Search
Close this search box.

Economia

IA avança nas empresas, mas só 7% a integram à estratégia

Publicado em

Economia

Embora 80% das empresas brasileiras já testem ou utilizem inteligência artificial (IA), apenas 7% incorporaram a tecnologia à estratégia de negócios. O contraste é apontado por um estudo realizado pela MIT Sloan Management Review Brasil, em parceria com a TOTVS, que avaliou a maturidade da adoção de IA em 583 empresas de diferentes portes e setores.

A pesquisa revela que a adoção da IA ainda ocorre de forma fragmentada. Atualmente, 40% das organizações mantêm iniciativas distribuídas entre diferentes áreas, sem coordenação, enquanto apenas 7% redesenharam processos de ponta a ponta com a tecnologia.

Nesse cenário, o Índice de Maturidade em IA identificado pelo estudo chegou à média de 6,69 (em uma escala de 0 a 10), o que demonstra oportunidades para avançar da experimentação à integração estratégica.

“O estudo deixa claro que o mercado brasileiro ainda vive uma fase menos estruturada de adoção pulverizada. Usar a inteligência artificial apenas como um assistente isolado, sem atrelá-la às métricas e aos processos vitais da empresa, é deixar de gerar valor”, reflete Gustavo Bastos, vice-presidente de Plataformas e TI da TOTVS.

Desafios da adoção das IAs nas empresas

Para as empresas brasileiras, o estudo indica alguns fatores que podem dificultar essa integração. Entre os riscos de IA apontados pelos participantes estão:

  • Vazamento ou uso indevido de dados (46%);
  • Falta de qualificação das equipes (36%);
  • Erros ou alucinações das ferramentas (32%).

Apesar dessas preocupações, apenas 14% das empresas apresentam uma política formal de governança de IA aplicada a toda a organização.

A dificuldade de mensurar resultados é outro obstáculo. Segundo o levantamento, 86% das organizações não medem os custos associados à IA e 88% não acompanham os resultados financeiros obtidos com a tecnologia.

Por outro lado, 71% relatam processos mais rápidos ou baratos com seu uso, enquanto apenas 31% desenvolveram novos produtos, serviços ou processos a partir da inteligência artificial. Os dados mostram que os benefícios percebidos estão mais concentrados na eficiência operacional do que na inovação.

A integração tecnológica também apresenta desafios. Apenas 8% das empresas afirmam integrar amplamente a IA aos sistemas de gestão, enquanto 46% relatam que suas soluções conseguem acessar automaticamente os dados corporativos.

“Não existe inteligência artificial escalável sem dados organizados, integrados e governança. O desafio hoje deixou de ser apenas a adoção de novas ferramentas e passou a ser a conexão lógica entre os dados, os sistemas e a IA”, explica Bastos.

Nesse cenário, a capacitação de equipes e o uso de IAs especializadas podem auxiliar a transformação. A pesquisa mostra que o uso mais avançado da IA quase dobra entre as que investem em capacitar suas equipes (26% contra 13%).

Esse treinamento também pode contribuir para o uso de inteligência artificial especializada. “Quando especializada, a IA tem o domínio de contextos complexos, que são a essência dos ambientes de gestão das empresas”, destaca Dennis Herszkowicz, presidente da TOTVS.

Apesar dos desafios, a intenção de ampliar os investimentos permanece elevada: 69% das empresas planejam aumentar os recursos destinados à inteligência artificial nos próximos 12 meses. Entretanto, 83% ainda não possuem orçamento e plano definidos para essas iniciativas. O contraste reforça a distância entre o interesse em expandir o uso da tecnologia e a estruturação financeira necessária para acompanhar seus resultados.

“O futuro pertence a quem conseguir transformar essa adoção desestruturada em produtividade mensurável, governada e estratégia de ponta a ponta”, argumenta Bastos.

Sobre a TOTVS

Maior empresa de tecnologia do Brasil, a TOTVS cria soluções para potencializar a evolução das pessoas e das empresas. Com mais de 70 mil clientes no Brasil e em diversos países da América Latina, possui um ecossistema completo de tecnologia: TOTVS Gestão, com ERPs, soluções cross e sistemas especializados que garantem mais produtividade, eficiência e governança; RD Station, com ferramentas digitais de marketing, vendas e relacionamento para as empresas impulsionarem seus negócios e crescerem; e TOTVS Techfin, o ERP banking que oferece soluções de crédito B2B e pagamento para ampliar, simplificar e democratizar o acesso das empresas a serviços financeiros. Nos últimos 5 anos, a TOTVS investiu R$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, com destaque para inteligência artificial, buscando inovar cada vez mais para ser o trusted advisor de seus clientes. As empresas que movem o país confiam na TOTVS. O Brasil que faz, faz com TOTVS.

Para saber mais, basta acessar: http://www.totvs.com.br

Informações da TOTVS para a imprensa:

IDEAL Axicom – totvs@ideal-axicom.com



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

El Niño intensifica eventos extremos no Brasil

Publicados

em

O Painel El Niño 2026‑2027, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), apontou mais de 90 % de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte, com possibilidade de permanência até o início de 2027.

O fenômeno deve gerar impactos distintos nas regiões brasileiras: no Sul, o Inmet projeta chuvas acima da média e possibilidade de recordes; no Nordeste, o Cemaden prevê expansão da seca severa e extrema; no Sudeste, 89 % da região sofreu algum grau de seca em julho e as previsões indicam período de chuvas intensas e altas temperaturas, segundo o Climatempo; na Amazônia, o Cemaden e a Ana alertam para déficit de chuva, risco de prolongamento da seca e aumento da incidência de incêndios.

O Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique (INAM) alerta que o El Niño em curso pode tornar‑se um dos mais severos registrados desde 1950. Vininha F. Carvalho, ambientalista, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios ressalta que o aquecimento das águas do Pacífico pode afetar indicadores sociais, da saúde à educação.

De acordo com o Dr. Alexandre Chieppe, consultor médico da MedLevensohn, a instabilidade climática pode desencadear desastres como enchentes e inundações e aumentar a incidência de doenças transmissíveis. Ele destaca que a combinação de umidade e calor cria condições favoráveis à proliferação de vetores de zoonoses, sobretudo arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya.

O El Niño também pode impactar a agricultura, os níveis dos reservatórios, a geração de energia e os preços dos alimentos. O monitoramento depende da coleta contínua de dados atmosféricos e oceânicos por satélites, sensores e boias, permitindo que produtores rurais recebam alertas em tempo real e ajustem suas decisões de manejo.

Vininha F. Carvalho conclui que a mudança climática já está gerando novos desafios para as cidades brasileiras, e que adaptar o planejamento urbano é essencial para aumentar a capacidade de enfrentar cenários futuros.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA