Economia
Cranberries marcam outono nos EUA com tradição festiva
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Mais do que um ingrediente e símbolo cultural e econômico, o cranberry carrega uma tradição que atravessa gerações e acompanha um dos momentos mais simbólicos da cultura norte-americana. Da colheita em campos inundados às mesas de Thanksgiving e Natal, a Superfruta Original Americana representa a união entre agricultura, gastronomia e memória afetiva, mantendo viva uma tradição que se renova ano após ano.
O mês de setembro marca o início de uma das colheitas mais tradicionais do outono nos Estados Unidos. É nessa época que os produtores de cranberry começam a preparar os campos para retirar das plantas os pequenos frutos vermelhos que, poucas semanas depois, irão abastecer o país e aquecer o comércio exterior. Atualmente, mais de 1.100 pequenos agricultores familiares cultivam cranberries, com destaque para os estados de Massachusetts, New Jersey, Oregon, Washington e Wisconsin.
A relação entre os cranberries e as celebrações de final de ano é especialmente forte por sua presença no tradicional Dia de Ação de Graças, comemorado na quarta quinta-feira de novembro. Considerada uma das datas mais importantes do calendário familiar norte-americano, a celebração reúne parentes e amigos ao redor da mesa para compartilhar uma refeição que simboliza gratidão, união e abundância. Nesse encontro, o molho de cranberry (cranberry sauce) é um dos acompanhamentos mais emblemáticos do jantar de Ação de Graças, servido principalmente com o peru assado. Seu sabor agridoce cria um contraste característico com os pratos da celebração, tornando a fruta presença quase indispensável em muitas mesas americanas.
A tradição se estende ao Natal e às demais festividades de dezembro, quando os cranberries também aparecem em tortas, pães, bolos, bebidas, saladas e diferentes preparações sazonais. A cor vermelha intensa dos frutos contribui ainda para sua associação visual com as festas de fim de ano, reforçando seu papel na gastronomia e na decoração dessa época.
Existe, portanto, uma conexão natural entre o calendário agrícola e o calendário cultural, justamente quando a colheita atinge seu período mais intenso, cresce também a procura pela fruta, especialmente em sua versão fresca e nos produtos destinados às receitas tradicionais.
Para abrir fronteiras continentais de acordo com preferências do consumidor e demandas por produtos menos açucarados e mais naturais, foi criado em 1951 o Cranberry Institute (CI), uma entidade sem fins lucrativos dedicada à promoção dos benefícios da superfruta e ao apoio a práticas sustentáveis de cultivo.
Indo além da tradição do consumo, a proposta do CI é ampliar a oferta da fruta e reforçar sua versatilidade na alimentação, destacando seus benefícios nutricionais e o modelo sustentável de produção. O instituto também financia pesquisas, divulgações científicas e atua como fonte de informação sobre nutrição e sustentabilidade no setor, como pilar na defesa da qualidade, pesquisa e expansão para mercados como o Brasil.
No mercado brasileiro, os cranberries podem ser encontrados desidratados, para consumo como snack ou adicionado a iogurtes, saladas e sobremesas; em suco concentrado ou em pó, indicado para o preparo de smoothies e shakes.
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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