Cultura
Cristo Redentor comemora 95 anos com programação especial
Cultura
De braços abertos, abençoando a cidade do Rio de Janeiro desde 12 de outubro de 1931, o Cristo Redentor, chega aos 95 anos com celebrações e cerimônias especiais ao longo de todo este mês de outubro.

A programação começou com a campanha social “Clássico é Brincar”, dos Amigos do Redentor, que visa arrecadar 10 mil brinquedos e livros infantis para crianças em situação de vulnerabilidade social até o dia 31 de outubro.
Nesta sexta-feira, o dia começou com missa em ação de Graças aos 142 anos do Trem do Corcovado. Houve também lançamento de livro que faz alusão à data de aniversário do Trem, com renda revertida para projetos sociais ajudados pelos “Amigos do Redentor”.
O domingo será de vigília no Santuário do Cristo Redentor e o dia oficial do aniversário, (12), que também é o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, terá missas, exposições, lançamento de selo filatélico.
Mas, de acordo com o padre Omar, reitor do Santuário, o ponto alto da celebração será uma ação social na Catedral Metropolitana do Rio, no centro da capital.
“Quem quiser participar de algo muito diferenciado em relação ao nosso Cristo, esse Cristo vai descer a montanha. Ele vai descer a montanha e vai ter uma grande ação social na Catedral de São Sebastião, na Avenida Chile. A nossa expectativa é que atendamos cerca de duas mil pessoas vulneráveis. Participe! É o aniversário do Cristo Redentor e a gente dá o presente para ele de forma muito especial”.
O monumento Cristo Redentor, no alto do Morro do Corcovado no Parque Nacional da Tijuca, é um dos mais conhecidos pontos turísticos do mundo e foi considerado pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, como Patrimônio da Humanidade. Em 2007, foi declarado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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