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Setembro Azul fortalece inclusão de estudantes surdos na Rede Municipal de Ensino de Cáceres

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Cáceres

Legenda: Programação desenvolvida pela Secretaria de Educação promoveu atividades em Libras, formação de profissionais e integração entre estudantes, famílias e comunidade escolar

A Secretaria Municipal de Educação de Cáceres realizou, durante o mês de setembro, uma programação especial em alusão ao Setembro Azul, período dedicado à valorização da comunidade surda, da Língua Brasileira de Sinais (Libras), da cultura e da identidade surda.

Com o tema “Mãos que falam, olhos que escutam e corações que se conectam”, as ações foram coordenadas pela Coordenadoria Pedagógica e pela Equipe de Educação Especial e Inclusiva e envolveram estudantes, professores, familiares e profissionais da Rede Municipal de Ensino.

Atualmente, 12 estudantes com surdez ou deficiência auditiva estão matriculados em 11 escolas municipais. O atendimento conta com professores surdos responsáveis pelo ensino de Libras e profissionais com conhecimento na língua, que acompanham os alunos nas salas regulares.

A secretária municipal de Educação, Luciana Gattass Crepaldi, destacou que as atividades reforçam a política de inclusão da rede. “A inclusão acontece quando cada estudante encontra na escola condições para aprender, participar e se sentir pertencente”, afirmou Luciana.

Entre os dias 23 e 25 de setembro, escolas que atendem estudantes surdos ou com deficiência auditiva receberam atividades pedagógicas e interativas em Libras. As ações aproximaram alunos ouvintes da língua e da cultura surda e estimularam a convivência e o respeito às diferenças.

No dia 24, professores das salas regulares, das Salas de Recursos Multifuncionais e profissionais do Serviço de Ensino de Libras participaram de uma reunião formativa. O encontro possibilitou troca de experiências e discussão sobre estratégias para aprimorar o atendimento aos estudantes.

Para a psicóloga Dra. Aline Rejane Caxito Braga, o trabalho integrado contribui diretamente para o desenvolvimento dos alunos. “A comunicação, o acolhimento e o respeito às diferenças fortalecem vínculos e favorecem a aprendizagem e a inclusão”, ressaltou.

A programação foi encerrada no dia 29 de setembro, com uma confraternização entre estudantes surdos ou com deficiência auditiva, familiares, professores e profissionais responsáveis pelo acompanhamento educacional.

As atividades reafirmaram o compromisso da Rede Municipal de Ensino de Cáceres com a valorização da Libras, da diversidade linguística e cultural e com a construção de uma escola cada vez mais acessível e inclusiva.

As ações foram promovidas pela Equipe de Educação Especial e Inclusiva, em parceria com o Serviço de Ensino de Libras e as unidades escolares participantes.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

 

 

 

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TRAGÉDIA – JOVEM DE 23 ANOS M0RRE APÓS BATER MOTO CONTRA ÁRVORE NA ÁREA CENTRAL DE CÁCERES

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.

A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.

Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.

Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.

Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.

A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.

A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.

Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.

O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.

Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.

 Por: João Fraga/VGN

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