Cidades
Prefeitura de Diamantino realiza entrega de títulos habitacionais para a população
Cidades
A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Cidade e Regularização Fundiária Urbana, realizou, na quarta-feira (16.09), a entrega de títulos habitacionais para moradores de diferentes bairros do município. A solenidade aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de Educação e contou com a parceria do Instituto de Terras de Mato Grosso (INTERMAT).
Ao todo, foram emitidos mais de 80 títulos para imóveis localizados nos bairros Novo Diamantino, Jardim Alvorada, São Benedito, Bom Jesus e Vale do Sol, além das Cohabs Nossa Senhora da Conceição e Serra Azul. A iniciativa tem como objetivo regularizar a situação dos imóveis e garantir aos moradores a documentação que reconhece formalmente a propriedade. A entrega também integrou a programação em comemoração aos 298 anos de Diamantino.
Durante a solenidade, o prefeito Chico Mendes, falou sobre o trabalho realizado para que os moradores tenham acesso à documentação de seus imóveis.
“O título representa segurança para as famílias e a garantia de que aquele imóvel está devidamente regularizado. Para muitos moradores, é a conclusão de uma espera de anos e um documento que passa a fazer parte do patrimônio da família. Vamos continuar trabalhando para que mais pessoas possam concluir esse processo e receber a documentação de seus imóveis.”
Na ocasião, o secretário municipal de Cidade e Regularização Fundiária Urbana, Jeferson Grolli, falou sobre os próximos passos do trabalho realizado no município.
“Já temos outros títulos em andamento e queremos avançar ainda mais. Por isso, pedimos aos moradores que procurem a Secretaria, busquem as informações e façam o cadastro. Vamos continuar trabalhando para que o maior número possível de moradores consiga regularizar seu imóvel.”
O juiz diretor do Fórum da Comarca de Diamantino, André Gahyva, ressaltou a segurança jurídica proporcionada pela documentação.
“Isso é muito importante, uma vez que traz segurança jurídica para a população. O dia que ela quiser fazer uma compra e venda desse imóvel, por exemplo, a pessoa que vai adquirir tem a segurança de saber que quem está vendendo tem esse título, que é um documento. Então, é muito importante realmente para o cidadão a entrega desse título.”
A entrega também marcou a conclusão de uma espera de anos para moradores como Elaine Cristina Soares, do bairro Novo Diamantino.
“Meu pai aguardou 40 anos e não teve a regularização, não teve a documentação e hoje eu estou saindo com o documento em mãos. Você estar com um documento do seu imóvel é ter a garantia, ter a certeza que ele realmente é seu. Hoje já temos o nosso direito garantido.”
Ela completou: “Gostaria também de dizer aos munícipes de Diamantino que procurem o setor de regularização da Prefeitura. É só apresentar sua documentação, preencher o cadastro e solicitar o seu documento também. Hoje já temos o nosso direito garantido.”
O trabalho de regularização fundiária continua disponível à população. Os moradores que possuem imóvel e desejam verificar a possibilidade de regularização podem procurar o setor responsável, apresentar a documentação e realizar o cadastro para dar início ao processo.
Para mais informações, os interessados podem procurar o setor na sede da Prefeitura de Diamantino, localizada na Rua Desembargador Joaquim Pereira Ferreira Mendes, nº 2287, Jardim Eldorado, ou entrar em contato pelo telefone (65) 3336-6400. O atendimento ocorre das 7h às 11h e das 13h às 17h.
Cáceres
5º Encontro dos Caiaqueiros do Pantanal reúne 20 pescadores e celebra a força feminina na pesca em caiaque
Estudantes do 1º ano da E.M. Dom Máximo Biennés vivenciaram a tradição e a educação patrimonial através da memória e das receitas de Dona Regina.

Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.
A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.
Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.
A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.
A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.
Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.
O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.
Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”
O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”
A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.
A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.
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