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Cultura

Flipei: festa de literatura independente começa amanhã em São Paulo

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No centro da capital paulista, começa nesta quarta-feira (5) a 8ªedição da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei). O evento é gratuito e acontece até domingo. 

Nomes de forte projeção internacional e nacional foram convidados para debater os rumos da política, da literatura e dos movimentos sociais.

Nas mesas de conversa temas como os ataques israelenses à Palestina, maternidade, tarifa zero, saúde mental, direito ao aborto, violência racial e de gênero, inteligência artificial e publicações independentes.

A exposição Funk: um Grito de Ousadia e Liberdade será remontada durante o festival literário. A mostra foi encerrada de forma antecipada no Museu da Língua Portuguesa em maio, após ataques de parlamentares de extrema direita e investigações do Ministério Público.

Como novidade, a Flipei abre espaço para o esporte popular como forma de resistência, ferramenta de ação social e cuidado coletivo. Serão realizados campeonatos de pebolim e o boxe popular.

Outra atração é a Zona Piratinhas, com foco no acolhimento de crianças, pais e outros responsáveis. 

A programação terá mais de 180 convidados distribuídos em 65 mesas de debates, mais de 150 expositores, cerca de dez atrações musicais, além de sarau, jogos e exibições de filmes.

 

*Com informações da Agencia Brasil


Fonte: EBC Cultura

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Exposição 3 Obás de Xangô inaugura Caixa Cultura no Pelourinho

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Três símbolos da cultura baiana serão celebrados na primeira exposição da nova unidade da Caixa Cultural, que passa a funcionar na Rua Saldanha, no Pelourinho, em Salvador.

A exposição “3 Obás de Xangô” mostra a amizade dos baianos,  o escritor Jorge Amado e o cantor e compositor Dorival Caymmi, e o pintor e escultor argentino Carybé – naturalizado brasileiro e que fixou morada na Bahia – para propor uma reflexão sobre arte, religiosidade, memória e identidade cultural baiana. O título e a perspectiva da exposição parte da amizade entre os três, que receberam o título de Obás de Xangô no Ilê Axé Opô Afonjá. 

Enquanto a relação de Amado e Caymmi com a Bahia foi mostrada através de dezenas de livros e centenas de canções, Hector Julio Páride Bernabó, o Carybé, mesmo com raízes argentinas, foi reconhecido nas artes por retratar com profundidade a cultura afro-brasileira, os rituais do candomblé e o cotidiano popular baiano.

A exposição joga luz justamente sobre o recorte afro-religioso que une a biografia dos três intelectuais e artistas e a partir daí, dá centralidade para a intelectualidade negra que permitiu o surgimento do ministério de Xangô.

A mostra reúne obras, documentos e registros históricos de mais de 45 artistas das artes visuais, da música, da literatura e da fotografia sobre os homenageados e evidencia a centralidade do Candomblé e das lideranças femininas negras na construção do imaginário cultural baiano, ressaltando o papel das mães de santo na preservação, organização e transmissão dos saberes afro-brasileiros. 

O percurso da exposição propõe núcleos temáticos que falam sobre o matriarcado nas religiões de matriz africana, os saberes produzidos nas comunidades de axé, a simbologia de Xangô, a amizade entre os três homenageados e as transformações contemporâneas das expressões artísticas afro-brasileiras.

“3 Obás de Xangô” fica em cartaz até 06 de dezembro, com visitação gratuita de terça a domingo e também nos feriados, das 9h às 18h.

O Palacete Saldanha, onde vai funcionar a nova unidade da Caixa Cultural de Salvador tem mais de 7,8 mil metros quadrados e abrigou o Liceu de Artes e Ofícios da Bahia por mais de 130 anos. A capital baiana já tem uma primeira unidade em funcionamento na Rua Carlos Gomes, no Centro.


Fonte: EBC Cultura

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