronegócio piauiense. O desempenho da cultura reforça o papel do estado no abastecimento dos mercados internacionais e amplia a importância do Matopiba na produção brasileira de alimentos, fibras e energia.

Fonte: Pensar Agro

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