Cultura
Festival de Gramado termina neste sábado com entrega dos troféus
Cultura
O maior evento do cinema brasileiro, o Festival de Gramado, termina neste sábado (22), na Serra Gaúcha com a entrega dos troféus aos vencedores. A programação finaliza com a entrega dos troféus aos vencedores.

As atividades do último dia começam às 10h, na Sala de Debates do Hotel Serra Azul, com um bate-papo com a equipe do longa “La Perra”. A coprodução internacional, que conta com direção de Dominga Sotomayor, foi apresentada na noite anterior e encerrando esta edição do evento.
Mais tarde, às 20h, começa a cerimônia oficial de premiação, com a entrega dos troféus Kikito, aos vencedores das mostras competitivas de Longas-Metragens Brasileiros e Longas-Metragens Documentais.
Ao todo, dez produções concorrem. Entre os longas de ficção, estão “Feito Pipa”, de Allan Deberton; o drama “Pele de Rinoceronte”, de Marcello Maia; o longa “Chorão – Só os Loucos Sabem”, de Hugo Prata e Felipe Novaes; “Leite em Pó”, de Carlos Segundo; “Justino – Nos Bastidores do Reino”, de José Eduardo Belmonte; e o drama “Nosso Segredo”, de Grace Passô.
Na categoria documentários, os quatro concorrentes são: “O Projeto”, de Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic; “Empeleitada”, de Chico Ludermir, Micaele Xucuru e Sergio Borges; “Afrontosa”, de Coraci Ruiz e Julio Matos; e “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”, de Susanna Lira.
A recepção para os convidados no tapete vermelho começa a partir das 19h.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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