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Cultura

Escolas do Grupo Especial escolhem sambas-enredo do Carnaval 2007

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A cinco meses do Carnaval 2027, as escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro dão um passo importante para os desfiles, com a escolha dos sambas-enredos que vão levar à Marquês de Sapucaí nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro.

A novidade desta temporada, é que todo o circuito de eventos está sendo transmitido pelo canal no Youtube da Rio Carnaval TV.

Das 12 agremiações, a Portela abre a rodada de decisões, nesta sexta-feira (4), escolhendo, entre três finalistas, o samba para o enredo “Ao Mestre com Carinho”, de Paulo Barros, em homenagem ao cantor e compositor Monarco, um dos maiores nomes da história da escola. Ele morreu em 2021, aos 88 anos.

Para o presidente da Liesa, a Liga Independente das Escolas de Samba, Gabriel David, as finais para escolha dos sambas são o momento mais esperado do calendário do Rio Carnaval e lotam as quadras. Agora, segundo ele, com a transmissão online, todos vão poder acompanhar essa festa.

“É uma oportunidade inédita de fazer com que o público do mundo todo acompanhe o que é de melhor nos bastidores da festa. Há cinco meses dos desfiles, as quadras estão lotadas. O YouTube é uma live atrás do outro. Eu tenho certeza que todo mundo que ama o Carnaval está acompanhando de pertinho onde quer que esteja. As pessoas que não conhecem tanto estão aprendendo cada vez mais. Não só o que as escolas vão levar para a avenida, mas todo esse processo de pré-carnaval.”

O sábado (5) é de dose dupla. Mangueira e Mocidade Independente de Padre Miguel definem a trilha sonora para seus enredos. A verde e rosa vai falar do Orixá Iansã, também conhecida como Oya, divindade cultuada no Candomblé e associada aos ventos, tempestades e transformações.

Já a Mocidade levará ao Sambódromo a obra “América Invertida”, feita pelo artista uruguaio Joaquín Torres García em 1943 e que discute uma nova ordem no continente, em que a América Latina apareça como protagonista e não os Estados Unidos.

A sequência de finais prossegue na semana seguinte, com Beija-Flor, na quinta-feira, dia 10; Vila Isabel, 11; Salgueiro e Unidos da Tijuca, no dia 12.

Depois, vêm Imperatriz Leopoldinense e União de Maricá, no dia 18; Viradouro, 19, e Grande Rio, no dia 20 de setembro, encerrando o calendário.

O samba-enredo da Paraíso do Tuiutí foi apresentado em 1º de agosto. A escola optou por encomendar a trilha para cantar “Ciata: a mãe preta do samba”. O enredo conta a trajetória de uma das grandes matriarcas do samba. Foi na casa dela, na região central da capital fluminense, que surgiram as rodas que ajudaram a consolidar o ritmo, hoje considerado patrimônio cultural imaterial da humanidade.

 


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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