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Viva Maria destaca FliParacatu 2026 em bate-papo com Concessa

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O Viva Maria desta sexta-feira, 28 de agosto, celebra a abertura da quarta edição do Festival Literário Internacional de Paracatu (FliParacatu 2026), realizada no município mineiro.

Em bate-papo com a apresentadora Mara Régia, a atriz Cida Mendes — na pele da ilustríssima “embaixadora” e “imperadeira” Concessa — traz os destaques da programação e compartilha suas reflexões com o humor e a sabedoria característicos da personagem.

Com o tema “O Meu Lugar no Mundo”, a FliParacatu 2026 homenageia duas grandes referências da cultura brasileira: os 70 anos de publicação do livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, e o centenário de nascimento do geógrafo Milton Santos.

Durante a conversa, Concessa ressalta o legado dos dois pensadores para a reconstrução do olhar sobre o interior do país.

Segundo ela, enquanto Guimarães Rosa eternizou os causos e a alma das pessoas do sertão, Milton Santos mostrou que “o lugar é o lugar mais as pessoas do lugar”, resgatando a identidade e a beleza do Brasil profundo.

A embaixadora destaca também a movimentação cultural na cidade, que recebe autores nacionais e internacionais — como o escritor moçambicano Mia Couto — e a emocionante exposição do grupo Matizes Dumont, em parceria com a escritora Alessandra Roscoe, homenageando a literatura e as tradições locais com bordados que já capacitaram mais de 60 mil mulheres ao longo de quatro décadas.

O encerramento do evento está marcado para o próximo domingo, com a revelação dos vencedores dos concursos de redação e desenho promovidos nas escolas da região, ambos inspirados na obra de Guimarães Rosa, celebrando a renovação cultural e a emoção das famílias e estudantes paracatuenses.


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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