Economia
Seguros Unimed amplia programa de cuidado materno com IA
Economia
A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, está usando a ANA, assistente de inteligência artificial desenvolvida pela StaryaAI e implantada na Oracle Cloud Infrastructure (OCI), para ampliar a participação no programa Nascer Seguro. O programa oferece a gestantes orientações personalizadas sobre a gravidez, recursos educativos e cuidados pós-parto.
Fundada em 1989, a Seguros Unimed atende sete milhões de segurados no Brasil, com seguros saúde, odontológico, de vida, patrimoniais e de responsabilidade civil profissional, além de previdência privada (aberta e fechada). Para ampliar as inscrições no Nascer Seguro, a Seguros Unimed usa a ANA para responder às dúvidas das gestantes, orientá-las durante a inscrição e colocá-las em contato com as equipes de cuidado, quando é necessário acompanhamento. Com a ANA operando na OCI, a Seguros Unimed captou mais de 2.500 gestantes no Nascer Seguro, reduziu em 81% o tempo dedicado pela equipe às atividades operacionais do processo de inscrição e alcançou um índice de satisfação de 97% entre as beneficiárias, de novembro de 2025 a julho de 2026.
“Nosso objetivo é garantir que mais gestantes tenham acesso ao acompanhamento desde o início da gravidez, quando o cuidado faz toda a diferença para a saúde da mãe e do bebê. Com a ANA, simplificamos a jornada de ingresso na linha de cuidado Nascer Seguro, ampliamos o alcance da iniciativa a mais beneficiárias e permitimos que nossa equipe de saúde dedique seu tempo integral ao acompanhamento clínico e personalizado delas”, afirma Gustavo Gusso, superintendente de Rede e Atenção à Saúde na Seguros Unimed.
Ampliando as inscrições com IA
Para simplificar as inscrições no Nascer Seguro e dar à equipe do programa mais tempo para oferecer suporte clínico personalizado, a Seguros Unimed integrou a ANA ao WhatsApp. A ANA orienta as beneficiárias durante a inscrição em uma única conversa, confirmando dados cadastrais, verificando a elegibilidade, respondendo a dúvidas e conectando-as à equipe de saúde quando necessário. Além disso, com a incorporação da ANA à jornada de captação ativa, a taxa média de conversão em inscrições no Programa Nascer Seguro passou de cerca de 2% no modelo anterior para 27% entre novembro de 2025 e julho de 2026.
A ANA foi desenvolvida pela StaryaAI, fornecedora de uma plataforma de IA e membro da Categoria 1 do Oracle PartnerNetwork (OPN). A ANA opera no NebulaOS, plataforma proprietária de IA da StaryaAI, implantada na OCI. A StaryaAI usa o OCI Enterprise AI para fornecer infraestrutura gerenciada de modelos para a ANA, enquanto o OCI Kubernetes Engine permite a implantação escalável da plataforma. Para atender às necessidades de residência de dados e ajudar a cumprir os requisitos aplicáveis da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Brasil, a ANA opera na região Oracle Cloud de São Paulo.
“Desenvolvemos a ANA para atuar em uma jornada crítica da saúde, onde cada interação precisa ser segura, auditável e rastreável. A Oracle não foi apenas uma fornecedora de infraestrutura em nuvem, mas uma parceira tecnológica na construção dessa arquitetura. Isso nos permite evoluir continuamente os modelos de IA com governança, alta disponibilidade e confiabilidade para atender operações críticas em saúde”, afirma Vinícius Reis, CTO da StaryaAI.
“As cargas de trabalho de IA na área da saúde exigem uma infraestrutura que ofereça escala, segurança, controles e visibilidade operacional”, afirmou Rafael Scaccabarozzi, vice-presidente de HighTech & Startups da Oracle América Latina. “A Oracle Cloud Infrastructure oferece à StaryaAI uma base para operar e evoluir a ANA, ajudando a Seguros Unimed a tornar o Nascer Seguro mais acessível às gestantes.”
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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