Cáceres
CORREIOS: Trabalhadores de Mato Grosso aderem à paralisação nacional por tempo indeterminado
Cáceres

Por: Folha de Cáceres
Bicicletas elétricas, motos, carros e pedestres disputam espaço em uma cidade onde a imprudência virou rotina — enquanto os quebra-molas aparecem cada vez mais
Cáceres está vivendo uma situação que já não pode ser tratada como simples “acidente de trânsito”.
Basta circular pelas ruas da cidade para perceber que alguma coisa está muito errada. Colisões, quedas, atropelamentos e acidentes envolvendo motos e bicicletas elétricas estão se tornando acontecimentos frequentes, alguns com feridos graves e, em casos recentes, até com morte.
E o mais preocupante é que, ao mesmo tempo em que os acidentes chamam cada vez mais atenção, Cáceres parece responder ao problema com uma solução que já virou quase paisagem: mais um quebra-mola. E depois outro. E outro.
Mas fica a pergunta que precisa ser feita:
será que estamos realmente tornando o trânsito mais seguro ou apenas enchendo as ruas de obstáculos porque não conseguimos fazer as pessoas respeitarem as regras?
A pergunta não é exagerada.
Nos últimos dias, um policial penal de 54 anos morreu após uma colisão entre sua motocicleta e um carro no bairro Cavalhada. O acidente aconteceu em um cruzamento e mobilizou Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Politec e Polícia Civil.
Pouco antes, em agosto, duas adolescentes de 13 anos ficaram feridas depois que uma bicicleta elétrica colidiu com um automóvel na Avenida São Luiz. As duas precisaram ser atendidas pelos bombeiros e encaminhadas ao Hospital Regional de Cáceres.
E não são casos isolados de um único tipo de veículo.
Bicicleta elétrica não é brinquedo
A popularização das bicicletas elétricas trouxe uma nova realidade para as ruas de Cáceres.
Elas são práticas, econômicas e podem ser uma excelente alternativa de mobilidade. O problema começa quando quem está conduzindo acredita que está andando de brinquedo e não de um veículo que participa do trânsito.
Tem gente fazendo a maior burrada e ainda querendo estar certa
Esse talvez seja o ponto mais irritante do trânsito de Cáceres.
É possível observar diariamente condutores entrando em preferenciais sem reduzir, atravessando cruzamentos de qualquer maneira, fazendo conversões onde não deveriam, andando na contramão, utilizando espaços destinados a outros usuários e cometendo uma série de outras imprudências.
E quando acontece a colisão?
Começa a discussão.
Todo mundo quer estar certo.
É como se o simples fato de a pessoa estar em cima de uma bicicleta, moto ou dentro de um carro automaticamente lhe desse razão.
Não dá.
Preferência não significa direito de fazer qualquer coisa.
Estar de bicicleta não significa poder ignorar sinalização.
Estar de carro não significa que o motorista pode passar como se fosse dono da rua.
Estar de moto não significa que o motociclista pode costurar o trânsito.
E estar em uma bicicleta elétrica definitivamente não significa que o condutor está dispensado de conhecer as regras.
Trânsito não funciona na base do “eu achei que podia”.
Funciona na base da legislação.
E os quebra-molas?
Enquanto isso, Cáceres continua recebendo pedidos por novos redutores de velocidade.
Na conhecida “Rua das Farmácias”, por exemplo, tem duas faixas elevadas com menos de 30. metros de distância uma da outra.
Ou seja: o problema não é apenas a existência de quebra-molas. É a dependência deles como resposta para quase tudo.
Um redutor pode, sim, ter função importante em determinados locais. Mas ele não substitui fiscalização, sinalização adequada, educação para o trânsito, engenharia de tráfego e, principalmente, responsabilidade individual.
Aliás, há situações em que o próprio dispositivo pode criar novos problemas se for mal implantado ou mal sinalizado.
Uma indicação apresentada na Câmara, por exemplo, apontou problemas em quebra-molas laterais existentes na Avenida São Luiz, relacionados inclusive ao escoamento da água da chuva, além de problemas de pavimentação e acúmulo de areia nas laterais da pista.
A pergunta que ninguém pode fugir
Quantos quebra-molas são necessários para fazer um motorista respeitar uma placa de PARE?
Quantos redutores precisamos instalar para alguém entender que não se atravessa uma preferencial sem atenção?
Quantas bicicletas elétricas precisam se envolver em acidentes para que seus condutores compreendam que estão inseridos no trânsito?
Quantas mortes ainda serão necessárias?
Porque existe uma diferença entre problema de infraestrutura e problema de comportamento.
E Cáceres parece ter os dois.
Tem ruas que precisam de manutenção.
Tem locais que precisam de sinalização.
Tem pontos que precisam de estudo técnico para instalação de redutores.
Mas também tem gente dirigindo mal pra caramba.
E isso não se resolve colocando concreto no asfalto.
Não adianta culpar sempre a rua
É cômodo colocar a culpa no asfalto.
No quebra-mola.
Na falta de placa.
Na prefeitura.
No motorista do outro veículo.
Na bicicleta.
Na moto.
No carro.
Mas existe uma responsabilidade que começa antes de ligar o motor ou sair pedalando:
a responsabilidade de saber o que está fazendo.
O trânsito de uma cidade não é um videogame. Um erro de segundos pode significar uma fratura, uma internação ou uma vida perdida.
E depois do acidente não adianta descobrir a legislação.
Não adianta discutir quem estava certo.
Não adianta apontar o dedo.
Cáceres precisa de menos improviso e mais trânsito de verdade
A cidade precisa discutir seriamente sua mobilidade urbana.
Precisa saber onde estão acontecendo os acidentes, por que estão acontecendo, quais são os cruzamentos mais perigosos, quais veículos estão mais envolvidos e quais comportamentos aparecem com maior frequência.
Precisa de fiscalização.
Precisa de campanhas permanentes.
Precisa de sinalização.
Precisa de engenharia de trânsito.
E precisa, principalmente, de uma população que entenda que o Código de Trânsito não é uma sugestão.
Porque se a solução para cada imprudência for simplesmente construir mais um quebra-mola, daqui a pouco Cáceres terá tantos obstáculos no asfalto que será possível fazer um campeonato de suspensão de veículos.
Enquanto isso, o problema continuará circulando livremente pelas ruas.
E o problema, muitas vezes, está sentado no banco do motorista — ou pedalando a bicicleta.
Cáceres
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Assessroria
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.
O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.
Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres
Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.
“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.
Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar
Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.
Reconhecimento e Fortalecimento Regional
O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.
A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.
“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
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