Cidades
Aluna de Primavera do Leste conquista 3º lugar estadual no Prêmio MPT na Escola 2026
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A educação de Primavera do Leste conquistou mais um reconhecimento. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, esteve presente na manhã desta sexta-feira (6), em Cuiabá, para acompanhar a premiação do Prêmio MPT na Escola 2026, iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) voltada à conscientização e ao enfrentamento do trabalho infantil.
O destaque do município foi a estudante Isabella Figueiredo Bazzano Magalhães, do 4º ano da Escola Municipal Mauro Wendelino Weis, que conquistou o 3º lugar na categoria Poesia, na etapa estadual de Mato Grosso.
Com o título “A Infância Merece Respeito”, a produção da estudante aborda a importância de garantir que crianças tenham o direito de estudar, brincar e viver plenamente a infância, sem serem submetidas ao trabalho infantil. Por meio da poesia, Isabella destacou a educação como instrumento de conscientização e transformação social.
“Eu estou muito feliz com essa conquista e queria agradecer à diretora e à minha professora. Nessa poesia, aprendi que criança não pode trabalhar, tem que esperar ficar maior. Então escrevi pensando nisso, em ajudar meus amigos”, contou a estudante.
O projeto MPT na Escola é desenvolvido com alunos do 4º e 5º anos e trabalha a prevenção e o enfrentamento ao trabalho infantil por meio de atividades pedagógicas. A iniciativa contempla quatro modalidades: conto, desenho, música e poesia, incentivando os estudantes a refletirem sobre o tema e expressarem suas ideias por meio da arte.
Em Primavera do Leste, participaram da iniciativa as escolas EMEF Mauro Weis, Maria Eugênia, 13 de Maio, Tia Dejane, Carlos Drummond de Andrade, São José, Josi Moraes, Nossa Senhora e Novo Horizonte, envolvendo unidades das redes municipal e estadual de ensino.
A coordenadora local do projeto, Josivania, acompanhou a premiação em Cuiabá e destacou a satisfação de representar o município e prestigiar a conquista da estudante Isabella.
A secretária municipal de Educação, Kelly Joana, ressaltou que o reconhecimento demonstra a importância de trabalhar temas sociais dentro das escolas e incentivar os estudantes a desenvolverem consciência sobre seus direitos.
“É uma alegria ver nossos estudantes alcançando esse reconhecimento. Mais do que uma premiação, esse resultado mostra como a educação pode transformar vidas, despertar consciência e formar cidadãos que conhecem seus direitos. Parabenizo a Isabella, os profissionais envolvidos e toda a equipe escolar pelo trabalho desenvolvido. Seguiremos incentivando iniciativas que valorizem o protagonismo dos nossos alunos e contribuam para uma infância protegida, com direito à educação, ao respeito e às oportunidades”, destacou.
A conquista também representa o trabalho e a dedicação dos profissionais da educação envolvidos no projeto, especialmente da coordenadora Josivania e da diretora Jaqueline, que acompanharam e incentivaram a participação da estudante ao longo das atividades.
A Prefeitura de Primavera do Leste celebra o resultado e destaca a importância de iniciativas que levam temas sociais para dentro das escolas, fortalecendo a conscientização sobre os direitos da criança e do adolescente e valorizando o protagonismo dos estudantes da rede municipal.
Confira a poesia premiada:
A INFÂNCIA MERECE RESPEITO
Criança não deve trabalhar,
mas sim sonhar e brincar;
Para quando crescer,
ser alguém exemplar.
Criança deve ser respeitada,
brincar, correr e levantar;
tem direito a tudo na vida,
menos trabalhar.
Criança não deve trabalhar,
E sim estudar para sonhar:
aprender, crescer e ensinar,
para no futuro brilhar.
Lugar de criança é na escola,
Com alegria no olhar;
Criança não trabalha!
Mas com a infância respeitada, pode brilhar.
Por que maltratar as crianças?
se elas são almas puras?
Elas têm emoções e sentimentos,
e sempre estarão em grandes aventuras.
