Cultura
Criadores negros trocam experiências em etapa da Bienal Black Brazil
Cultura
Começa nesta terça-feira (6) o ciclo de dez encontros online e internacionais do programa “Artistas (em) Conversação”, promovido pela 4ª Bienal Black Brazil Art. 

A iniciativa reúne criadores de diversas linguagens para trocas de experiências.
O início das mesas virtuais, que se estendem até 30 de novembro, é a primeira etapa pública da programação que antecede a ocupação presencial da Bienal na capital pernambucana. Ao todo, 125 nomes compõem a exposição oficial.
A proposta dos encontros é criar interlocução entre pesquisas em arte contemporânea, que abrange linguagens como performance, videoarte, instalação, fotografia, escultura, pintura e arte têxtil.
De acordo com a organizadora e curadora Patricia Brito, a articulação internacional parte do princípio de que a arte negra brasileira existe conectada a uma rede mais ampla: a da diáspora africana.
O Sudeste lidera o número de representantes selecionados, com 57 participantes, seguido pelo Nordeste, com 40 nomes. Já no cenário internacional, a mostra reúne criadores da Alemanha, Canadá, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Porto Rico e Portugal.
Após a etapa virtual, a 4ª Bienal Black Brazil Art será realizada no Recife, a partir de novembro, com atividades nos museus de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) e da Abolição e no Cais do Sertão. Mais informações no site da bienal.
Cultura
Coleção de cordel de Liêdo Maranhão ganha mostra em Olinda
Uma das referências como colecionador da Literatura de Cordel brasileira – Liêdo Maranhão – terá parte de seu acervo disponível ao público a partir deste sábado, em Olinda, Pernambuco. A Casa da Memória Popular abrirá para visitação a exposição “100 Anos de Liêdo Maranhão – A Política no Universo do Cordel”. 

Cerca de 120 folhetos de cordel da coleção particular de Liêdo estarão expostos na Casa da Memória Popular, espaço cultural fundado pelo próprio cineasta, escritor, pesquisador e colecionador pernambucano. A exposição também é uma homenagem ao centenário de nascimento do cineasta, ocorrido em 2025. Ele faleceu em 2014, no Recife.
As publicações em cordel presentes na exposição trazem um recorte da política brasileira entre as décadas de 1960 e 1990 pelo olhar dos poetas populares. Por meio das rimas, narrativas e imagens das tradicionais xilogravuras, os cordelistas escrevem sobre fatos históricos, personalidades políticas, questões sociais e as transformações pelas quais o Brasil passou nos últimos 40 anos do século passado.
A exposição conta com trabalhos dos cordelistas José Bernardo da Silva, Manoel D’Almeida Filho, J. Borges, Rodolfo Coelho Cavalcante, Heleno Francisco, entre outros.
A mostra deve ficar aberta ao público pelos próximos 45 dias. A visitação acontece de terça a sábado e precisa de agendamento.
Liêdo Maranhão se dedicou, entre outras funções, à pesquisa e preservação da cultura popular, reunindo mais de 25 mil peças relacionadas ao assunto.
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