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Polícia Civil prende dois investigados por fraudes em reformas de estofados em Cuiabá

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (14.10), a Operação Tapeçaria do Crime 2. A ação cumpriu quatro ordens judiciais de prisão contra dois homens investigados por operarem um esquema de fraudes contra consumidores que contratavam serviços de reforma de móveis e estofados na capital.

A operação, coordenada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), teve como alvos dois suspeitos, de 45 e 27 anos. A Justiça decretou a prisão preventiva de ambos.

O mandado contra um dos suspeitos foi cumprido na própria unidade penitenciária onde ele já se encontra detido. O suspeito havia sido preso previamente na primeira fase da operação, realizada em abril deste ano, por suspeita de praticar fraudes idênticas.

As investigações, conduzidas no âmbito de dois inquéritos policiais, apontam o registro de ao menos 21 vítimas diretas, além de dezenas de ocorrências relatando o mesmo padrão de atuação.

Os suspeitos utilizavam uma estratégia bem estruturada de captação de clientes. Primeiro, a dupla veiculava propagandas nas redes sociais oferecendo restauração de sofás, poltronas e cadeiras com preços abaixo do mercado e prazos de entrega muito curtos.

Após o contato inicial, os suspeitos, se passando por prestadores de serviços, iam até as residências dos clientes, recolhiam os móveis e exigiam pagamento antecipado por meio de PIX ou cartão de crédito. Os serviços não eram executados e, em grande parte dos casos, os estofados não eram devolvidos. Ao serem cobrados pelas vítimas, os investigados apresentavam diversas justificativas alegando problemas operacionais ou falta de insumos, até interromperem o contato e bloquearem as vítimas.

Prejuízo financeiro

A investigação revelou um alto prejuízo financeiro e transtorno pessoal por parte das vítimas. Algumas encontraram seus móveis abandonados, desmontados e deteriorados em galpões utilizados pelos suspeitos.

Em alguns casos, as vítimas precisaram comprar novos estofados para a residência enquanto ainda quitavam as parcelas das reformas que nunca foram entregues. As investigações apontaram que o esquema afetou principalmente idosos e famílias de baixa renda, que comprometeram parcelas significativas do orçamento com a falsa reforma.

Para dificultar a fiscalização e a localização pela polícia, os suspeitos mudavam constantemente de razões sociais, endereço e divulgavam localizações falsas nas redes sociais.

Decisão judicial

Em razão da reincidência do crime e do volume de lesados, a Justiça acolheu os pedidos da Decon. Além de decretar as prisões preventivas, o Poder Judiciário de Mato Grosso proibiu expressamente os dois investigados de exercerem qualquer atividade econômica relacionada à tapeçaria, incluindo confecção, reforma, restauração e comercialização de estofados, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros.

Os investigados poderão responder pelo crime de estelionato qualificado, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão, além de multa. A Polícia Civil segue investigando o caso, com objetivo de dimensionar o prejuízo total e identificar eventuais novas vítimas.

Operação Tapeçaria do Crime

Quando da deflagração da primeira fase da Operação, em abril de 2026, dois suspeitos foram presos. À época, também chamou a atenção da equipe de investigação da Decon o descaso apresentado pelos criminosos com as vítimas.

Canais de denúncias

A Polícia Civil orienta que vítimas de crimes contra as relações de consumo podem procurar diretamente a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Rua General Otávio Neves, no 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, ou encaminhar denúncias pelo e-mail decon@pjc.mt.gov.br .

As vítimas também podem registrar boletins de ocorrência em qualquer delegacia da Polícia Civil, ou pela Delegacia Digital (https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/). Denúncias também podem ser encaminhadas pelo telefone 197.



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Força Tática prende homem com armas de fogo e munições em Pontes e Lacerda

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Policiais militares da Força Tática do 12º Comando Regional prenderam um homem, de 63 anos, pelo crime de posse irregular de arma de fogo, na manhã desta quinta-feira (5.11), em Pontes e Lacerda. O suspeito foi detido com duas carabinas e um revólver, além de munições para o armamento. Uma motocicleta adulterada também foi apreendida.

A equipe policial recebeu denúncias anônimas sobre um galpão onde supostamente haveria veículos roubados e furtados escondidos. Os militares seguiram até o endereço, no bairro Residencial Vera, e foram recebidos pelo suspeito, que se apresentou como proprietário do local.

O homem foi questionado sobre a denúncia e afirmou desconhecer alguma procedência ilícita dos veículos guardados. Os militares fizeram averiguações e não constataram os fatos denunciados. Porém, uma motocicleta Yamaha Lander, apresentou sinais de adulteração em relação ao chassi do veículo.

Sobre a moto, o suspeito disse que o veículo seria de um garimpeiro que havia deixado a Yamaha no local há cerca de cinco meses. Ele não soube informar a identidade completa e nem a localização do responsável pelo veículo.

Ainda na abordagem, o homem foi questionado se possuía outros materiais ilícitos no galpão. Ele respondeu negativamente e autorizou que os policiais continuassem as buscas. Na vistoria, a equipe da Força Tática encontrou uma carabina de calibre 38.

O suspeito negou ser o proprietário da arma de fogo e revelou que possuía duas armas guardadas dentro de sua casa, localizada nos arredores do galpão. Os militares foram ao endereço do homem e encontraram mais uma carabina e um revólver, além de munições para o armamento.

Com o flagrante dos materiais ilícitos, o homem recebeu voz de prisão pela PM. Ele foi conduzido até a delegacia da cidade para registro da ocorrência e entregue à Polícia Judiciária Civil para demais providências.



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