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O Ministério Público Federal (MPF) consolidou um balanço expressivo no combate aos ilícitos ambientais e na proteção da Terra Indígena Sararé, situada na região de Pontes e Lacerda, em Mato Grosso. O MPF participou da articulação e do acompanhamento das ações de força-tarefa de órgãos do governo federal para a retirada de ocupantes irregulares (desintrusão) do território indígena, que atingiu a marca de 1.313 operações realizadas.
A atuação conjunta desarticulou a infraestrutura de extração ilegal de ouro e causou um prejuízo estimado em R$ 111,5 milhões ao crime organizado. Também houve redução de 97% na abertura de novas áreas desmatadas para a atividade garimpeira.

(foto reprodução) – As medidas de repressão e fiscalização garantem a segurança do povo Nambikwara e a retomada do controle territorial pelo Estado. Com o suporte de inteligência do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e o patrulhamento contínuo das equipes em campo, a força-tarefa mapeou e inutilizou 100% dos 1.431 alvos identificados.
Segundo dados da Casa Civil do governo federal, a efetividade total das intervenções envolveu a neutralização dos 570 pontos indicados no levantamento inicial do Censipam. Além disso, 696 novos focos foram descobertos pelas tropas durante as varreduras e outros 165 alvos complementares foram detectados por monitoramento satelital, sem nenhuma pendência registrada na área.
Prisões e apreensões
No eixo de repressão criminal, a presença ostensiva das equipes resultou na condução de 160 pessoas à Delegacia da Polícia Federal (PF), das quais 72 foram presas em flagrante. Os agentes também desmantelaram 33 túneis subterrâneos utilizados para a exploração clandestina de ouro, eliminando estruturas de alto risco ambiental e operacional no interior da reserva.
Nas diligências de campo, as fiscalizações resultaram na apreensão de insumos, equipamentos e recursos vitais para a logística e o financiamento da atividade ilícita. Ao todo, os agentes recolheram 153 gramas de ouro e quase seis mil gramas de mercúrio — substância tóxica utilizada na mineração que contamina o solo e os recursos hídricos da região.
A força-tarefa apreendeu, ainda, nove armas de fogo, 596 munições e expressiva quantidade de insumos energéticos, totalizando aproximadamente 43 mil litros de óleo diesel e pouco mais de 13 mil litros de gasolina, além de três escavadeiras hidráulicas, duas máquinas leves e sete motocicletas.

(foto reprodução)
Destruição de equipamentos e infraestruturas
Para desestimular novas invasões e inviabilizar o retorno imediato da estrutura extrativista, as equipes efetuaram a destruição sumária do maquinário e dos materiais instalados na mata. A ofensiva inutilizou 31 escavadeiras hidráulicas, 829 motores de garimpo, 445 máquinas leves, 341 geradores de energia, dois tratores de esteira e 2,7 mil metros de mangueira de sucção.
Também foram neutralizados quase quatro mil quilos de emulsão explosiva — o equivalente a quase quatro toneladas de explosivos —, eliminando graves riscos à segurança e ao ecossistema local.
A desarticulação da infraestrutura de apoio logístico incluiu, ainda, a eliminação de 63,1 mil litros de óleo diesel e 4,2 mil litros de gasolina, cortando o abastecimento energético das frentes garimpeiras. Na mesma ação, foram desmantelados 200 acampamentos e retirados de circulação 98 motocicletas, cinco armas de fogo e duas munições que serviam de base e suporte operacional para os invasores dentro da terra indígena.
“A atuação do MPF é fundamental para assegurar que a desintrusão da Terra Indígena Sararé resulte em uma política permanente de salvaguarda dos direitos humanos, territoriais e ambientais. Ao aliar inteligência institucional, ação judicial proativa e articulação entre as agências, o órgão reafirma seu papel constitucional na defesa dos povos originários e na preservação da Amazônia Legal, mantendo acompanhamento contínuo das medidas de segurança e de restauração do ecossistema local”, destaca o procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins.
Além do MPF, a força-tarefa responsável pela desintrusão reuniu, entre outros órgãos, o Ministério dos Povos Indígenas; o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); a Força Nacional; a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); a Polícia Rodoviária Federal (PRF); a PF; o Exército Brasileiro; o Censipam; a Agência Brasileira de Inteligência (Abin); a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
FONTE/CRÉDITOS: O Documento – foto reprodução
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