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Rondonópolis

Exposição “Patrimônio Material e Imaterial – da Arquitetura à Música” ocupa Rosa Bororo até 25 de novembro

Publicado em

Rondonópolis

A Secretaria Adjunta de Cultura e
Juventude realiza a exposição “Patrimônio Material e Imaterial –
da Arquitetura à Música” no Museu Rosa Bororo, que se encontra em
frente à Praça Brasil, na esquina entre a Rua Arnaldo Estevão de
Figueiredo e a Avenida Cuiabá, no Centro. A mostra está aberta ao
público de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e segue até o dia
25 de novembro.

“Dentro
da história, patrimônio é um conceito indispensável para se
pensar a formação cultural do cidadão. E nessa
mostra abordamos,
com as obras
expostas, temas tanto universais quanto
estaduais e
locais”, detalha um dos
curadores
da mostra, Carlos Henrique Ramos
Silvério, que é gerente da
Divisão de Patrimônio, Museu e Comunidades Tradicionais na
Secretaria Adjunta de Cultura e Juventude.

Contrapondo
o antigo e o contemporâneo, o abstrato e o concreto, o acervo
exibido reflete a materialidade e a imaterialidade das tradições
deixadas e, também, dos costumes, valores e crenças de outrora e
dos que vêm sendo construídos no dia a dia tanto da nação
brasileira quanto do Estado de Mato Grosso e da cultura
rondonopolitana.

O
moedor e o torrador de café assim como a cabaça que armazenava água
a ser transportada em longos percursos fazem o público voltar ao
passado. A economia de Rondonópolis é
ressaltada com o carro de boi que
carregava
as commodities produzidas no município, fazendo referência ao
agronegócio, segundo Carlos.
Já o tear aciona uma memória
universal, que é mencionada até mesmo em contos de fadas infantis.
Também estão expostos o milho, o algodão e o arroz.

Durante
o passeio pelo equipamento cultural, o visitante vai poder contemplar
a viola tradicional e a viola de cocho e conhecer os estágios da
construção desta última. “A viola de cocho
é a versão mato-grossense da viola caipira, construída
com materiais encontrados
no Mato Grosso, como a cola oriunda da vesícula de piranha, as
cordas de tripa de macaco bugio ou cervo
do cerado”, explica o curador,
chamando atenção para as cores
pintadas no instrumento – outro registro notadamente
estadual. Carlos
ainda pontua: “Encontramos o
patrimônio material no próprio objeto da viola de cocho e o
imaterial na forma de fazer, com materiais
encontrados no Mato Grosso”.

Na
culinária, o pixé aparece como patrimônio material enquanto
alimento e imaterial enquanto receita que tem seu jeito peculiar de
ser produzido, com os ingredientes e a forma específica de
cozinhá-lo.

Quando
o olhar é lançado sobre a arquitetura, uma sobreposição entre o
passado e o presente traz uma maquete de uma casa simples e
rudimentar de adobe e outra de um edifício que rasga o céu.
Paralelamente, no mobiliário e decoração de interiores, há o
simples e o suntuoso, como uma cadeira requintada entalhada com
detalhes feitos manualmente e um banquinho pequeno e modesto, além
da moringa dialogando com um filtro de barro.

Vestimentas
caipiras, lampiões a gás e alimentados com querosene, tapete
original de couro de vaca, sela de cavalo, discos de vinil e um
espaço dedicado à capoeira com atabaque, chocalho, berimbau e
cordas coloridas que representam os níveis de graduação na
capoeira são mais algumas peças exibidas na abordagem. 

“Nossa
ideia foi trazer um pouco do pantaneiro,
do sulista, do nordestino e do mineiro, que são as culturas
prevalentes na formação de Rondonópolis”, afirma o gerente.

