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Economia

Juros altos barram o avanço de 59% das PMEs, aponta Omie

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Economia

A taxa de juros elevada é a principal barreira ao crescimento para 59% das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras, ante 49% no 1º semestre, segundo a Sondagem Omie das Pequenas e Médias Empresas do 2º semestre de 2026. Em relação à Reforma Tributária, 63% dos empresários planejam revisar a política de preços, e 8 em cada 10 empresas do Simples Nacional ainda não decidiram o caminho a seguir, com prazo prorrogado até 30 de outubro.

“Os dados mostram um empresário que segue contratando e planejando, mas com mais cautela. Os juros passaram a ser o principal obstáculo ao crescimento, e a Reforma Tributária soma uma nova camada de decisão para quem já opera com margens apertadas”, afirma Felipe Beraldi, Economista da Omie.

A cautela aparece também na visão sobre a economia: 54% dos entrevistados esperam impacto negativo no negócio nos próximos seis meses, e só 14% projetam uma melhora. Os custos com mão de obra são a segunda maior barreira ao crescimento, citados por 44%, e a fraca demanda do mercado avançou de 26% para 31%. Já a intenção de abrir novas vagas caiu de 37% para 26%.

Reforma tributária: apenas 19% das empresas estão preparadas

Outro ponto bastante relevante trazido pela Omie aponta que, apesar de toda a discussão envolvendo a Reforma Tributária e o início de sua implementação, apenas 19% das empresas se sentem totalmente preparadas. Depois da revisão de preços (63%), as mudanças mais citadas são rever a estrutura societária ou o regime tributário (32%) e renegociar contratos (31%). Outros 20% não planejam nenhuma mudança.

Entre as empresas optantes pelo Simples Nacional, 32% ainda não avaliaram os impactos da escolha e 31% aguardam mais clareza regulatória. Só 21% já decidiram: 11% pelo Simples Nacional Híbrido e 10% pelo Tradicional.

O papel do contador também deve mudar: 73% dos empresários acreditam que ele será mais estratégico após a transição do regime de pagamento de tributos. Orientação estratégica (71%) e simulação de impactos financeiros e tributários (66%) lideram as expectativas de apoio, à frente do cumprimento de obrigações fiscais (47%).

“Com o prazo prorrogado, as empresas ganham tempo, mas a decisão continua exigindo simulação de impactos. O empresário espera do contador orientação para decidir, e é nesse apoio que a transição se resolve”, conclui Beraldi.

Metodologia: a Sondagem foi realizada por questionário online, com 410 respostas válidas de empresários e gestores de PMEs brasileiras, excluídos os MEIs. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro, de 5%.

Sobre a Omie

Fundada em 2013 por Marcelo Lombardo e Rafael Olmos, a Omie tem o propósito de destravar o crescimento de todos os tipos de negócios, oferecendo um sistema de gestão inovador, completo e ilimitado, ancorada em quatro grandes pilares: Gestão, por meio do software; Educação, por meio da Omie.Educação; Finanças, por meio de linhas de crédito e soluções para apoio à gestão de PMEs; e Comunidade, por meio de um ecossistema que conecta clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Líder do segmento, a empresa conta com mais de 25 mil contadores parceiros, mais de 200 mil clientes, aproximadamente 1600 colaboradores. Atualmente, o Omie processa mais de R$ 40 bilhões em notas fiscais emitidas por mês, representando um fluxo de cerca de 4% do PIB brasileiro. Para conhecer mais sobre as novidades da Omie, não deixe de conferir nossos canais: Site, Blog, Instagram, LinkedIn e TikTok.

Atendimento à imprensa

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omie@rpmacomunicacao.com.br
Klaus Wagner Gambarini – 11 99345-7014



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Economia

Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged

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Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.

A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

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Acumulado

De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:

  • 1.248.914 (nove meses de 2026);
  • 1.731.398 (nove meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.

  • Serviços: 81.241 postos;
  • Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
  • Comércio: 15.697;
  • Construção civil: 9.468;
  • Agropecuária: -4.381.

Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.

Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).

No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.

Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).

Regiões e estados

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.

Veja abaixo o desempenho de cada região:

  • Nordeste: 49.142 postos;
  • Sudeste: 39.404;
  • Norte: 14.748;
  • Sul: 9.949;
  • Centro-Oeste: 7.894.

Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).

As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.

Salário médio

O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:

  • redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
  • aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.



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