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Primavera do Leste inicia estudos para elaboração do novo Plano Municipal de Educação

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Cidades

A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio da Secretaria Municipal de Educação, iniciou os estudos para a elaboração do novo Plano Municipal de Educação (PME), documento que terá vigência de dez anos e será responsável por nortear as políticas públicas educacionais do município no período.


A atividade foi realizada na tarde desta terça-feira (28), na Diretoria Regional de Educação (DRE) de Primavera do Leste, reunindo coordenadores e técnicos da Secretaria Municipal de Educação, além de representantes de outros municípios da região.


A formação integra a programação das Oficinas do PME 2026, promovidas pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT), que têm como objetivo fortalecer o trabalho dos municípios na elaboração dos diagnósticos educacionais. Essa etapa é considerada fundamental para identificar os principais desafios de cada realidade local e, a partir dessas informações, definir metas e estratégias que irão orientar as políticas públicas de educação para os próximos dez anos.


O Plano Municipal de Educação estabelece metas, objetivos e estratégias para o desenvolvimento da educação nos próximos dez anos, considerando as necessidades e particularidades de cada município. A construção do documento deve estar alinhada às diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e pela Política Nacional de Educação, ao mesmo tempo em que considera a realidade local e os avanços necessários para a rede municipal de ensino.


A programação da formação é desenvolvida ao longo de três dias e contempla diferentes etapas de trabalho, incluindo a apresentação das diretrizes gerais do PME, elaboração do plano de trabalho, abordagem teórico-conceitual para a definição dos problemas da educação municipal, mapeamento das principais demandas e realização de dinâmicas de grupo.


Durante a formação, os participantes estão aprofundando conhecimentos sobre a base teórica necessária para a construção do PME e realizando estudos que irão contribuir para a elaboração de um diagnóstico da realidade educacional de cada município.


A presidente do Conselho Municipal de Educação de Primavera do Leste, Luciane Souza, destacou a importância da formação para que o novo plano seja construído com base em dados e nas necessidades reais da população.


“Nós nos atentamos à parte teórica, conhecendo o Plano Nacional de Educação para a construção do nosso diagnóstico. Amanhã serão realizadas oficinas práticas para que possamos, depois, levar cada uma dessas atividades para os nossos municípios e construir as oficinas da árvore, para conseguirmos olhar para a nossa realidade e projetar as metas para o novo PME”, explicou.


A secretária municipal de Educação, Kelly Joana, ressaltou que a construção do documento representa uma oportunidade de planejar o futuro da educação de Primavera do Leste de forma responsável, considerando os avanços já alcançados e os desafios que ainda precisam ser enfrentados.


“Este é um momento muito importante para a educação de Primavera do Leste, porque estamos olhando para os próximos dez anos e pensando no que queremos construir para a nossa rede de ensino. O Plano Municipal de Educação precisa nascer da nossa realidade, ouvindo os profissionais e analisando os nossos desafios, para que possamos estabelecer metas possíveis e estratégias que realmente contribuam para avançarmos na qualidade da educação. É um planejamento que vai orientar o trabalho de toda a rede e que precisa ser construído com responsabilidade, diálogo e compromisso com os nossos alunos”, destacou.


A elaboração do novo Plano Municipal de Educação representa uma etapa estratégica para o planejamento da educação municipal, permitindo identificar os principais desafios, definir prioridades e estabelecer metas que possam contribuir para a melhoria contínua do ensino.


A iniciativa também reforça a importância do trabalho conjunto entre profissionais da educação, gestores e representantes da comunidade na construção de um documento que reflita as necessidades de Primavera do Leste e estabeleça caminhos para o desenvolvimento da educação ao longo da próxima década.

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Cáceres

Alunos da Escola Municipal Dom Máximo vivenciam saberes e sabores da cultura cacerense em aula de campo na casa da Dona Regina

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Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.

A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.

Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.

A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.

A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.

Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.

O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.

Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”

O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”

A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.

A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.

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