Tem
sido recorrente a presença de turmas escolares em praticamente todas
as mostras que estão ocorrendo no Rosa Bororo, de acordo com Carlos.
“Temos recebido, a cada exposição, aproximadamente mil
estudantes, tanto de escolas públicas como privadas. Nessas
visitações são promovidas oficinas sobre o assunto da mostra
exposta no momento da visita”, comenta ele, que ainda acrescenta:
“Mas acolhemos toda a população, sejam alunos de colégios e
faculdades, idosos, jovens, crianças, famílias inteiras, turistas e
trabalhadores locais, enfim, todas as pessoas que desejem conhecer um
pouco de história e cultura são bem-vindas no Museu Rosa Bororo”.

Classes
escolares ou de universidades que queiram agendar uma visita, podem
entrar em contato pelo WhatsApp (66) 9 9675-8889.

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Rondonópolis

Carreta da Saúde estará em Rondonópolis a partir desta sexta-feira (25) e ampliará atendimento especializado às mulheres

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Rondonópolis será sede, a partir desta sexta-feira (25), de uma importante ação voltada à saúde da mulher. A Unidade Móvel de Prevenção e Cuidado da Saúde da Mulher, gerenciada pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), estará instalada no Novo Centro Esportivo, no bairro Padre Lothar, onde permanecerá até 25 de outubro, conforme a programação prevista.

A iniciativa é resultado de uma articulação entre Ministério da Saúde, Estado e municípios e tem como proposta ampliar o acesso à atenção especializada, contribuindo para reduzir filas de espera, dar continuidade à investigação de alterações já identificadas e favorecer o diagnóstico oportuno. Rondonópolis será o município-sede da unidade durante o período da ação, que atenderá mulheres dos 19 municípios que integram a Regional de Saúde de Rondonópolis.

Mais do que a realização de exames, a estrutura foi organizada para oferecer um cuidado completo. Conforme indicação e avaliação de cada paciente, poderão ser realizados consulta médica, ultrassonografia pélvica e transvaginal, ultrassonografia mamária e mamografia, entre outros procedimentos. O atendimento também contempla as etapas pré e pós-procedimento e, quando necessário, os devidos encaminhamentos para continuidade do cuidado na rede.

A unidade terá capacidade prevista de 60 atendimentos por dia, sendo 30 no período da manhã e 30 à tarde, de segunda-feira a sábado, das 8h às 18h. A estrutura contará com profissionais de diferentes áreas, incluindo médico ginecologista e obstetra, enfermeiro, técnico de enfermagem e médico radiologista com experiência em mamografia.

A ação é destinada prioritariamente a mulheres que já apresentam alterações identificadas e precisam de avaliação, exames ou continuidade da investigação diagnóstica, conforme os critérios assistenciais estabelecidos.

É importante destacar que não haverá atendimento por demanda espontânea. As pacientes deverão ser previamente reguladas pela Central de Regulação Municipal, de acordo com a organização da fila e os critérios definidos para a ação. Por isso, mulheres que já aguardam atendimento especializado devem permanecer atentas às orientações e ao contato da rede municipal de saúde.

A proposta é justamente fazer com que o atendimento chegue a quem está aguardando pelo cuidado especializado, organizando as filas e dando andamento à investigação de cada caso. A AgSUS ressalta que a iniciativa foi estruturada para qualificar o acesso e fortalecer a assistência, e não apenas como um mutirão pontual.

Quando houver necessidade de procedimento que não possa ser realizado na unidade móvel, a paciente será encaminhada para continuidade do atendimento na rede de saúde. Dessa forma, a ação busca melhorar o fluxo assistencial e reduzir o tempo de espera, garantindo que a investigação não termine com a realização de um exame, mas avance conforme a necessidade de cada mulher.

Para o Município, receber a unidade móvel representa mais um passo na construção de uma assistência especializada com maior acesso e organização. Durante o período de funcionamento, a estrutura estará preparada para acolher as pacientes encaminhadas pela regulação e contribuir para que mais mulheres tenham seus exames, avaliações e encaminhamentos realizados.

SERVIÇO 
A Carreta da Saúde da Mulher estará no Novo Centro Esportivo, na Avenida Rio Branco, bairro Padre Lothar, em Rondonópolis, de 25 de setembro a 25 de outubro de 2026.

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