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Saúde

Cremerj promove campanha de doação de sangue em parceria com Hemorio

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Saúde

O Conselho Estadual de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) promove nesta quarta-feira, (7) campanha de doação de sangue. A ação ocorre, das 10h às 15h, na sede do Cremerj, na Praia de Botafogo, zona sul, em parceria com o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio).  

Com as novas regras que entraram em vigor no dia 2 deste mês em todo o país, doadores regulares poderão continuar doando sangue mesmo após completarem 70 anos. Não há mais uma idade máxima para quem tem o hábito de doar. 

“Sabemos o quanto a doação de sangue é importante para a assistência eficiente dos nossos pacientes. A doação de sangue salva vidas e estamos juntos com o Hemorio nessa causa”, explica o presidente do Cremerj, Antônio Braga.

Números

Cada doação salva até quatro vidas por meio da produção de hemocomponentes, usados para diferentes finalidades. O Hemorio abastece cerca de 100 unidades em todo o estado e precisa receber aproximadamente 400 doadores por dia. 

No ano passado, foram coletadas 96 mil bolsas de sangue. Este ano, o número soma 63,3 mil bolsas até agora.

A nova política reduz ainda o tempo de espera para que pessoas temporariamente impedidas voltem a doar. Para quem passou por endoscopia ou usou anabolizantes sem prescrição médica, por exemplo, o prazo cai de seis para quatro meses.

No caso de tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, a doação poderá ocorrer após sete dias, desde que os procedimentos tenham sido feitos em local que cumpra as normas de segurança. Quando essa avaliação não for possível, o prazo será de quatro meses. 

Algumas das novas regras de biossegurança estabelecidas por portaria do Ministério da Saúde já haviam sido adotadas pelo Hemorio. É o caso da testagem para malária, que se torna obrigatória para todo o Brasil a partir de outubro, e da identificação dos hemocomponentes com um código de barras. 

Serviço

Quem for doar não precisa estar em jejum. Deve apenas evitar alimentos gordurosos nas quatro horas anteriores à doação e não consumir bebidas alcoólicas 12 horas antes. Gestantes, mulheres em período de amamentação e usuários de drogas não podem doar sangue.

Mais informações podem ser obtidas nas redes sociais do Hemorio ou pelo Disque-Sangue, no número 0800 282 0708, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 7h às 17h.



Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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