Economia
edição e hospedagem pesam na escolha
Economia
Criar um site com inteligência artificial (IA) passou a integrar a rotina de pequenos negócios que buscam presença digital sem depender de programação. Nesse modelo, o empreendedor descreve em linguagem comum a empresa, o público e o objetivo da página, e a ferramenta devolve uma primeira versão estruturada, com textos, imagens e seções. A mudança ocorre em paralelo à adoção da tecnologia no país: segundo pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais da metade dos pequenos negócios brasileiros já utiliza IA.
A diferença em relação aos construtores tradicionais está no ponto de partida do trabalho. No formato convencional, o usuário monta a página bloco a bloco; no criador com IA, ele revisa uma página já pronta e ajusta o que for necessário. A oferta de criadores de site com IA cresceu rápido, e as diferenças entre eles nem sempre aparecem à primeira vista. Algumas ferramentas geram apenas partes da página; outras entregam o site completo, mas deixam com o usuário a hospedagem, a segurança e a configuração do domínio. Há ainda diferenças na liberdade para editar o resultado depois. Na prática, gerar a página é só uma das etapas entre a ideia e um site no ar, recebendo visitas e gerando contatos.
Para Alison Zigulich, CEO do GreatPages, plataforma brasileira de criação de sites e landing pages, a geração da página representa somente uma etapa do caminho até a publicação. “Hoje, existem várias ferramentas que criam páginas, mas o usuário ainda precisa encontrar hospedagem, configurar servidores e garantir segurança”, explica Zigulich.
Critérios para comparar as ferramentas
Seis pontos ajudam a orientar a escolha. O primeiro ponto é verificar se a ferramenta gera a página completa ou apenas partes isoladas. Algumas soluções produzem somente textos ou trechos de layout, o que exige trabalho adicional do usuário. A Great AI, recurso do GreatPages, cria estrutura, textos, imagens e seções em uma mesma conversa. A possibilidade de fazer ajustes depois também pesa na decisão: um site gerado por IA pode, em algumas plataformas, ser modificado tanto pelo chat quanto por um editor visual, o que permite alterar textos, cores, botões e formulários sem refazer o projeto do zero.
Outro aspecto a observar é a infraestrutura. Parte das plataformas de criação de sites com inteligência artificial já inclui hospedagem e recursos de segurança no próprio serviço. É o caso do GreatPages, que oferece hospedagem, certificado SSL e CDN integrados. Outras ferramentas disponibilizam soluções semelhantes, por isso a orientação é conferir se essas funcionalidades estão contempladas no plano escolhido. A publicação com domínio próprio e certificado SSL também é apontada como relevante, já que reforça a credibilidade da empresa diante de clientes e parceiros.
Para negócios que pretendem captar contatos, receber pedidos de orçamento, agendar atendimentos ou vender pela internet, recursos como formulários, botões de chamada à ação e integrações são considerados essenciais. No GreatPages, esses elementos podem ser criados com o auxílio do próprio chat com inteligência artificial, e ferramentas concorrentes também oferecem funcionalidades parecidas, voltadas a transformar visitantes em potenciais clientes.
Por fim, vale verificar se a plataforma oferece recursos de otimização para mecanismos de busca. No GreatPages, cada página conta com campos de título e descrição para SEO, enquanto a combinação de CDN e SSL contribui para a velocidade e a segurança do site, fatores que podem favorecer o posicionamento nos resultados de pesquisa.
Adoção da tecnologia entre pequenos negócios
A pesquisa Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2026, conduzida pelo Sebrae e pelo Meta Instituto de Pesquisa, apontou que 52% dos pequenos negócios brasileiros utilizaram IA nas duas semanas anteriores ao levantamento, realizado entre 24 de março e 8 de maio de 2026. Nos Estados Unidos, o índice ficou em 21%. Entre os empreendedores brasileiros que adotaram a tecnologia, 90% não ampliaram o quadro de funcionários, e 60% pretendem expandir o uso nos seis meses seguintes.
No GreatPages, o assistente Great AI produz a primeira versão do site em uma única conversa, incluindo estrutura, textos, imagens e seções. Os ajustes podem ser solicitados ao próprio chat ou feitos no editor visual, que dispensa conhecimento de código. Segundo a empresa, a versão inicial completa fica pronta em poucos minutos, embora o tempo total varie conforme o nível de personalização exigido antes da publicação. O mesmo recurso atende à criação de landing pages voltadas a campanhas, captação de leads e agendamentos. De acordo com o BuiltWith, serviço que mapeia tecnologias utilizadas na internet, mais de 16 mil domínios no Brasil usam a plataforma.
A escolha de um criador de site com IA envolve, portanto, mais do que a rapidez na geração da página. Edição sem restrições, hospedagem, segurança, domínio próprio e recursos de conversão compõem o conjunto que determina se o site estará apto a receber visitas e gerar contatos depois de publicado.
Sobre o GreatPages
GreatPages é uma plataforma brasileira de criação de sites e landing pages que reúne o chat da Great AI, editor visual sem código, templates editáveis, formulários, integrações, hospedagem, SSL e CDN. Segundo a empresa, foram criadas mais de 7 milhões de páginas por mais de 140 mil usuários, com mais de 5 bilhões de acessos mensais e presença em mais de 60 países.
Para mais informações, basta acessar: www.greatpages.com.br
Economia
Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.
O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.
A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.
Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.
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Acumulado
De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:
- 1.248.914 (nove meses de 2026);
- 1.731.398 (nove meses de 2025).
Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.
Setores
Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.
- Serviços: 81.241 postos;
- Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
- Comércio: 15.697;
- Construção civil: 9.468;
- Agropecuária: -4.381.
Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Destaques
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.
Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).
No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.
Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).
Regiões e estados
Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.
Veja abaixo o desempenho de cada região:
- Nordeste: 49.142 postos;
- Sudeste: 39.404;
- Norte: 14.748;
- Sul: 9.949;
- Centro-Oeste: 7.894.
Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).
As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.
Salário médio
O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:
- redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
- aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).
Carteira assinada
Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.
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