Cáceres
Combate as Facções – Polícia Militar prende quatro faccionados e apreende duas armas de fogo em Cácere
Cáceres

Assessoria/Redação
Homens foram detidos a caminho para cometer crimes contra rivais_
A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu quatro homens faccionados, com idades entre 21 e 32 anos, por porte ilegal de arma, em duas ações registradas nesta terça-feira (1º.9), em Cáceres. Os suspeitos foram interceptados enquanto estavam a caminho de cometer crimes contra faccionados rivais. Duas armas de fogo e munições foram apreendidas.
Na primeira ocorrência, os policiais estavam em patrulhamento em uma avenida da cidade e encontraram dois homens em uma motocicleta, sendo que um deles estava com um volume na cintura semelhante a uma arma de fogo. Diante da situação, a equipe iniciou o procedimento de abordagem, mas os suspeitos fugiram em alta velocidade, desobedecendo às ordens de parada.
Após breve perseguição, a dupla foi abordada no bairro Cavalhada. Com um deles, a PM encontrou um revólver de calibre .38 carregado com quatro munições. Questionados, eles confessaram que estavam se deslocando até a casa de um faccionado rival para executar a vítima.
Ainda na abordagem, foi identificado que os suspeitos já haviam sido presos pela PM no mês de agosto por envolvimento em outro homicídio na cidade. Diante da situação, os dois homens foram conduzidos para a delegacia da cidade.
Já no final da noite, outra equipe policial realizava rondas no bairro Walter Fidelis e foi abordada por populares, que denunciaram a presença de dois homens em atitude suspeita, transitando em uma motocicleta. Com as informações recebidas, os militares fizeram diligências e localizaram os dois homens com as mesmas características informadas pelos populares.
Na tentativa de abordagem, os suspeitos abandonaram a motocicleta e tentaram fugir pulando muros de residências vizinhas, sendo detidos pouco tempo depois. Na revista pessoal, a PM localizou um revólver de calibre .38 carregado com seis munições.
Para os policiais, eles afirmaram que teriam recebido ordens da facção para matar um integrante faccionado rival. A dupla disse ainda que entrou na residência indicada, mas não teria encontrado a suposta vítima. Diante dos fatos, os dois homens também receberam voz de prisão e foram levados para a delegacia de Cáceres para as demais providências.
Cáceres
Alunos da Escola Municipal Dom Máximo vivenciam saberes e sabores da cultura cacerense em aula de campo na casa da Dona Regina
Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.
A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.
Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.
A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.
A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.
Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.
O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.
Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”
O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”
A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.
A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.
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